segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Simplesmente Hayley

Capítulo 1

"John Coltrane é O BOM no sax. Quer dizer, o que seria do jazz sem o grande Coltrane? O que estou dizendo? Só o conheço há algumas horas. Idéia do meu professor de sax que disse que eu precisava conhecer mais os grandes nomes do sax. Acho que ele sente que está fazendo algo bom por mim nesse quesito, já que o único saxofonista que eu conheço é o Kenny G., e convenhamos que ele não gosta muito do Kenny. Sabe como é, tem essa história dele ser exibido, só porque ele gosta de ficar soprando a mesma nota durante 1 hora sem parar. Eu me pergunto como ele consegue tal proeza. Quer dizer, eu já tentei de tudo pra aumentar o meu fôlego. Desde o exercício básico de manter o papel na parede com o sopro, até o desespero de colocar a cabeça dentro de um balde d’água, o que não foi lá uma boa idéia já que minha mãe teve um surto e pensou que eu estava querendo me matar pra esquecer minha vida cretina (bom, foi assim que descreveu minha irmã).
Mas voltando ao Coltrane, aqui estou eu ouvindo sem parar o cd que meu professor me deu, quando na verdade eu deveria estar estudando biologia. Ah, pra quê eu preciso estudar isso? Eu não vou ser médica, nem bióloga e com certeza não vou precisar saber quais as células e nome dos ossos do meu corpo. Em compensação, minha mãe diz quase o mesmo do sax. Sabe como é, aquelas frases encorajadoras que só ela sabe me dizer: “Pra quê tocar isso? Você não vai virar uma grande lenda do jazz!” ou “Você devia se concentrar na matemática, pelo menos ela dá dinheiro ao contrário desse tal de saxofone que só faz eu gastar 15 dólares a cada vez que você quebra suas palhetas!”.
A única coisa que me deixa mais extasiada que o som do sax é o vizinho. Quer dizer, ele não é só um vizinho, ele é O vizinho. Na verdade, ele é o irmão mais velho do meu melhor amigo, Ned. O Ned tem treze anos e eu tenho dezesseis. O pessoal é meio maldoso é fica dizendo que eu estou tentando dar uma de pedófila pra cima dele, mas fala sério, o Ned é meu amigo desde que ele aprendeu a falar. Digamos que ele tinha 3 anos e eu 6. Minha mãe cuidava dele quando a mãe dele tinha que viajar por aí, já que ela é aeromoça, e eu acabava que tendo que ir também. E o resto é história. Uma história bem grandinha.
Bom, o fato é que eu só tinha visto o irmão do Ned quando nós dois tínhamos 9 anos. Eu nunca falei direito com ele, já que ele era meio doido. Sei lá, ficava me encarando com aquele olhar de criança homicida e comia giz de cera. Quando ele ia completar 10 anos, os pais dele o colocaram num colégio militar interno. Eu disse que ele era uma criança homicida!
Semana passada ele voltou. Agora ele é um jovem bonitão, com pinta de galã que faria as garotas da James K. Polks (escola que eu estudo) vibrarem. O nome dele é Ben, filho dos Barnes, o que o faz Ben Barnes, e que faz do Ned um Ned Barnes. Haha, que estranho.
Ah, que ótimo! Como se não bastasse minha mãe ficar reclamando do som do meu rádio, agora vem esse projeto de gente da minha irmã! Qual é o problema dessa garota? Tem treze anos e já parece uma louca batendo na minha porta como quem quer arrombar! Hum, espera aí, acho que é a intenção dela. Opa, isso não é muito bom.
- Hayley! Dá pra abaixar essa porcaria?! – Aliás, sou Hayley, prazer (:
- Dá pra parar de ser mala e dar o fora daqui?! – Eu disse depois de abrir a porta.
- Escuta aqui sua anti-social, eu tenho uma vida e estou tentando colocar ela em ordem aqui, tá legal? – Disse ela com o telefone na mão.
A Cady tem treze anos é já é a menina mais popular de sua escola. Ela conseguiu fazer em uma semana o que eu não consegui fazer em quatro anos: ser popular. Isso é meio constrangedor já que tem aquela história da irmã mais velha ser uma influência pra mais nova. A influência da Cady foi a Regina George de “Meninas Malvadas”, a influência que sobrou pra mim é a do que “nunca se deve ser”.
O Ned tem uma queda pela minha irmã, quer dizer, ele realmente é apaixonadíssimo por ela. Eu não sei bem porque, já que o que ela tem de chata, ela tem de metida. Ela é tipo assim, uma mini Jamie. Jamie é a metidona da escola. Talvez ela fizesse o tipo do Ben, ele é bonitão e ela se acha bonitona. Até na matemática, já que negativo com negativo é igual a positivo (vai saber se ele não continua sendo um garoto problemático).
- Ta! Eu baixo! – Eu disse por fim pra ver se a Cady calava a boca. Ela ainda tava falando alguma coisa mal educada enquanto eu pensava no Ben com a Jamie.
- Ótimo! – Disse ela antes de se virar e voltar a falar do “cara bonitinho da aula de química” com a Catherine, a amiga dela. E por falar nisso, como a Catherine, uma guria tão legal consegue aturar alguém tão chata como a ameba da Cady? Eis mais um mistério da vida."


Essa é uma história que andei escrevendo há um tempo. Segui a sugestão de uma leitora e aí está. Talvez tenha um 2º Capítulo. Enfim, espero que gostem.

Beijos. Feliz 2009 ;D


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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Sim...A mente humana

Eu sempre me considerei uma pessoa que pensa demais. É como se eu fosse alguém que nunca conseguisse parar de falar, só que ao invés da fala eu penso. Eu tenho certa dúvidas sobre certas coisas. Por exemplo, só eu falo comigo mesma mentalmente? Sei lá, isso é meio normal, certo?
Quando me deito pra dormir, fico pensando em tanta coisa que nem sei da onde vem tudo. Do nada surge perguntas sobre coisas sem sentido e sem valor algum. Sem falar das vezes em que eu dou uma de "adolescente sonhadora" e me imagino ao lado de Ben Barnes (o Caspian de "As crônicas de Nárnia"). Eu sei, fantasioso demais. Acho que o fato de eu pensar tanto em histórias na minha cabeça, e acredite, foram muitas histórias, fez com que eu tivesse certo gosto em inventar situações novas e diferentes através da escrita. É sério. Se meu computador não tivesse sido formatado tantas vezes, eu ainda poderia ver as tantas histórias que já criei. Agora tenho algumas ainda. O meu problema com a escrita de histórias é que eu nem sempre consigo terminá-la (ok, nunca consegui).
A minha vontade é de quem as lêsse pudesse imaginar do jeito que eu imagino. Quer dizer, na minha cabeça tudo é tão emocionante! Sem falar nas vezes em que eu estou quase terminando e me dou conta de que ela ficou muito clichê, ou talvez muito fútil, sei lá. Não que eu tenha criado personagens patricinhas. Na verdade, minhas personagens são pessoas tipo eu. A diferença é que na história elas se expressam sem medo, o que, cá entre nós, não acontece comigo.
Mas mesmo com esse meu problema de histórias com começo mas sem fim, eu adoro imaginá-las. Pra mim a história tem que ter um foco central, senão vai ser muito normal e aí a graça vai pro brejo. E eis que no começo minha inspiração era enorme! Mas fui parando e perdendo a prática. Quem sabe não a recupero, sei lá.
O caso é que a mente humana é uma coisa louca. Pelo menos a minha. Quer dizer, eu posso afirmar que me enquadro naquela comunidade do orkut: "Pessoas Pensantes". Acontece que pra mim a realidade ás vezes parece ser chata demais. A solução é imaginar... Imaginar alto.
Beijos
Feliz Natal o//
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Doce Criança dentro de Mim

Nunca deixo de pensar em como a infância é a melhor época da vida. É que as crianças têm aquela pureza e inocência que ninguém mais tem.
É como no pré, quando um simples “Oi” gera uma amizade que em menos de 5 segundos aparenta ser de anos. As crianças não ficam pensando demais para fazer algo, elas simplesmente fazem. Sempre se impressionam com coisas que nós achamos meio que insignificantes, como por exemplo, uma bolha de sabão. Elas não têm aquela ambição enorme que consome o homem, que parece nunca estar satisfeito e vivem criando “Por quês” um atrás do outro.
Elas sorriem por estarem felizes de verdade, não por ter que tirar uma foto pra pôr no Orkut. Elas aceitam umas ás outras por que entre elas não existe preconceito, e se perguntariam o quê seria isso e talvez até dariam risada ao ouvir a resposta. Claro, porque é tão pura perda de tempo, certo? Aquela risada que contagia todo mundo, até mesmo aquela pessoa cabisbaixa que vive dizendo que a vida não têm sentido, até ouvir aquele riso que a faz sorrir.
Ás vezes eu sinto falta dessa época em que eu deitava no chão e brincava de adivinhar as formas das nuvens. Essa época que eu ria por qualquer besteira e que eu não tinha a menor pressa de crescer.
Época que ainda deixou sua marquinha de saudade em mim, e aposto que em você também.
1 Ano de Blog! Êe Maravilhaa!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Aquela fase lá, sacas?

Ser adolescente é mesmo um tanto complicado. A gente fica preocupado com a escola, com o futuro, com nossos hobbys, com nossos sentimentos. Ficamos preocupados com nossa aparência e ás vezes nos tornamos meio que anti-sociais por causa dela. Tem dias que não conseguimos nos olhar num espelho que lá vem a depressão. Sim, a tal da depressão, que eu chamo de “depressão aborrecente na aborrecência”. Vendo deste ângulo, dá pra se concluir que ser adolescente só tem graça se você tiver uma beleza fenomenal. Bom, seria um problema a menos. Quer dizer, você não vê aquele tal do “grupo legal” da sua escola ir falar com você. Aquele grupo onde as meninas só andam com o nariz empinado e os caras só fazem besteiras e ficam se achando o máximo. O mais engraçado é que tem gente que quer ser como eles. Sim, porque eles são “os legais”. Mas o bom de ser adolescente, é que tem aquele pessoal que, sabe, é diferente.
Ser diferente é, em algumas vezes, uma questão de “coragem”. Tipo quando você é uma garota que raspa o cabelo dos lados e deixa um moicano roxo. A reação natural das pessoas é pensar coisas como “Eu hein”, e a reação dos tais “legais” é rir. Mas a reação do pessoal que gosta de ser diferente assim como essa garota é a de pensar coisas como “Hum, legal.” Ou talvez não pensar nada já que você sabe que cada um é cada um, e ninguém tem o direito de julgar.
Em outras ocasiões, ser diferente é uma questão de bom senso e segurança. Como se você criasse um estilo diferente das pessoas, mas ao mesmo tempo “light”. Tipo aquele pessoal que usam aquelas luvas cumpridas e com furos nos dedos. Eu acho bem legal, mas se você for andar com elas aqui onde eu moro, por exemplo, todos ficariam olhando pra você como se você fosse um extraterrestre. E o mais legal de ser diferente é que você simplesmente não liga! É, você apenas deixa rolar, leva na boa, fica suave, ou seja lá que outras formas tem de dizer isso. E a galera diferente não é apenas no estilo, é no modo de pensar. Tem uma opinião própria e não deixa que a má influência de alguém acabe com isso. E aí você se dá conta de que a tal da “galera legal” não é tão legal assim. Eu não vejo nada de legal em gente metida, você vê?
Outra das coisas que nos deixam aborrecidos na adolescência são as paixõezinhas. Tem aquele papo de “primeiro amor”. Todo mundo tem uma idéia linda disso, mas quando acontece, você tem vontade de transformar seu primeiro amor num peixe ao invés do individuo cretino. E vamos combinar que a frase “Meu primeiro amor foi um peixe” fica melhor do que “Meu primeiro amor foi um cretino” (ou talvez não fique). O fato é que se apaixonar é bom, mas sempre tem a fase do sofrimento.
Pense na sua melhor amiga que tem que ficar ouvindo você falando direto do tal cara dos seus sonhos. Agora pense na mesma melhor amiga ouvindo você xingar o cara. É meio natural.
O ruim desses lances de namoro é que se você chega atrasada nessa fase da vida, você fica meio insegura. Por exemplo, o primeiro beijo. Não há idade certa pra isso. Beijou, beijou, ora! Simples assim. Mas aí veio a tal da onda do “seja bv pelo menos até a sexta série”. Chegou na sétima, falou em beijo você acaba que mentindo automaticamente dizendo que já beijou. Não é irritante? A coisa que aparenta ser mais importante pra um jovem é o pesadelo de outro. Mas o pior é a falta de experiência. Tem aquela coisa do “deu errado uma vez, sempre dará”. Tudo bem, talvez eu já tenha pensado assim (talvez ainda pense ás vezes), mas isso é pura besteira. É como dirigir, você não vai conseguir fazer direito se não treinar. E assim como dirigir, a gente tem medo de bater num poste, se é que entende a relação entre as duas situações.
Tem também aquela situação meio rara do primeiro beijo ser tão péssimo que você se pergunta: “Qual é a graça?”. Afinal, todo mundo diz que é bom e quando você finalmente vai provar é aquela desgraça. Acho que sei por que isso. É como quando estamos tentando fazer o desenho perfeitinho, todo alinhado e do jeito que você pensou. E aí quando você vai ver ele ficou “planejado demais”. Mas aí você fica chateado e faz um desenho só por fazer, e quando você pára pra ver, olha só! Ele até que ficou bem legalzinho. O que quero dizer é que coisas espontâneas são muito melhores. Porque estamos fazendo porque gostamos, não por algum outro motivo, como impressionar alguém.
Como dizia o Dinho naquela música do Capital Inicial “Nem tudo é como você quer, nem tudo pode ser perfeito; Pode ser fácil se você ver o mundo de outro jeito”.
Enfim, ser adolescente tem lá seus momentos frustrantes, mas também tem coisas pra lá de boas! Coisas que talvez não consigamos fazer quando adultos. E é por essas e outras que dizem que adolescência é a melhor fase da vida, já que se a gente erra, temos a chance de consertar. Se queremos, podemos fazer acontecer. Temos a força de vontade do nosso lado, e nossas idéias são ouvidas por todos, querendo ou não, afinal de contas, nós somos ou não somos o futuro da nação?
Terça feira, 25 de novembro de 2008

sábado, 1 de novembro de 2008

Tudo espontâneo é mais legal!

Fala aê blogueiros e internautas de plantão! Beleza? Aqui estou eu novamente. Milagre! Soltem os fogos, depois de tempos sem postar semanalmente, aqui estou eu. Certo, tenho que confessar algo, tive essa súbita vontade de postar por... Hum, tédio.
É, sexta pra sábado é sempre um tédio pra mim. Sabe como é ruim ficar em casa sem nada pra fazer? Acho que até já assisti praticamente todos os filmes aqui de casa (inclusive O Alto da Compadecida, pela centésima vez). Me dá uma vontade danada de andar pela cidade, se divertir com os amigos, comer minha comida preferida, viajar e esquecer de todo o resto. Mas aí eu caio na realidade. Tenho 15 anos, não tenho dinheiro, meus melhores amigos moram meio longe e já deve ser meia-noite. Chato isso, não?
Tudo bem, é justamente nesses dias que ás vezes eu me sinto uma anti-social, deve ser por isso que eu gosto tanto da escola. Eu posso me divertir e rir a vontade. E fala sério, rir com os amigos é uma das melhores coisas que existem. E se quer saber, os melhores momentos do meu dia eu passo dando risadas, contando segredos, me divertindo, justamente com eles! Enfim, homenagem á vocês Leandra, Monalisa, Josy, Leandro e até mesmo você Fábio :P.
Pronto! Momento homenagem acabou. Hoje eu me dei conta de que esse mês este blog fará 1 ano! Sim! 1 ano! Emocionante! Tudo bem, você deve estar pensando "Eu não acho nem um pouco emocionante", bom, mas eu acho! Significa muito pra mim já que, desde que eu conheci o mundo dos blogueiros (Há uns 4 anos atrás) nenhum blog meu durou tanto. Isso mesmo. Eu fazia tanto blog daquele tipo de que não tem assunto algum, de colocar apenas imagens e poesias chatas, e passava a maior parte do tempo mexendo no html do layout, tudo isso pra no final não ter postagem nenhuma. Mas esse não! Esse aqui é o tipo de blog que eu tenho orgulho, e tipo, e daí que quase não tem comentário? Eu adoro escrever aqui, me sinto no meu mundo! Onde minhas idéias, meus sentimentos, minhas loucuras, onde tudo isso vale a pena! É aqui que eu liberto minha personalidade engraçada, meu jeito irônico e sonhadora de ser. Aqui eu abro minha mente e sinto que sei fazer algo certo e que ainda por cima eu gosto, eu estou escrevendo pensamentos e sentimentos meus que em algumas vezes são ocultos para os outros. Estou libertando minha mente, me sentindo livre pra poder expressar tudo que penso. É isso que esse blog significa pra mim. Pra vocês terem uma noção, nem mesmo aqueles diários de 12 reais que eu comprava em bazar durou tanto. No máximo umas 5 folhas só de coraçõezinhos e letras de músicas.
Mudando de assunto, fim do ano tá chegando. Eita, mais uma vez. Caraca, já vamos pra 2009! Ainda me lembro como se fosse ontem eu escrevendo no meu caderno aquele cabeçário todo da 4ª série "Osasco, 2 de novembro de 2003". Putz, o tempo passa rápido demais.
Ás vezes bate uma saudade daquela época boa da infância. Aquela que eu tinha que acordar cedo pra ir até o pré, aquela que eu tacava os bambolês da ed. física em cima do telhado da escola (sem querer ;), aquela em que eu brincava de pega-pega, esconde-esconde, aquela em que a manhã ficava marcada com aquela musiquinha do rádio "Vambora, vambora, vambora. Tá na hora, vambora,vambora", que de certa forma, irritava bastante. Aquela época que eu passava metade da virada do ano na igreja e a outra na casa dos vizinhos colecionando garfinhos de plástico pra brincar mais tarde, a época em que eu ia direto ao clube pra nadar e ficar brincando com meus irmãos, a época que não havia paixões para magoar meu coração, aquela em que tudo era inocência, até mesmo aquela que todos achavam que eu era muda e quando eu falava causava um impacto impressionante. A época da 5ª série, quando todos não passavam de crianças divertidas, a da 6ª quando rolava aquela guerra de branquinho, a da 7ª quando eu e minhas amigas cabulavamos aulas só pra ficar relembrando a quinta série, a da 8ª quando tínhamos medo da professora de matemática, a mesma que eu comecei a confiar nos amigos e me apaixonei pela primeira vez, e de repente, aqui estamos, na época em que tudo aconteceu e na época que meu coração sofreu mais do que nunca. A época dos meus 15 anos, onde as dúvidas percorrem em minha cabeça em busca de respostas, aquela que me dá vontade de fazer a diferença, que me faz sorrir por saber que tenho amigos verdadeiros, que me faz entristecer por me dar conta dos meus erros. Mais um ano, o que será que virá mais tarde? Quem sabe? Eu sei que algo realmente bom me espera.
Aí vem algo novo, verdadeiro, emocionante, intrigante, lindo e cheio de esperança e alegria. Bom, esse ano eu aprendi certas coisas que vão me ajudar muito no futuro. Legal né?

Pra encerrar esse post, eu coloco aqui o selo que eu ganhei do blog oohmygod - march of the revolution . Muito obrigada pra dona do blog Juujie :D


Beijoooooooos . Boa semana, galera!

P.S: Créditos dos mangás pra Juujie ;)

sábado, 25 de outubro de 2008

Music is in my soul... (?)

A minha vida tem estado muito musical ultimamente. Bom, não? Quer dizer, eu acabei decidindo me dedicar a ela, pelo menos como um hobby e estou começando a me animar mais ainda.

Faz umas duas semanas que eu me matriculei no curso de saxofone do CEU Vila Atlântica, aqui perto de casa (Não tão perto. O ruim é subir aquela ladeira todos os dias, mas relevemos :1). Não aquele tipo de curso de 2 vezes por semana, na verdade, é como se fosse uma "faculdade de música", de segunda á sexta. Confesso que no começo já estava começando a me desanimar pelo fato de eu estar com tanto dificuldade no sopro do sax, mas aí o professor passou um exercício e eu finalmente consegui fazer direito, e se quer saber, é muito legal! No curso eu também preciso fazer aulas de canto, o que é meio frustante já que eu sei que minha voz não é lá uma beleza, e ainda duvido um pouco que isso possa mudar, mas não custa tentar, e eu tenho mesmo que tentar já que caso eu falte muito, vou acabar perdendo minha vaga, e eu não quero isso, certo? :)

Certo, tenho que admitir que minha prioridade em fazer um curso de música no começo era o violão, mas as vagas acabaram, isso sim é frustrante. Mas quem disse que eu desisti? Ainda acredito que algum dia conseguirei alcançar esse objetivo na minha vida. Gosto tanto desse instrumento que não pretendo mudar de idéia tão cedo.

E por falar nisso, acabei descobrindo muitos artistas bons, daquele tipo que ninguém conhece (pelo menos, ninguém que eu conheço conhece). Como por exemplo a banda Train, que tem músicas lindas, como Drops of Jupiter, que por acaso, eu adoro. Vivo repetindo ela no mp4 :D. Tem também Espen Lind, que tem uma música linda chamada Look Like Her. E por esses dias em que eu fiquei procurando por novos sons, acabei por conhecer John Mayer. Quer um exemplo de músicas lindas? Ouça as deles. Baixei várias e até agora não teve UMA que não me agradou.

Eu recomendo muito, principalmente pra aquelas pessoas que, assim como eu, adoram o tipo de música de Jack Johnson e Ben Harper. Aquele suave toque de violão e aquelas letras profundas, que faz com que a gente tenha vontade de ir pra praia, sei lá. Pelo menos eu tenho essa vontade quando escuto Jack Johnson, etc (por exemplo, agora, que estou ouvindo No such Thing - John Mayer :D). Não sei por que, mas sempre gostei de coisas assim, relacionadas á praia, lua, estrelas, violão. Meio hippie, não? Mas pode ficar tranquilo que eu não sou hippie coisa nenhuma :~
Só sei que ouvir essas músicas fazem eu me sentir muuuuito bem. Por isso que nesse momento, me sinto tão suave :] hauhaua.

Me dedicar inteiramente á música não é algo que planejei pra minha vida. E por falar em planos futuros, ultimamente tem me batido muita coisa a respeito disso na cabeça. O futuro tá começando a pesar na minha mente de adolescente de 15 anos.

Enfim, torçam pra que eu me dê bem no sax, no violão, no canto, na vida...





Beijooos

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Aonde isso poder dar, hein?

Acho que sabem como é sentir aquela sensação... Aquele tipo de sensação de que tudo está dando errado. É como se todos os momentos bons de alguns meses atrás tivessem sido perdidos com o passar do tempo. Eu achei que tudo começaria a dar certo novamente, mas me vejo presa num mar de confusão, dúvidas. Ás vezes penso que talvez eu tenha mudado demais, me bate um certo temor de me transformar em tudo que eu jamais gostei. Ou vai ver é simplesmente aquela decepção de nada ser como eu queria, nem um pouco.
E então, eu penso em tudo aquilo que eu fiz sem pensar. Lembro de todas ás vezes que desisti de algo, e como já desisti. À essa altura, era capaz de eu já estar falando inglês, ou quem sabe eu já estaria jogando tênis bem como ninguém. Talvez estivesse me sentindo bem nesse momento, mas agora pareço até um ser emo falando coisas alto-deprimentes (hãa?). Não, eu não virei emo, e nem pretendo, é que ás vezes é preciso desabafar tudo que está embargado na garganta. Principalmente quando o que está lá é algo que a incomoda muito.
Tudo bem, eu achei que "aquele dia" seria o começo de algo novo. O dia que dizem que a gente nunca esquece, o momento, o olhar. Ah, como eu queria esquecer. Sabe, aquele dia do tal do primeiro beijo. Primeiro um beijo vazio, sem magia e inexperiente, depois um abraço que mais parecia de piedade do que de afeto. E aí me veio o medo do que ele poderia pensar de mim, sabe como é, aquele medo do tipo: "Ele deve ter odiado" e de repente ele vem cheio de amor pra dar e eu percebo que nunca me apaixonei realmente. Talvez eu tenha pensado ter me apaixonado, ah quem dera, aí eu estaria um pouco mais feliz. Então passei uma semana confusa, e no primeiro dia da semana seguinte, decidi me entregar sem medo à essa tal paixão. É, porque na verdade o fato de nada ter saído como eu queria foi culpa do meu medo e da minha insegurança. Mas também, tenho que admitir que fiquei meio desapontada.
Sabe como é a sensação de que depois de você passar tanto tempo pensando em somente uma pessoa, e de repente quando tudo aquilo que você desejou que acontecesse acontece, você vê que estava enganada, sabe como é? É ruim, bem ruim. E depois eu acabei pensando na maneira como soaram aquele "Também gosto de você", tão sem emoção, sem aquela troca de olhares, aquele carinho, completamente diferente do que você sempre imaginou. Nem simplesmente aquele coração acelerado; bom, tremedeira, talvez, mas era o momento, seria difícil passar batido desse modo, seria o mesmo que dizer que não tenho emoção alguma.
Bom, no final, a confusão passou, as dúvidas se foram, o orgulho ficou um pouco ferido, mas nada que não se resolva. Mesmo assim a amizade se foi aos poucos, e nem aquele simples sorriso, que sempre me fazia dizer "Oi" mesmo quando estava com raiva do mundo, mesmo ele não foram capazes de despertar novamente essa alegria. Não era uma MEGA alegria, mas dava pro gasto. Não foi capaz de despertar aquela boa vontade de dizer oi pra alguém que passou a semana inteira passando direto por você, sem dizer simplesmente uma palavra, sem soltar um meio-sorriso. O meu velho modo de dizer "oi" para esse indivíduo foi embora, infelismente, deixou um "oi" mais vazio, sem vontade, sem gosto.Um "oi" de raiva, aquele tipo de oi de "Oi, quero te matar!" ou então aquele de "Ué, lembrou que existo?". Enfim, as coisas mudaram. Não sei se lamento, não sei se fico aliviada. Certas coisas sempre acabam nos fazendo falta algum dia. Lembra do orgulho ferido? Ele continua alí, me confundido. Uma hora penso que é ciúme, outra hora penso que é raiva, forço a mente para lembrar do que tanto tenho raiva para talvez me sentir mais justa. Ter um motivo para dizer que o errado foi ele, e no final eu concluo que não sei quem foi o errado, ás vezes nem sei qual foi o erro. Nesse momento, por exemplo. Qual foi o erro? O modo vazio de como tudo aconteceu? É, acho que sim.
Agora entendo aquele ditado que diz: "Cuidado com o que deseja, porque você pode conseguir". Realmente, eu consegui, mas a maneira como vou me lembrar não vai ser a melhor do mundo. Eu tenho a vida toda pela frente e isso foi apenas um dos obstáculos, ainda virão muitos, mas junto com eles virão vitórias, momento felizes, engraçados e alegres, os tristes também, mas sempre esperarei pelo mais feliz, e quando estiver passando pelos momentos tristes, prometo tentar com todas as minhas forças enfrentá-lo pensando nas coisas boas que virão logo a seguir. Como já dizia os Beatles "Here comes the sun..." (aí vem o sol). Eu tô esperando, pacientemente. Sei que haverá dias em que ele irá parecer não vir, mas também sei que a cada manhã ele renasce e traz consigo aquela luz que nos ilumina e nos dá ânimo para tentar novamente. E assim eu vou tentando, seguindo minha vida e aprendendo com meus erros. Eles sempre acabam nos mostrando o que fazer e o que NÃO fazer.
;)
P.S: Relatos verídicos de uma adolescente que está passando por turbulências que a fazem enjoar, como se estivesse numa montanha russa.
P.S²: É sério gente, isso enche o saco.
P.S³: Saiu meio deprimente, mas é só um momento que vai passar, NÃO, não sou emo! Mas eu to precisando mesmo dizer tudo que está na minha cabeça, senão ela vai explodir!
Enfim, beijãooo.