Psicoses e prováveis crises de ciúmes à parte, odeio os não-relacionamentos. Aquilo que parece ser alguma coisa, mas não é nada de fato, mas sim um passatempo. Deveria estar na natureza dos não-relacionamentos a simplicidade e o desapego, mas parece que isso seria abrir mão de nossos instintos de querer controlar cada mísero acontecimento de nossas vidas, por mais insignificante que pareçam.
Acho que no fundo de minha alma meu maior desejo é ser livre e deixar que as outras pessoas também sejam. Sério, eu adoraria ser mestre na arte do desapego. Já parou pra pensar em quanto tempo e sentimentos negativos pouparíamos se simplesmente deixássemos livres de obrigação aquilo que, na verdade, não nos pertence?
Infelizmente, é mais difícil do que parece. Sempre queremos ter o controle sob alguma coisa, e se essa "coisa" ajuda a amaciar nossos egos em nossas crises estéticas então, dificilmente abriremos mãos.
Só que vêm o dia - e ele chega rápido - que tudo se desgoverna. É, você sabe do que estou falando! O peguete para de te mandar mensagens fofas, e como num passe de mágica o face indica que ele está em um "relacionamento enrolado com fulana de tal". E pra piorar, a fulana é bonita - porque por alguma piada interna do destino, a piriguete sempre tem alguma coisa que você não tem.
E o que é que nós fazemos? Discutimos? Soltamos ofensas verbais, chegando até a inventar novos termos mal educados? Choramos litros, ligamos para as amigas e colocamos todos os defeitos possíveis na fulana?
Não.
Respiramos fundo, deixemos as ofensas gritarem em nossa mente por alguns minutos, e seguimos em frente. Parabéns, agora você está aprendendo a arte do desapego.

Um comentário:
Adorei o texto e blog. Tava pesquisando sobre um tema no google, aí deu um texto seu na busca.
Pretendo ler mais coisas, textos antigos. Muito bom :D
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