terça-feira, 25 de novembro de 2008

Aquela fase lá, sacas?

Ser adolescente é mesmo um tanto complicado. A gente fica preocupado com a escola, com o futuro, com nossos hobbys, com nossos sentimentos. Ficamos preocupados com nossa aparência e ás vezes nos tornamos meio que anti-sociais por causa dela. Tem dias que não conseguimos nos olhar num espelho que lá vem a depressão. Sim, a tal da depressão, que eu chamo de “depressão aborrecente na aborrecência”. Vendo deste ângulo, dá pra se concluir que ser adolescente só tem graça se você tiver uma beleza fenomenal. Bom, seria um problema a menos. Quer dizer, você não vê aquele tal do “grupo legal” da sua escola ir falar com você. Aquele grupo onde as meninas só andam com o nariz empinado e os caras só fazem besteiras e ficam se achando o máximo. O mais engraçado é que tem gente que quer ser como eles. Sim, porque eles são “os legais”. Mas o bom de ser adolescente, é que tem aquele pessoal que, sabe, é diferente.
Ser diferente é, em algumas vezes, uma questão de “coragem”. Tipo quando você é uma garota que raspa o cabelo dos lados e deixa um moicano roxo. A reação natural das pessoas é pensar coisas como “Eu hein”, e a reação dos tais “legais” é rir. Mas a reação do pessoal que gosta de ser diferente assim como essa garota é a de pensar coisas como “Hum, legal.” Ou talvez não pensar nada já que você sabe que cada um é cada um, e ninguém tem o direito de julgar.
Em outras ocasiões, ser diferente é uma questão de bom senso e segurança. Como se você criasse um estilo diferente das pessoas, mas ao mesmo tempo “light”. Tipo aquele pessoal que usam aquelas luvas cumpridas e com furos nos dedos. Eu acho bem legal, mas se você for andar com elas aqui onde eu moro, por exemplo, todos ficariam olhando pra você como se você fosse um extraterrestre. E o mais legal de ser diferente é que você simplesmente não liga! É, você apenas deixa rolar, leva na boa, fica suave, ou seja lá que outras formas tem de dizer isso. E a galera diferente não é apenas no estilo, é no modo de pensar. Tem uma opinião própria e não deixa que a má influência de alguém acabe com isso. E aí você se dá conta de que a tal da “galera legal” não é tão legal assim. Eu não vejo nada de legal em gente metida, você vê?
Outra das coisas que nos deixam aborrecidos na adolescência são as paixõezinhas. Tem aquele papo de “primeiro amor”. Todo mundo tem uma idéia linda disso, mas quando acontece, você tem vontade de transformar seu primeiro amor num peixe ao invés do individuo cretino. E vamos combinar que a frase “Meu primeiro amor foi um peixe” fica melhor do que “Meu primeiro amor foi um cretino” (ou talvez não fique). O fato é que se apaixonar é bom, mas sempre tem a fase do sofrimento.
Pense na sua melhor amiga que tem que ficar ouvindo você falando direto do tal cara dos seus sonhos. Agora pense na mesma melhor amiga ouvindo você xingar o cara. É meio natural.
O ruim desses lances de namoro é que se você chega atrasada nessa fase da vida, você fica meio insegura. Por exemplo, o primeiro beijo. Não há idade certa pra isso. Beijou, beijou, ora! Simples assim. Mas aí veio a tal da onda do “seja bv pelo menos até a sexta série”. Chegou na sétima, falou em beijo você acaba que mentindo automaticamente dizendo que já beijou. Não é irritante? A coisa que aparenta ser mais importante pra um jovem é o pesadelo de outro. Mas o pior é a falta de experiência. Tem aquela coisa do “deu errado uma vez, sempre dará”. Tudo bem, talvez eu já tenha pensado assim (talvez ainda pense ás vezes), mas isso é pura besteira. É como dirigir, você não vai conseguir fazer direito se não treinar. E assim como dirigir, a gente tem medo de bater num poste, se é que entende a relação entre as duas situações.
Tem também aquela situação meio rara do primeiro beijo ser tão péssimo que você se pergunta: “Qual é a graça?”. Afinal, todo mundo diz que é bom e quando você finalmente vai provar é aquela desgraça. Acho que sei por que isso. É como quando estamos tentando fazer o desenho perfeitinho, todo alinhado e do jeito que você pensou. E aí quando você vai ver ele ficou “planejado demais”. Mas aí você fica chateado e faz um desenho só por fazer, e quando você pára pra ver, olha só! Ele até que ficou bem legalzinho. O que quero dizer é que coisas espontâneas são muito melhores. Porque estamos fazendo porque gostamos, não por algum outro motivo, como impressionar alguém.
Como dizia o Dinho naquela música do Capital Inicial “Nem tudo é como você quer, nem tudo pode ser perfeito; Pode ser fácil se você ver o mundo de outro jeito”.
Enfim, ser adolescente tem lá seus momentos frustrantes, mas também tem coisas pra lá de boas! Coisas que talvez não consigamos fazer quando adultos. E é por essas e outras que dizem que adolescência é a melhor fase da vida, já que se a gente erra, temos a chance de consertar. Se queremos, podemos fazer acontecer. Temos a força de vontade do nosso lado, e nossas idéias são ouvidas por todos, querendo ou não, afinal de contas, nós somos ou não somos o futuro da nação?
Terça feira, 25 de novembro de 2008

sábado, 1 de novembro de 2008

Tudo espontâneo é mais legal!

Fala aê blogueiros e internautas de plantão! Beleza? Aqui estou eu novamente. Milagre! Soltem os fogos, depois de tempos sem postar semanalmente, aqui estou eu. Certo, tenho que confessar algo, tive essa súbita vontade de postar por... Hum, tédio.
É, sexta pra sábado é sempre um tédio pra mim. Sabe como é ruim ficar em casa sem nada pra fazer? Acho que até já assisti praticamente todos os filmes aqui de casa (inclusive O Alto da Compadecida, pela centésima vez). Me dá uma vontade danada de andar pela cidade, se divertir com os amigos, comer minha comida preferida, viajar e esquecer de todo o resto. Mas aí eu caio na realidade. Tenho 15 anos, não tenho dinheiro, meus melhores amigos moram meio longe e já deve ser meia-noite. Chato isso, não?
Tudo bem, é justamente nesses dias que ás vezes eu me sinto uma anti-social, deve ser por isso que eu gosto tanto da escola. Eu posso me divertir e rir a vontade. E fala sério, rir com os amigos é uma das melhores coisas que existem. E se quer saber, os melhores momentos do meu dia eu passo dando risadas, contando segredos, me divertindo, justamente com eles! Enfim, homenagem á vocês Leandra, Monalisa, Josy, Leandro e até mesmo você Fábio :P.
Pronto! Momento homenagem acabou. Hoje eu me dei conta de que esse mês este blog fará 1 ano! Sim! 1 ano! Emocionante! Tudo bem, você deve estar pensando "Eu não acho nem um pouco emocionante", bom, mas eu acho! Significa muito pra mim já que, desde que eu conheci o mundo dos blogueiros (Há uns 4 anos atrás) nenhum blog meu durou tanto. Isso mesmo. Eu fazia tanto blog daquele tipo de que não tem assunto algum, de colocar apenas imagens e poesias chatas, e passava a maior parte do tempo mexendo no html do layout, tudo isso pra no final não ter postagem nenhuma. Mas esse não! Esse aqui é o tipo de blog que eu tenho orgulho, e tipo, e daí que quase não tem comentário? Eu adoro escrever aqui, me sinto no meu mundo! Onde minhas idéias, meus sentimentos, minhas loucuras, onde tudo isso vale a pena! É aqui que eu liberto minha personalidade engraçada, meu jeito irônico e sonhadora de ser. Aqui eu abro minha mente e sinto que sei fazer algo certo e que ainda por cima eu gosto, eu estou escrevendo pensamentos e sentimentos meus que em algumas vezes são ocultos para os outros. Estou libertando minha mente, me sentindo livre pra poder expressar tudo que penso. É isso que esse blog significa pra mim. Pra vocês terem uma noção, nem mesmo aqueles diários de 12 reais que eu comprava em bazar durou tanto. No máximo umas 5 folhas só de coraçõezinhos e letras de músicas.
Mudando de assunto, fim do ano tá chegando. Eita, mais uma vez. Caraca, já vamos pra 2009! Ainda me lembro como se fosse ontem eu escrevendo no meu caderno aquele cabeçário todo da 4ª série "Osasco, 2 de novembro de 2003". Putz, o tempo passa rápido demais.
Ás vezes bate uma saudade daquela época boa da infância. Aquela que eu tinha que acordar cedo pra ir até o pré, aquela que eu tacava os bambolês da ed. física em cima do telhado da escola (sem querer ;), aquela em que eu brincava de pega-pega, esconde-esconde, aquela em que a manhã ficava marcada com aquela musiquinha do rádio "Vambora, vambora, vambora. Tá na hora, vambora,vambora", que de certa forma, irritava bastante. Aquela época que eu passava metade da virada do ano na igreja e a outra na casa dos vizinhos colecionando garfinhos de plástico pra brincar mais tarde, a época em que eu ia direto ao clube pra nadar e ficar brincando com meus irmãos, a época que não havia paixões para magoar meu coração, aquela em que tudo era inocência, até mesmo aquela que todos achavam que eu era muda e quando eu falava causava um impacto impressionante. A época da 5ª série, quando todos não passavam de crianças divertidas, a da 6ª quando rolava aquela guerra de branquinho, a da 7ª quando eu e minhas amigas cabulavamos aulas só pra ficar relembrando a quinta série, a da 8ª quando tínhamos medo da professora de matemática, a mesma que eu comecei a confiar nos amigos e me apaixonei pela primeira vez, e de repente, aqui estamos, na época em que tudo aconteceu e na época que meu coração sofreu mais do que nunca. A época dos meus 15 anos, onde as dúvidas percorrem em minha cabeça em busca de respostas, aquela que me dá vontade de fazer a diferença, que me faz sorrir por saber que tenho amigos verdadeiros, que me faz entristecer por me dar conta dos meus erros. Mais um ano, o que será que virá mais tarde? Quem sabe? Eu sei que algo realmente bom me espera.
Aí vem algo novo, verdadeiro, emocionante, intrigante, lindo e cheio de esperança e alegria. Bom, esse ano eu aprendi certas coisas que vão me ajudar muito no futuro. Legal né?

Pra encerrar esse post, eu coloco aqui o selo que eu ganhei do blog oohmygod - march of the revolution . Muito obrigada pra dona do blog Juujie :D


Beijoooooooos . Boa semana, galera!

P.S: Créditos dos mangás pra Juujie ;)

sábado, 25 de outubro de 2008

Music is in my soul... (?)

A minha vida tem estado muito musical ultimamente. Bom, não? Quer dizer, eu acabei decidindo me dedicar a ela, pelo menos como um hobby e estou começando a me animar mais ainda.

Faz umas duas semanas que eu me matriculei no curso de saxofone do CEU Vila Atlântica, aqui perto de casa (Não tão perto. O ruim é subir aquela ladeira todos os dias, mas relevemos :1). Não aquele tipo de curso de 2 vezes por semana, na verdade, é como se fosse uma "faculdade de música", de segunda á sexta. Confesso que no começo já estava começando a me desanimar pelo fato de eu estar com tanto dificuldade no sopro do sax, mas aí o professor passou um exercício e eu finalmente consegui fazer direito, e se quer saber, é muito legal! No curso eu também preciso fazer aulas de canto, o que é meio frustante já que eu sei que minha voz não é lá uma beleza, e ainda duvido um pouco que isso possa mudar, mas não custa tentar, e eu tenho mesmo que tentar já que caso eu falte muito, vou acabar perdendo minha vaga, e eu não quero isso, certo? :)

Certo, tenho que admitir que minha prioridade em fazer um curso de música no começo era o violão, mas as vagas acabaram, isso sim é frustrante. Mas quem disse que eu desisti? Ainda acredito que algum dia conseguirei alcançar esse objetivo na minha vida. Gosto tanto desse instrumento que não pretendo mudar de idéia tão cedo.

E por falar nisso, acabei descobrindo muitos artistas bons, daquele tipo que ninguém conhece (pelo menos, ninguém que eu conheço conhece). Como por exemplo a banda Train, que tem músicas lindas, como Drops of Jupiter, que por acaso, eu adoro. Vivo repetindo ela no mp4 :D. Tem também Espen Lind, que tem uma música linda chamada Look Like Her. E por esses dias em que eu fiquei procurando por novos sons, acabei por conhecer John Mayer. Quer um exemplo de músicas lindas? Ouça as deles. Baixei várias e até agora não teve UMA que não me agradou.

Eu recomendo muito, principalmente pra aquelas pessoas que, assim como eu, adoram o tipo de música de Jack Johnson e Ben Harper. Aquele suave toque de violão e aquelas letras profundas, que faz com que a gente tenha vontade de ir pra praia, sei lá. Pelo menos eu tenho essa vontade quando escuto Jack Johnson, etc (por exemplo, agora, que estou ouvindo No such Thing - John Mayer :D). Não sei por que, mas sempre gostei de coisas assim, relacionadas á praia, lua, estrelas, violão. Meio hippie, não? Mas pode ficar tranquilo que eu não sou hippie coisa nenhuma :~
Só sei que ouvir essas músicas fazem eu me sentir muuuuito bem. Por isso que nesse momento, me sinto tão suave :] hauhaua.

Me dedicar inteiramente á música não é algo que planejei pra minha vida. E por falar em planos futuros, ultimamente tem me batido muita coisa a respeito disso na cabeça. O futuro tá começando a pesar na minha mente de adolescente de 15 anos.

Enfim, torçam pra que eu me dê bem no sax, no violão, no canto, na vida...





Beijooos

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Aonde isso poder dar, hein?

Acho que sabem como é sentir aquela sensação... Aquele tipo de sensação de que tudo está dando errado. É como se todos os momentos bons de alguns meses atrás tivessem sido perdidos com o passar do tempo. Eu achei que tudo começaria a dar certo novamente, mas me vejo presa num mar de confusão, dúvidas. Ás vezes penso que talvez eu tenha mudado demais, me bate um certo temor de me transformar em tudo que eu jamais gostei. Ou vai ver é simplesmente aquela decepção de nada ser como eu queria, nem um pouco.
E então, eu penso em tudo aquilo que eu fiz sem pensar. Lembro de todas ás vezes que desisti de algo, e como já desisti. À essa altura, era capaz de eu já estar falando inglês, ou quem sabe eu já estaria jogando tênis bem como ninguém. Talvez estivesse me sentindo bem nesse momento, mas agora pareço até um ser emo falando coisas alto-deprimentes (hãa?). Não, eu não virei emo, e nem pretendo, é que ás vezes é preciso desabafar tudo que está embargado na garganta. Principalmente quando o que está lá é algo que a incomoda muito.
Tudo bem, eu achei que "aquele dia" seria o começo de algo novo. O dia que dizem que a gente nunca esquece, o momento, o olhar. Ah, como eu queria esquecer. Sabe, aquele dia do tal do primeiro beijo. Primeiro um beijo vazio, sem magia e inexperiente, depois um abraço que mais parecia de piedade do que de afeto. E aí me veio o medo do que ele poderia pensar de mim, sabe como é, aquele medo do tipo: "Ele deve ter odiado" e de repente ele vem cheio de amor pra dar e eu percebo que nunca me apaixonei realmente. Talvez eu tenha pensado ter me apaixonado, ah quem dera, aí eu estaria um pouco mais feliz. Então passei uma semana confusa, e no primeiro dia da semana seguinte, decidi me entregar sem medo à essa tal paixão. É, porque na verdade o fato de nada ter saído como eu queria foi culpa do meu medo e da minha insegurança. Mas também, tenho que admitir que fiquei meio desapontada.
Sabe como é a sensação de que depois de você passar tanto tempo pensando em somente uma pessoa, e de repente quando tudo aquilo que você desejou que acontecesse acontece, você vê que estava enganada, sabe como é? É ruim, bem ruim. E depois eu acabei pensando na maneira como soaram aquele "Também gosto de você", tão sem emoção, sem aquela troca de olhares, aquele carinho, completamente diferente do que você sempre imaginou. Nem simplesmente aquele coração acelerado; bom, tremedeira, talvez, mas era o momento, seria difícil passar batido desse modo, seria o mesmo que dizer que não tenho emoção alguma.
Bom, no final, a confusão passou, as dúvidas se foram, o orgulho ficou um pouco ferido, mas nada que não se resolva. Mesmo assim a amizade se foi aos poucos, e nem aquele simples sorriso, que sempre me fazia dizer "Oi" mesmo quando estava com raiva do mundo, mesmo ele não foram capazes de despertar novamente essa alegria. Não era uma MEGA alegria, mas dava pro gasto. Não foi capaz de despertar aquela boa vontade de dizer oi pra alguém que passou a semana inteira passando direto por você, sem dizer simplesmente uma palavra, sem soltar um meio-sorriso. O meu velho modo de dizer "oi" para esse indivíduo foi embora, infelismente, deixou um "oi" mais vazio, sem vontade, sem gosto.Um "oi" de raiva, aquele tipo de oi de "Oi, quero te matar!" ou então aquele de "Ué, lembrou que existo?". Enfim, as coisas mudaram. Não sei se lamento, não sei se fico aliviada. Certas coisas sempre acabam nos fazendo falta algum dia. Lembra do orgulho ferido? Ele continua alí, me confundido. Uma hora penso que é ciúme, outra hora penso que é raiva, forço a mente para lembrar do que tanto tenho raiva para talvez me sentir mais justa. Ter um motivo para dizer que o errado foi ele, e no final eu concluo que não sei quem foi o errado, ás vezes nem sei qual foi o erro. Nesse momento, por exemplo. Qual foi o erro? O modo vazio de como tudo aconteceu? É, acho que sim.
Agora entendo aquele ditado que diz: "Cuidado com o que deseja, porque você pode conseguir". Realmente, eu consegui, mas a maneira como vou me lembrar não vai ser a melhor do mundo. Eu tenho a vida toda pela frente e isso foi apenas um dos obstáculos, ainda virão muitos, mas junto com eles virão vitórias, momento felizes, engraçados e alegres, os tristes também, mas sempre esperarei pelo mais feliz, e quando estiver passando pelos momentos tristes, prometo tentar com todas as minhas forças enfrentá-lo pensando nas coisas boas que virão logo a seguir. Como já dizia os Beatles "Here comes the sun..." (aí vem o sol). Eu tô esperando, pacientemente. Sei que haverá dias em que ele irá parecer não vir, mas também sei que a cada manhã ele renasce e traz consigo aquela luz que nos ilumina e nos dá ânimo para tentar novamente. E assim eu vou tentando, seguindo minha vida e aprendendo com meus erros. Eles sempre acabam nos mostrando o que fazer e o que NÃO fazer.
;)
P.S: Relatos verídicos de uma adolescente que está passando por turbulências que a fazem enjoar, como se estivesse numa montanha russa.
P.S²: É sério gente, isso enche o saco.
P.S³: Saiu meio deprimente, mas é só um momento que vai passar, NÃO, não sou emo! Mas eu to precisando mesmo dizer tudo que está na minha cabeça, senão ela vai explodir!
Enfim, beijãooo.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Como já dizia minha bisavó...

Quem inventou aquele ditado "Não há rosas sem espinhos", devia saber bem o que queria dizer. Devia ter vivenciado uma situação parecida. Claro, quem nunca viveu uma situação dessas?
A gente passa por tanta coisa, e no meio do caminho até paramos pra pensar em como estaremos aliviados quando aquilo acabar. Isso nos dá um certo conforto, mas depois, como se fosse num milésimo de segundos voltamos a realidade e vemos o quanto será difícil passar por aquele caminho cheio de espinhos. E aí vem o medo de errar, o medo de nada sair como planejamos, o medo de nossas vidas acabar resumindo-se apenas a isso.
Depois o medo de arriscar. Queremos evitar o sofrimento e a desilusão mas acabamos não vivendo, não sentindo, não aprendendo. Deixamos de crescer e de mudar pelo simples medo de tudo dar errado.
Aquele medo que bate na gente quando esquecemos que nossas vidas não se resume apenas a uma página, a um capitulo, a um ponto final.
Mas no final, quando chega o grande dia de fazer a diferença, nos nos damos conta de que somos capazes de qualquer coisa. Não só isso, nós sentimos pela primeira vez como é ser livre de verdade.
E depois de tanta coisa, a gente percebe que nossa vida mudou, que nós mudamos. Uma mudança que faz com que a gente se sinta bem como nunca antes. Pra mim, uma mudança é possível sim, tanto é que todo mundo muda.
Mas mudar não significa esquecer quem é realmente. Não significa passar a ignorar a tudo aquilo que te fez chegar até onde está. Pense bem, depois de enfrentar tanta coisa a gente consegue tirar uma lição de todas as situações negativas, evitando assim de cometer os mesmos erros de novo.
Ou simplesmente, quem inventou esse ditado sobre não terem rosas sem espinhos, num belo dia de primavera se deu conta, de que não havia mesmo nenhuma rosa sem espinhos.
E daí se nasce uma bela lição de vida não?
;)

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Viva a metamorfose ambulante!


O cantor Raul Seixas,lá nos anos 70, já dizia que preferia ser "uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo". Eu também faço parte desse clubinho que adora mudar de idéia de vez em quando (até já entrei e saí da comunidade: "Metamorfose Ambulante" umas duas vezes!)
Detesto essa história de existir só uma verdade, uma única alternativa.Ou você toma sorvete de morango ou de chocolate.Por que não dá pra experimentar os dois? Ou só se veste como uma roqueira ou só como surfista? Por que não usar o que quero e quando tenho vontade?
O medo do que os outros vão pensar é o que normalmente obriga a gente a deixar de fazer o que dá na telha. Quer só um exemplo? Veja a história daquela menina da sua classe,que ficava quietinha num canto. Ela foi zoada e ignorada por todo mundo durante um bom tempo. Até que, um belo dia, você resolveu deixar aquela velha opinião de lado e encarar a tal garota. Logo na primeira conversa, descobriu que ela gostava dos mesmos filmes que você e, ainda por cima, ia ao mesmo cabeleireiro!Além disso, conhecia uns sites ótimos de poesia e era bem-humorada. Papo vai, papo vem, a menina passou de bicho do mato à pessoa mais gente fina e divertida da sua classe. Viu só? Se você tivesse medo do que a galera iria pensar, perderia a chance de ter uma amizade verdadeira. Coisa rara.
Estar aberta a mudar de idéia faz bem pra alma, dá uma liberdade incrível. Não é porque desde pequena diz que quer ser advogada que vai ser forçada a ser tornar uma, não é mesmo? Afinal, você pode se dar conta, no último ano do colégio, que adoraria ser professora de educação física ou dentista. E o que a impede de mudar o rumo?
O mesmo vale para os seus gostos. Eu, por exemplo, passei a vida toda dizendo que detestava o som da Janis Joplin. Tinha ouvido uma única música, achei que ela gritava demais, sei lá. Até o dia em que uma grande amiga me indicou outras músicas da cantora e pediu para eu prestar atenção nas letras. E não é que hoje sou superfã. Depois que descobri que tinha essa capacidade, comecei a mudar minha maneira de ver músicos, comidas, lugares, roupas que, até então, não curtia muito. Posso dizer que minha lista de opções aumentou bastante.
Não há nada de errado em mudar de idéia. Isso não é sinal de que você é uma maria-vai-com-as-outras ou como queira chamar. Apenas mostra que está antenada e que a sua vida não se resume a um ponto final. As reticências são bem melhores...nada precisa ser definitivo.
O mundo é muito maior do que parece. É cheio de alternativas, de caminhos, de feios que podem ser bonitos e de bonitos que podem ser feios. Fica aí a fica a dica: tente abrir a cabeça e bancar a metamorfose ambulante de vez em quando. Descubra novos sabores, novos sons, novas pessoas. Você só tem a ganhar.


.Esse texto não é um texto de minha autoria. Na verdade é o texto da jornalista Veridiana Mercatelli, que escreve uma coluna da Atrevida na seção "Voando Alto".
Sou muito fã dela,ela escreve muito bem.Na verdade, são pessoas como ela que me inspiram a ser o que eu sempre quis ser de verdade.

Beijos. Obrigado pelos comentários! (Aleluiaa!)




quinta-feira, 8 de maio de 2008

Mudanças,Curtições e Lições de Vida

"Os ventos que as vezes tiram algo que nós amamos, são os mesmos que nos trazem algo que aprendemos a amar.Por isso não devemos chorar pelo o que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado, pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca ficará pra sempre."

Bob Marley


O que mais se vê nesse blog são assuntos sobre possíveis mudanças da blogueira (que no caso sou eu). Teve momentos em que eu me senti estupidamente idiota por desabafar tantos problemas que na verdade,só eram problemas porquê eu fiz a escolha de serem problemas.
Tá,não temos que ficar nessa amargura toda sabe?Chorar por causa de pessoas que não se importam com você.As pessoas tem mais é que serem felizes do jeito que são porquê sabemos que algum dia alguém irá nos valorizar.
Eu passei por um tufão de coisas que eu achei que não aconteceriam comigo.Coisas que eu sempre achei idiota e sem valor algum.Mas vem o dia em que a vida nos faz viver na pele tudo que acreditávamos que fosse irreal.Eu senti tudo isso, mas com a prática vem a experiência.
Nós passamos por muitas épocas em nossas vidas.A cada uma delas aprendemos uma lição importante,nisso,elas podem ser boas ou ruins. Quando tinha 13 anos eu conheci o jeito que as pessoas são.Há pessoas superficiais,inteligentes,conscientes,responsáveis,irresponsáveis,folgadas e há também pessoas legais. Aos 14,eu aprendi a confiar nas pessoas,a correr atrás do que quero e a compartilhar coisas boas e ruins com amigos de verdade.Aos 15,acabo de aprender que se você tem amor próprio,você consegue tomar decisões inteligentes e foi o que eu fiz.
Não quero ser mais um alguém na multidão,mas também não quero ser alguém acima de todos.Eu quero ter potencial. Muitas pessoas adoram nos criticar,isso não é novidade,mas elas não têm idéia de quem somos realmente.Estão tão preocupadas em nos apontar defeitos que esquecem que elas também têm defeitos.O mundo dá voltas,e algum dia aquela pessoa que você tanto criticou estará mais feliz do que você.
Não tô jogando praga pra ninguém,Deus me livre! Só estou dizendo que tem pessoas que são muito egoístas.Como é que gente assim vai pra frente? Aquele que vive fazendo críticas,apontando defeitos e se achando mais do que todo mundo não acaba bem a não ser que mude.Mudar é difícil mas como eu sempre digo, todo esforço tem seu valor.

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Pessoalmente...

Quinta feira eu e umas amigas tivemos a idéia de ir até o Pico do Jaraguá.A gente saiu da escola e andou muito mas quando chegamos lá,até que conseguimos reviver um pouquinho da nossa infância.
Balanças,escorregadores,a gente parecia criança,crianças do 1º colegial (Haha) , acho que todos que olhavam nos apontavam como as "sem infância".O guardinha veio perguntar se a gente tinha 12 anos por causa dos brinquedos,ainda bem que a Karina tem cara de novinha porquê ele acreditou quando ela disse sim.Pra mim,ou ele foi lerdo demais ou fez uma boa vontade pra gente continuar se divertindo.
A gente não ficou muito lá não,depois fomos lá na bica do Jaraguá.Muuuuuuito legal.Andamos uma trilha cheia de subidas,ficamos quase sem fôlego,mas quando chegamos lá,foi muito divertido. Todo mundo tava sem roupa de reserva sabe?Então eu não quis nadar senão depois pra pegar o buzão,eu ia tá toda molhada e imagina o mico de todo mundo te olhando (só que eu nem fui pra casa de buzão,descobri que tava sem crédito no cartão).
A Leandra se empolgou pacas (Rsrs) pegou a calça da Karina e só faltou mergulhar a cabeça lá.A água tava um gelo,eu acabei só colocando os pés.Tava bom demais! Eu nunca pensei que fosse tão bom se afastar da mesma rotina de sempre e só estar com quem você ama.Eu esqueci dos problemas sabe?Foi muito bom!
O ruim foi que eu acabei ficando doente e acabei dando o bolo na coitada da Rosa (A gente ia no shopping sábado (10/05) ).Eu ainda tô um pouco ruim da garganta mas acho que tô quase melhorando. Ainda bem que a Rosa me ligou hoje e aí eu percebi que a suposta raiva que ela ficou de mim era bem compreensiva no momento em que ela ficou me esperando,quando a gente se falou pelo telefone,ela até disse coisas do tipo :"Dani,eu vou te matar!",mas foi tudo carinhosamente,tanto que depois a gente acabou rindo e ela disse que lá no shopping tava cheio de cara gato. Que sorte a minha ficar doente logo nesse dia né (Pequeno sarcasmo)!

Encerro esse post com uma mensagem para pessoas que acabaram de sair de uma paixão desiludida e se sentem mal.Simplesmente,não se sintam assim,como já dizia o grande dramaturgo brasileiro Nélson Rodrigues, "ou o amor é eterno,ou não era amor."
Algum dia todos nós vamos encontrar o nosso amor eterno,e as pequenas paixonites vão se tornar apenas coisas do passado,porquê o que importa de verdade é viver um amor que seja eterno,e de preferência, que nos faça feliz.


E um feliz dia das Mães para todas as mãezonas desse mundão,ela merecem tudo de bom!
E um beijo especial pra minha mãezinha que eu taaaaanto amo!