sábado, 19 de março de 2011

Go ahead and LIVE!


Sempre procuramos a felicidade em coisas grandes. Por muito tempo pensei dessa maneira, esperando ansiosamente que chegasse o tempo em que as coisas tomariam um outro rumo naturalmente e, assim, tudo mudaria. Chegaria certo momento em que tudo o que eu planejei e fantasiei em minha cabeça por anos se tornaria realidade, de um jeito ou de outro. Em minha mentalidade de garota de 13 anos isso fazia sentido.

Outro dia estava lendo uma matéria antiga na revista Veja sobre 2012. Nela havia um foco especial no pesquisador Patrick Geryl. O cara apostou sua vida em uma hipótese (que para ele é mais do que isso, aparentemente) e anda trabalhando arduamente em uma espécie de “abrigo” subterrâneo que suportará as supostas catástrofes reservadas para 21 de dezembro de 2012. Quando perguntado pelo jornalista sobre o que ele faria se 22 de dezembro amanhecesse como uma manhã qualquer, sem catástrofes, ele respondeu da seguinte maneira: “Não existe essa hipótese”.

Engraçado, mas eu me vi nesse cara. Bem, não exatamente pelo fato de acreditar fielmente que em 2012 acontecerá o fim (o que, sinceramente, não acredito). Mas eu, assim como ele, não lidava com outra hipótese. Não haveria jeito de a minha vida ser diferente do que eu planejei para mim mesma. E se me perguntassem “E se não for?” eu também diria “Não existe essa hipótese”.

Essas singelas voltas ao tempo me fazem pensar muito sobre o que eu tinha na cabeça. A visão perfeitinha da minha vida. Eu ansiava tanto pela vida que criei e planejei para mim mesma que acabei me esquecendo de aproveitar os pequenos e simples momentos. E como se não bastasse, eu havia voltado a pensar da mesma forma há 2 dias atrás.

O ruim de ter tudo tão planejado desde os seus 13 anos é que um dia, quando você acorda e se dá conta de que nada daquilo aconteceu, você se sente um lixo. Mais do que isso, senti uma impaciência tremenda, daquelas que dá vontade de jogar tudo para o alto e seguir o rumo que for só pra deixar de lado aquela monótona rotina. E pode acreditar, a odiadora de rotinas aqui é a Srta. Rotineira (um título do qual não me orgulho muito).

Bem, é mais do que claro que o passado não pode ser mudado. A sensação péssima de impaciência, frustração e decepção, talvez. Coloquei os pés no chão e a cabeça no lugar, aproveitei e continuarei a aproveitar os simples, hilariantes e meigos momentos da minha vida, por menor que sejam. Acordarei toda manhã sem pensar no que eu tenho que fazer depois de amanhã. Tomarei um sol, passearei com minha cachorra, olharei para o quadro de New York pendurado em minha parede, dançarei em frente ao espelho como uma louca, irei cantar canções em inglês e por mais desafinada que possa parecer me sentirei uma DIVA, todos os dias. Por que não? A vida é realmente feita de momentos. O emprego, a viagem e o homem dos meus sonhos virão, sim. Mas até lá vou viver. O amanhã? Bem, ainda não planejei.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Eu nunca mais me apaixonei...


Eu nunca mais me apaixonei. Isso é normal? Há uma regra que diga que não se apaixonar por um ano inteiro faz de você incrivelmente fechada para o mundo e para todos os sentimentos bons que uma paixão boba pode trazer?
Eu nunca mais me apaixonei. Pelo contrário, me desapaixonei, principalmente de todas as paixões platônicas acumuladas há um bom tempo. Também fui chamada de ‘encalhada’, acusada de ‘não saber o que é amar’.
Talvez eu esteja errada. É, quem precisa esperar a pessoa certa no momento certo? Aliás, quem precisa parar de esperar e deixar acontecer? Certo, eu tenho que correr atrás dos caras, afinal, eu não quero ser chamada de ‘encalhada’ e acusada de não saber o que é amar. Eu posso até ficar com o primeiro que aparecer, já que o mais importante é o que as pessoas têm a dizer sobre a minha vida pessoal e não o que eu sinto ou espero do futuro, certo?
Ei, tive uma ótima ideia! Que tal abrir mão de toda a minha auto-estima, amor próprio e dignidade e dar tudo isso de bandeja para o primeiro que estiver disposto a pisar em tudo isso?
Eu nunca mais me apaixonei. Não, eu tive pequenos e insignificantes momentos com pessoas que agora desconheço. Momentos tão “inesquecíveis” que acabei esquecendo. Então, seria mesmo a maior babaquice esperar por alguém que tornasse os pequenos momentos eternos.
Seria? A paciência deixou de ser uma virtude assim, tão rápido? O amor virou fichinha perto da paixão do momento? Lady Gaga na verdade é um homem?!
Talvez eu esteja errada. Meus conceitos devem ser muito arcaicos. Eu devia pegar o primeiro ônibus para a Paixãolândia e ficar lá por belos 5 dias, me apaixonando por todos os caras que me beijaram, para logo depois voltar para o mundo real cheia de cacos de vidro no coração. Vocês sabem, muitas paixões...Um coração apenas para ser quebrado tantas vezes.
Espera, errada? Será mesmo?
Eu nunca mais me apaixonei. E daí? Meu coração entrou com merecidas férias, quando valer a pena, ele vai voltar. Pra quê a pressa?

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Selo - O QUE TE FAZ SORRIR?

Sim, sim! O Break OUT! recebeu um selo do blog http://obolsista.blogspot.com/
Obrigadão ao "O Bolsista". Fazia um bom tempo que eu não ganhava selos (hoho :P). Pois bem, vamos lá:

Regras:

1--Colocar a imagem do selo no blog;
2-Linkar no blog que te indicou o selo;
3-Responda: o que te faz sorrir?
4-Indique algum(s) blog(s) para ganhar o selo;

O que te faz sorrir?

Na minha vida? Uau, um montão de coisas. Minha família e amigos maravilhosos, escrever, Toddy. Mas o mais importante de todos os motivos: Saber que tem um Deus que me ama e me aceita assim, do jeitinho que eu sou.

Indico:

Nova Quahog
ooh- mygod - Soltando o verbo

Unicórnio de pano

E, passo para meu querido "O bolsista" novamente. Como diria minha amiga, Duda: Blog MUITO MASSA!



:)

EIGHTEEN YEARS, baby!



Uau, o tempo passou que nem um louco!
A garotinha de 12 anos escondida atrás do mundo mágico da Barbie cresceu, jogou as bonecas fora (tudo bem, doou) e tomou seu rumo na jornada que chamamos de vida (adoro essas frases clichês).
No meio do caminho encontrou um montão de espinhos. Alguns cobertos com ouro, parecendo preciosíssimos. Mas ao tocá-los, teve vários cortes. Alguns foram profundos. Chegaram a tocar seu coração. O ouro desses saiu do nada. Não havia mais preciosidade, agora eram só espinhos, doidinhos para cortá-la novamente.
Ela seguiu em frente e apaixonou-se. Apaixonou-se por um garoto, apaixonou-se por vários lugares e mais do que isso, apaixonou-se por seus maiores sonhos. O garoto foi embora, os lugares permaneceram em sua cabeça em forma de lembrança, mas os sonhos ficaram ali, quietinhos, intactos.
O caminho ficou estreito diversas vezes. Em algumas delas ela olhou para trás e pensou em desistir. Depois, olhou para frente novamente, e lá estava o sol. Em sua cabeça, aquela cena foi acompanhada com a leve melodia de Here comes the sun, dos Beatles. Tudo ficou melhor. Ela seguiu em frente, afinal, tinha uma mala de sonhos para descarregar em algum lugar. O lugar que ela tanto procurava. Seu lugar ao sol, talvez?
Ela chorou e se alegrou, aprendeu e sofreu, caiu e se levantou. Alguns machucados deixaram cicatrizes, outros foram curados com o tempo. Ah, o tempo, seu grande amigo. Era ele que curava todas as suas mágoas. Ele a fez mudar. Já não era mais a garotinha do começo de sua jornada. Era quase uma mulher.
As dificuldades sempre estavam ali, escondidinhas em algum lugar esperando assustá-la. Mas sempre que a abordava, ela estava sorrindo, com a poderosa esperança de que sempre tudo ficaria bem, ciente de que depois da tempestade sempre vem a calma.
E de repente, no dia 8 de fevereiro de 2011, lá estava ela diante da placa: "Maturidade", agradecendo a Deus por ter alcançado mais uma fase de sua vida e dando adeus ao tempo de criança.
E lá estava eu...

sábado, 29 de janeiro de 2011

From ME to YOU


2010 foi o melhor ano, no quesito escola, da minha vida. Por quê? Tudo graças a essa galerinha do mal aí. E podem acreditar, não foi uma galera que eu havia conhecido no meu primeiro ano, não. A galera foi formada por pessoas que eu só vim a conhecer melhor no meu último ano e também por aquelas que têm se mostrado especiais na minha vida desde que eu pisei os pés no Zenaide.
Depois de um 2º grau complicado, rodeada por pessoas que não queriam muito o meu bem e nem o de minhas amigas, em 2010 me vi cercada por pessoas maravilhosas, que me faziam pular da cama sem pensar a cada vez que o celular despertava às 6:00 da manhã. E mais, pessoas que me faziam sorrir e ver o lado mais lindo da vida, mesmo em momentos difíceis.
E foi através delas que perdi meus medos, dei um chega pra lá na timidez e comecei a falar o que eu pensava. Entendi o verdadeiro significado da amizade (por mais clichê que isso possa aparecer).
Conheci pessoas, liderei grupos, mobilizei a galera na luta pelo o que era importante para todos os alunos e, pode acreditar, fiz acontecer ali! Espera, eu? Não, não. Todo mundo fez acontecer.
Nós éramos a galera que levava tudo numa boa. Fazíamos piada, sim! Doa a quem doer, éramos os mais animados e felizes dali. Falávamos o que pensávamos e não nos encaixávamos em panelinhas (mesmo sendo rotulados o tempo inteiro).
Eu sempre soube que podia contar com essa galerinha aí. Por quê? Era tudo muito sincero, sem jogo de interesses, sem maldade. Tivemos nossos problemas? Claro que sim. Nunca fomos perfeitinhos. Aliás, WeHatePerfectPeoples!!! Mas no final, a união e o valor da amizade sempre falou mais alto que o orgulho.
Agora aqui estamos nós, formados, firmes e fortes. 2010 já passou. Iniciamos ao mesmo tempo uma nova fase em nossas vidas, mas uma coisa eu nunca esquecerei:

3º B eu AMO VOCÊS!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sonhe até que seus sonhos se REALIZEM


Sonhos. Todo mundo tem, por mais louco ou insano que possa ser. Eu mesma sou um poço ambulante de sonhos. Coisas que imagino todas as vezes que deito para dormir e até mesmo quando passeio com a Princesa (minha cachorra). E meus sonhos não são pequenos não. Neles passo de uma garota normal, da qual as pessoas não esperam muito, para a mulher ousada e sagaz que viaja pelo mundo e adquire todo o conhecimento que pode. Tudo bem, ás vezes também sou uma cantora com uma voz incrível e um programa de televisão (é culpa da TV a cabo). Acontece que eu simplesmente não consigo parar de sonhar.
E fala sério, quem consegue? Tudo porque o ser humano é uma máquina descontrolada de desejos. A cada vez que cumprimos um objetivo, outro desejo mais elevado toma o poder de nossas vontades.
Mas, é lógico, não pense que tudo irá cair do céu. Sonhos são apenas a base. Pra se chegar lá é preciso muito esforço, trabalho duro, e às vezes, algumas lágrimas também. Os obstáculos? Enormes. A inveja e a negatividade tentarão nos atingir a todo o momento, e às vezes conseguirão. Mas você sabe como é, quando caímos, temos que levantar. E quando levantamos, ficamos mais fortes, adquirimos experiência e seguimos em frente.
É um dos ciclos naturais da vida. Se você cai, você levanta. A regra é clara. Continuar no chão se lamentando e pensando em como teria sido é perda de tempo.
Então, sonhe. Sonhar não é para os fracos, como dizem alguns. Muito pelo contrário. É para os fortes que lutam, caem, levantam e seguem em frente à procura do maior sonho de todos: o de ser feliz.


OBS: E lá estava eu lembrando do episódio de Glee que assisti essa semana, onde Matthew Morrison cantava Dream on do Aerosmith junto com Neil Patrick Harris, e pensei: "Hum, Dream until your dream comes true… Boa frase pra um título de post, não?"

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Desabafo

Devo ter passado a maior parte da semana pensando no quê devia escrever. Os assuntos fugiam da minha cabeça. Sim, fugiam. Fugiam porque as únicas coisas que eu sentia eram medo e ansiedade. Cheguei a duvidar da minha prática na escrita, sendo atormentada por um turbilhão de dúvidas. Afinal, onde estava a forma natural pela qual minhas palavras saíam?
Então eu travei. Travei por meses, talvez. Morrendo de medo de não ser ótima com as palavras como antes. Tem ideia do quanto é frustrante pensar que não é boa naquilo que você se dedicou a vida toda? Dói. Claro que dói. Um escritor perder o dom de juntar as palavras era como um cantor perder a voz. E era assim que eu estava: sem voz.
Sem a minha voz, meus planos estavam por um fio. Toda a imagem que tinha de como seria minha vida não parecia valer mais nada. Elas não passavam de meros sonhos, daqueles que não temos vontade de acordar nunca mais. Fui invadida por medos e inseguranças, duvidando da minha capacidade e temendo uma vida sem grandes desafios. Ou pior: Uma vida em que eu tivesse desafios e os achasse inalcançáveis.
Admitir ter perdido o tal dom? Nem pensar! É difícil demais dar adeus a algo tão valioso em nossas vidas. E sempre foi assim que eu encarei a escrita, desde a minha primeira leitura, desde a minha primeira redação. Valiosa.
Mas decidir meu futuro com uma caneta Bic me deixou paranóica. Provas, futuro, profissão. Nada mais parecia certo. Aonde minha certeza havia se metido? Era eu que estufava o peito para dizer a grande escritora que seria e a grande jornalista que me tornaria, não era? E eu dizia de coração, porque sinceramente não me imaginava fazendo nada mais além disso: escrever.
De certa forma, nunca pensei na profissão como um modo de se conseguir mais dinheiro, até porque o dinheiro nunca foi o me atraiu. Eu a escolhi pelo prazer. Sim, porque o prazer que eu sentia cada vez que escrevia um texto não era normal. Eu soube no instante em que escrevi minha primeira redação que aquela seria minha paixão, que me acompanharia pelo resto da vida. O simples jeito de descrever lugares, dar vida a personagens e sentir-se dentro daquele cenário, por mais louco que fosse, me completava. Apesar da minha vida nunca ter sido um mar de rosas, esse era o meu refúgio.
Então, como seria possível dar adeus a isso?
Simplesmente não foi possível. Eu travei sim, mas voltei. Em cada palavra e em cada linha deste desabafo, eu voltei. Afinal, nunca vi um vencedor desistir daquilo que ama.


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