sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Fazer o que te ASSUSTA



   A frase encontrada no começo do blog é praticamente uma das primeiras coisas a se observar ao acessar este meu simples templo de ideias. Para aqueles que me acharam genial, não achem. Ouvi a frase pela primeira vez em um filme, e tenho que dizer, adorei. Foi como encontrar uma frase genial em alguma música que parecesse definir sua vida. No meu caso, sem a parte do “definir a vida”. Eu, na verdade, sou totalmente oposta a ela. Uma cagona e covarde de primeira.
   Na verdade, eu sou tão cagona que até hoje deixo as pessoas passarem na minha frente na fila do banheiro. Não por bondade ou por não dividir do mesmo sentimento de “aperto” que elas possam estar carregando. Mas por ser ‘pacífica demais’, o que numa linguagem mais chula daria no mesmo que ser cagona.
    Mas a frase em questão parecia definir muito meu eu interior, implorando para sair. Mas a verdade é que tudo que saia de minha zona de conforto me incomoda.
   “Nossa, Dani! Você é o “único” ser humano a sentir isso”, vocês devem estar pensando. Bem, nada disso. Eu tenho completa ciência de que nós, seres humanos, temos tendência a nos incomodarmos com tudo aquilo que nos deixe consideravelmente desconfortáveis. É aí que está o perigo.
    Este maldito incômodo, que transforma pessoas adoráveis como eu em covardes cuja dignidade morre a cada dia todas as vezes em que uma ninfeta entra no banheiro que eu deveria entrar, é um atraso de vida. A solução mais fácil é fingir-se de muda e mostrar o dedo, mas até mesmo ela é um desafio.
    Por isso, caros leitores que não dispõe da maravilha do dom de “rodar a baiana”, eu proponho um desafio: transformar a frase em realidade. Fazer o que te assusta, seja andar numa montanha russa ou declarar-se para alguém.
    Tenho uma leve impressão de que os riscos desmedidos são exatamente o que fazem o mundo girar. Aquelas coisas que você faz sem pensar muito, sem esperar uma resposta exata, só para acabar de vez com as dúvidas, ou liberar a endorfina de prazer que sai ao declarar livre e alegremente: “É A MINHA VEZ DE USAR O BANHEIRO, SUA BISCATE!”.
     Liberemos a endorfina, a sensação de “dever cumprido”. Eu farei o mesmo. Tentarei fazer. Bem, quem sabe? Sou covarde, lembram?

...

2 comentários:

Cristielen Camila disse...

Muito bom seus textos, obrigada pela visita no meu blog, continue assim.
http://girlonlline.blogspot.com

Unknown disse...

Há... como sempre a fã numero 1... "chegando atrasada" mas chegando né kkk.