A frase encontrada no
começo do blog é praticamente uma das primeiras coisas a se observar ao acessar
este meu simples templo de ideias. Para aqueles que me acharam genial, não
achem. Ouvi a frase pela primeira vez em um filme, e tenho que dizer, adorei. Foi
como encontrar uma frase genial em alguma música que parecesse definir sua
vida. No meu caso, sem a parte do “definir a vida”. Eu, na verdade, sou
totalmente oposta a ela. Uma cagona e covarde de primeira.
Na verdade, eu sou
tão cagona que até hoje deixo as pessoas passarem na minha frente na fila do
banheiro. Não por bondade ou por não dividir do mesmo sentimento de “aperto”
que elas possam estar carregando. Mas por ser ‘pacífica demais’, o que numa
linguagem mais chula daria no mesmo que ser cagona.
Mas a frase em
questão parecia definir muito meu eu interior, implorando para sair. Mas a
verdade é que tudo que saia de minha zona de conforto me incomoda.
“Nossa, Dani! Você é
o “único” ser humano a sentir isso”, vocês devem estar pensando. Bem, nada
disso. Eu tenho completa ciência de que nós, seres humanos, temos tendência a
nos incomodarmos com tudo aquilo que nos deixe consideravelmente
desconfortáveis. É aí que está o perigo.
Este maldito
incômodo, que transforma pessoas adoráveis como eu em covardes cuja dignidade
morre a cada dia todas as vezes em que uma ninfeta entra no banheiro que eu
deveria entrar, é um atraso de vida. A solução mais fácil é fingir-se de muda e
mostrar o dedo, mas até mesmo ela é um desafio.
Por isso, caros
leitores que não dispõe da maravilha do dom de “rodar a baiana”, eu proponho um
desafio: transformar a frase em realidade. Fazer o que te assusta, seja andar
numa montanha russa ou declarar-se para alguém.
Tenho uma leve impressão de que os riscos
desmedidos são exatamente o que fazem o mundo girar. Aquelas coisas que você
faz sem pensar muito, sem esperar uma resposta exata, só para acabar de vez com
as dúvidas, ou liberar a endorfina de prazer que sai ao declarar livre e
alegremente: “É A MINHA VEZ DE USAR O BANHEIRO, SUA BISCATE!”.
Liberemos a
endorfina, a sensação de “dever cumprido”. Eu farei o mesmo. Tentarei fazer.
Bem, quem sabe? Sou covarde, lembram?
...

2 comentários:
Muito bom seus textos, obrigada pela visita no meu blog, continue assim.
http://girlonlline.blogspot.com
Há... como sempre a fã numero 1... "chegando atrasada" mas chegando né kkk.
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