Capítulo 2
...passaram rápido demais. Se bem que pra mim não faz muita diferença. Eu não tenho lá uma vida tão agitada.
Eu vou á aula de sax três vezes por semana durante os últimos três anos, treino em casa, como pizza com a Selena e com a Holly, minhas melhores amigas e só. E não! Eu não sou uma anti-social como intitula a senhorita “perfeitinha” (Cady). Eu tenho amigas! Acontece que eu não falo com o tipo de pessoa que a Cady se relaciona (sabe como é, esse povo metido), e então ela fica me chamando de fracassada e de anti-social. Mas tudo bem, ás vezes tranco ela no armário quando meus pais não estão por perto.
Mas voltando ao assunto “férias”, bom, as minhas foram ótimas, principalmente porque eu dormi a maior parte do tempo. As aulas já haviam começado há uma semana e não havia nada de novo na escola. Infelizmente a Jamie ainda estava lá. Ela passou a metade do ano inteiro dizendo que ia fazer fotos pro catálogo teen do Victoria’s Secrets. Ela fez, então pensei na possibilidade dela se mandar pra um lugar onde pessoas como ela vivessem em um grupo maior. Que pena que não foi bem assim.
Depois de uma semana de chatice, lá estava eu na aula de literatura. O professor citava um poema de guerra com tanta raiva que chegava a cuspir no pessoal da frente. Quando decidi dar um cochilo (sim, eu amo dormir) eis que a co-diretora entra e entrega um papel pro professor, que tinha parado de cuspir, digo, falar, para ler.
O jardim da escola estava repleto de folhas espalhadas pelo chão. É o outono. Sabe, eu não me surpreenderia se nevasse aqui em São Francisco em pleno outono. É o aquecimento global e tal né. De repente essa história aí de aquecimento global é só pra fama de alguns artistas caírem um pouco. Quer dizer, ele tá mais conhecido do que a Madonna.
O Ned é fascinado por essa história de mudanças climáticas, rotação da terra, buraco negro e tal. Na escola dele (que é a mesma que a da Cady) ele é meio que um nerd. O pessoal é meio malvado com ele. Como na vez em que um bando de garotinhos da sétima série o encurralou e o obrigou a dizer que aquecimento global era um mito. Ele chegou em casa todinho roxo. É o que dá demorar tanto pra desistir dos seus ideais.
Ei, espera aí! Eu to dopada ou aquele que acaba de entrar na sala é o Ben Barnes? Opa, acho que ele tá aí há uns 5 minutos ouvindo a imensa mensagem de boas vindas do Sr. Kellog, e eu só reparei agora? Qual é! As folhas não são tão interessantes assim! Já posso até ver a baba das garotas da sala escorrendo. Eca!
Isso é meio que moda aqui na K. Polks. Chega um cara bonito e as garotas o idolatram! Qual é, cadê a dignidade hein? E além do mais, eu o vi primeiro, deveria estar me gabando, certo? E lá vem ele.
Sabe, reparando bem, o Ben não tem mais aquela cara de psicopata mirim. Pra falar a verdade, ele parece não estar afim de se enturmar, assim como eu quando entrei no colegial. Ele passou tanto tempo naquele colégio militar que fico pensando se ele está preparado pra voltar a viver em sociedade.
O Ned me dizia que eles tinham que acordar ás quatro da manhã pra ficar fazendo abdominais e corridas, tinham que arrumar a cama e deixá-las um trinque, a comida era horrível e eles tinham que comer sem reclamar e ainda por cima não podiam receber a visita de familiares. O que me faz pensar em que crime tão grave o Benjamin (nome real) fez pra ir pra um lugar que mais parece um presídio do que uma escola. Eu jamais conseguiria arrumar a minha cama tão bem! Vai ver ele preferia viver num convento. Deveriam ter lhe dado o direito de escolha.
Epa! Porque ele está sentando do meu lado? Qual é! Esse é o único lugar vago? Hum, e não que é?
- Licensa. – Ele disse do modo oculto mais mal educado de se pedir licensa pra se sentar ao lado de alguém, e logo depois arrastou a cadeira e sentou-se, fazendo uma cara de tédio mais tediosa do que a minha. Se bem que eu não faço cara de tédio, eu apenas durmo.
- Toda. – Eu disse, evitando olhá-lo. Pra começar, ele era um arrogante e pra terminar ele é um gato. Eu fico nervosa perto de caras bonitos. Ah, mas não faz tanta diferença assim, ele está me ignorando mesmo.
Na minha primeira aula de sax há uns três anos, meu professor percebeu o meu profundo desinteresse em musica instrumental. Na verdade eu queria fazer violão, mas as vagas haviam acabado e o sax foi uma opção pra não ter que aturar a minha mãe nas quintas-feiras, dia em que ela fica bem nervosa por causa do jantar com os meus tios e acaba descontando em todo mundo sua fúria por odiar os irmãos do meu pai.
Meu professor começou uma história dele pra tentar fazer com que eu gostasse de músicas instrumentais. Ele dizia que toda vez que uma situação parecesse estranha, chata, dramática ou até engraçada ele pensava na melodia que mais combinaria com o momento, pra que tudo se encaixasse.
Eu vou á aula de sax três vezes por semana durante os últimos três anos, treino em casa, como pizza com a Selena e com a Holly, minhas melhores amigas e só. E não! Eu não sou uma anti-social como intitula a senhorita “perfeitinha” (Cady). Eu tenho amigas! Acontece que eu não falo com o tipo de pessoa que a Cady se relaciona (sabe como é, esse povo metido), e então ela fica me chamando de fracassada e de anti-social. Mas tudo bem, ás vezes tranco ela no armário quando meus pais não estão por perto.
Mas voltando ao assunto “férias”, bom, as minhas foram ótimas, principalmente porque eu dormi a maior parte do tempo. As aulas já haviam começado há uma semana e não havia nada de novo na escola. Infelizmente a Jamie ainda estava lá. Ela passou a metade do ano inteiro dizendo que ia fazer fotos pro catálogo teen do Victoria’s Secrets. Ela fez, então pensei na possibilidade dela se mandar pra um lugar onde pessoas como ela vivessem em um grupo maior. Que pena que não foi bem assim.
Depois de uma semana de chatice, lá estava eu na aula de literatura. O professor citava um poema de guerra com tanta raiva que chegava a cuspir no pessoal da frente. Quando decidi dar um cochilo (sim, eu amo dormir) eis que a co-diretora entra e entrega um papel pro professor, que tinha parado de cuspir, digo, falar, para ler.
O jardim da escola estava repleto de folhas espalhadas pelo chão. É o outono. Sabe, eu não me surpreenderia se nevasse aqui em São Francisco em pleno outono. É o aquecimento global e tal né. De repente essa história aí de aquecimento global é só pra fama de alguns artistas caírem um pouco. Quer dizer, ele tá mais conhecido do que a Madonna.
O Ned é fascinado por essa história de mudanças climáticas, rotação da terra, buraco negro e tal. Na escola dele (que é a mesma que a da Cady) ele é meio que um nerd. O pessoal é meio malvado com ele. Como na vez em que um bando de garotinhos da sétima série o encurralou e o obrigou a dizer que aquecimento global era um mito. Ele chegou em casa todinho roxo. É o que dá demorar tanto pra desistir dos seus ideais.
Ei, espera aí! Eu to dopada ou aquele que acaba de entrar na sala é o Ben Barnes? Opa, acho que ele tá aí há uns 5 minutos ouvindo a imensa mensagem de boas vindas do Sr. Kellog, e eu só reparei agora? Qual é! As folhas não são tão interessantes assim! Já posso até ver a baba das garotas da sala escorrendo. Eca!
Isso é meio que moda aqui na K. Polks. Chega um cara bonito e as garotas o idolatram! Qual é, cadê a dignidade hein? E além do mais, eu o vi primeiro, deveria estar me gabando, certo? E lá vem ele.
Sabe, reparando bem, o Ben não tem mais aquela cara de psicopata mirim. Pra falar a verdade, ele parece não estar afim de se enturmar, assim como eu quando entrei no colegial. Ele passou tanto tempo naquele colégio militar que fico pensando se ele está preparado pra voltar a viver em sociedade.
O Ned me dizia que eles tinham que acordar ás quatro da manhã pra ficar fazendo abdominais e corridas, tinham que arrumar a cama e deixá-las um trinque, a comida era horrível e eles tinham que comer sem reclamar e ainda por cima não podiam receber a visita de familiares. O que me faz pensar em que crime tão grave o Benjamin (nome real) fez pra ir pra um lugar que mais parece um presídio do que uma escola. Eu jamais conseguiria arrumar a minha cama tão bem! Vai ver ele preferia viver num convento. Deveriam ter lhe dado o direito de escolha.
Epa! Porque ele está sentando do meu lado? Qual é! Esse é o único lugar vago? Hum, e não que é?
- Licensa. – Ele disse do modo oculto mais mal educado de se pedir licensa pra se sentar ao lado de alguém, e logo depois arrastou a cadeira e sentou-se, fazendo uma cara de tédio mais tediosa do que a minha. Se bem que eu não faço cara de tédio, eu apenas durmo.
- Toda. – Eu disse, evitando olhá-lo. Pra começar, ele era um arrogante e pra terminar ele é um gato. Eu fico nervosa perto de caras bonitos. Ah, mas não faz tanta diferença assim, ele está me ignorando mesmo.
Na minha primeira aula de sax há uns três anos, meu professor percebeu o meu profundo desinteresse em musica instrumental. Na verdade eu queria fazer violão, mas as vagas haviam acabado e o sax foi uma opção pra não ter que aturar a minha mãe nas quintas-feiras, dia em que ela fica bem nervosa por causa do jantar com os meus tios e acaba descontando em todo mundo sua fúria por odiar os irmãos do meu pai.
Meu professor começou uma história dele pra tentar fazer com que eu gostasse de músicas instrumentais. Ele dizia que toda vez que uma situação parecesse estranha, chata, dramática ou até engraçada ele pensava na melodia que mais combinaria com o momento, pra que tudo se encaixasse.
De principio eu achei uma coisa bem idiota. Por que isso me faria gostar de música instrumental? E além do mais, seria como assistir ao entediante filme da minha vida com música mais entediante ainda. Mas aí eu comecei a fazer isso e até que gostei. Foi daí que veio a minha mania, até agora oculta, de imaginar jazz instrumental em cenas da minha vida.
Porque eu disse isso? Eu não sei, mas o Ben me ignorava tanto que acrescentar uma trilha sonora naquele capítulo da minha vida era impossível e patético.
E se fosse pra mim acrescentar, seria You Don’t Know What Love Is do Sonny Rollins. Aquele tipo de música em que a pessoa se sente tão invisível pra pessoa amada que chega a ser triste. Não que eu ame o Ben Barnes! É só um exemplo.
Porque eu disse isso? Eu não sei, mas o Ben me ignorava tanto que acrescentar uma trilha sonora naquele capítulo da minha vida era impossível e patético.
E se fosse pra mim acrescentar, seria You Don’t Know What Love Is do Sonny Rollins. Aquele tipo de música em que a pessoa se sente tão invisível pra pessoa amada que chega a ser triste. Não que eu ame o Ben Barnes! É só um exemplo.
.
To muitoo feliz com os comentários que vocês deixaram! O que me incentivou a escrever mais e mais. :)
Que 2009 seja um ano maravilhoso pra todos vocês e que eu não me irrite tanto com essa mudança na gramática. Fazer o que, mudar faz parte, mas ainda estou tentando me convencer disso.
Beijooos
11 comentários:
Tambem não gosto de gente metida.
E com certeza a nova mudança gramatical vai ser um problema.
Grande abraço
http://ccdodia.blogspot.com/
Primeira vez que passo por aqui.
Bem legal teu blog hein.
vo tentar voltar sempre que der.
boa sorte.
quando puder. passe pelo meu.
feliz ano novo. xD
Abrass
Nossa, você toca sax? Deve ser bem legal, sempre me perguntei como seria aprender mas nunca tive muito animo para tomar alguma iniciativa. Adorei o seu blog *-*
Já estou ansiosa pra ver o próximo capítulo ^^
Pô, nem me fale, não gostei muito dessa idéia de mudança gramatical =P O povo gosta de mexer no que tá queto. Urg!
CARA *------------------* ei adoro teus postz ;D
vc me inspira veý (y)
feliz 299 pra ti catz ;*
Menina, você sabe mesmo como prender a atenção do leitor! Continua a história, to adorando!
Só uma pergunta: Já leu algum livro do Sidney Sheldon?
Beijos Dani!
Olha eu aquiii! ;D
Adorei o blog e as descrições! Música é realmente muito bom, antes eu estudava teclado. Minhaa irmã que toca piano, órgão e teclado. ;D
Só eu fui a ovelha negra da familia. haushsuass
Beijão, vou seguir, vicee?
Bye bye, linda!
Num to achando uh lugarr de seguir... Kd?=O
Muito bom seu texto,não está muito diferente de mim em questão de férias ehueh
Beijinhuuus
Eu já li todos os títulos dele (e são muito bons), te perguntei por que achei sua maneira de escrever parecida!
Bjos;*
Muito legal esse texto, continue com a história :)
Espero que seja uma grande escritora futuramente !
Abçs
Aproveite, venha descansar sob a sombra da amendoeira !
http://sombradaamendoeira.blogspot.com/
Postar um comentário