domingo, 22 de fevereiro de 2009

Have you ever seen the time?


Por Daniela Gomes de Souza

Esses dias tenho reparado bastante no tempo. Claro que conta o fato de eu estar sempre mudando de preferência em relação á ele: “Prefiro frio" "Ah, calor é bom" "Não suporto calor!" "Gosto de chuva" "Tomara que não chova!"
Essa mudança toda maluca que tem ocorrido por esses últimos dias tem me estressado ás vezes. Adolescente em fase de transição (como eu) tem aquela coisa de querer estar sempre arrumada. Aí acabei que aderindo á moda da chapinha. Cabelo volumoso? Não, não. E lá vem a chuva! Quando não é ela que acaba estragando meu penteado é o calor. Andar da escola até em casa debaixo do sol quente do meio dia nos faz soar, e lá vem o cacheado volumoso novamente.
Mas o fato é que eu não estou querendo falar do meu cabelo. E sim dessas mudanças climáticas malucas. Minha mãe tem uma coisa de não envolver nunca aquecimento global nesse tema. É sempre aquela de “Ah, é porque é verão”. Mas eu tenho notado bastante coisa nos últimos 5 anos (tempo que me mudei pra Pirituba).
Eu moro perto da serra. Na verdade, bem perto mesmo. Moro pertinho do Pico de Jaraguá, o ponto mais alto da cidade de São Paulo. A temperatura quando cheguei aqui era fria, muito fria. De noite então, nossa. Agora não. E não é só em estações como o verão e sim em todas. Claro que uma vez ou outra tem aquele frio, normal, mas o fato é que o aquecimento global está se acelerando tão rápido que até eu, que sou desligada, consigo perceber agora.
Tá certo que falar de aquecimento global já é aquela coisa normal, mas eu como adolescente quero dizer como me sinto a respeito disso. Claro que chegar aqui e falar é bastante fácil, o difícil é fazer.
Falar de aquecimento global na escola é pedir pra ser ignorado. Ninguém dá à mínima. Ou talvez apenas finja dar à mínima quando um professor envolve o tema em alguma matéria. Mas eu vou te contar viu, eu sei que não sou a “miss-natureza-salve-o-planeta-uhu!”, mas pelo menos eu tenho consciência e chego a parar, pensar no assunto e até a fazer alguma coisa. Pode até partir de um simples “5 minutos no chuveiro” até um, quem sabe “Vou plantar uma árvore”.
O nosso problema é que ás vezes (ou em alguns casos sempre) não acreditamos que as nossas pequenas grandes ações irão dar algum resultado. O caso é que não custa nada dar pelo menos um pouco de atenção no assunto, afinal de contas, o planeta é nosso, quem irá morar aqui nos próximos 50 anos somos nós. Não dá pra ficar parado esperando que cientistas consigam se locomover até Marte para povoar o planeta vermelho. O que se tem a fazer é cuidar do que é nosso para não ter que nos lamentarmos depois.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Vingança nerd - parte. 2

Eu odeio Filosofia. É tão perda de tempo! Me revolto só de pensar que passo 90 minutos por semana sendo obrigada a ouvir o Sr. Gutierrez dizer que só sabe que nada sabe. Sem falar que eu odeio ele. No primeiro dia de aula de filosofia, me usou como exemplo de uma pessoa ignorante só porque eu não sabia a essência da abelha. Pra quê tenho que saber a droga da essência de uma abelha? É por isso que digo que filosofia é a prova exata do quanto o ser humano pode ser insuportável. Como se a cada coisa que você dissesse alguém perguntasse o “por quê”. Será que simplesmente não poderiam parar de questionar tanto? Ou simplesmente poderiam nos dar o direito de escolha para assistirmos ou não a aula.
Eu não digo mais essas coisas pra Selena. Ela se sente ofendida e passa um sermão que dura um dia inteiro sobre “a importância da filosofia nas nossas vidas e blá blá blá.”
Mas mesmo odiando filosofia, eu prefiro mil vezes estar nessa aula a estar na detenção. Ah, é um lugar horrível. É como se eu estivesse na parte sinistra da fábrica de chocolates do Willy Wonka. Aquela parte onde a garotinha que ficou azul foi, e aquela onde aquele gordinho ficou entupido etc. Aliás, nunca me deixei levar pela cara de santo do Willy Wonka. Ele parece ser do mal, fazendo aquelas crianças pagarem por serem mimadas, esfomeadas, desobedientes e desleais. Mas voltando á detenção, bom, é um lugar sinistro.
Um lugar onde as piores pessoas da escola podem estar. Uma vez fui parar lá por ter encoberto a Selena depois que ela disparou o alarme de incêndio. Mas foi só porque ela podia ter sido expulsa caso a pegassem fazendo aquilo (pela 2ªvez no ano). Mesmo assim, grande erro. Foi o pior dia da minha vida, o qual tive que passar horas sendo ameaçada pelas duas garotas punks malucas e sentindo o cheiro horrível do cara que tinha problema de gases.
Os nerds deviam saber que eu preferia estar no lugar onde ocorreu o massacre da serra elétrica do que ali (Ou talvez não preferisse). Foi por isso que quando a porta da sala se abriu o carrasco, digo, a inspetora veio me chamar dizendo que meu nome estava na lista de detenção e eu tinha que ir lá agora mesmo. Eu devia saber, devem ter arranjado um jeito de entrar no sistema da escola e colocado meu nome lá pra que eu passasse três horas inteiras vegetando e sendo estrangulada na sala do horror. É por essas e outras que eu simplesmente odeio a tecnologia.

Continua...


Apenas deixando atualizado os capítulos aqui no blog. Espero que estejam gostando. Beijão!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Compreensão súbita. The real truth?

Enquanto lia pela milésima vez o livro “Lua Nova” no ônibus a caminho do meu curso em Osasco tive uma sensação.
Foi até meio estranho compreender algo daquele jeito. Quer dizer, tinha um cara todo molhado sentado ao meu lado, me apertando e cheirando esquisito. Sem falar de algumas meninas que não paravam de falar com o sujeito (que haviam acabado de conhecer).
Ás vezes pegava uma delas me encarando com cara de metida, sei lá. Na verdade, eu nem sequer liguei. Estava tão perdida no mundo fantasioso de Stephenie Meyer que dar atenção á quem me olhava feio seria patético.
Me dei conta que aquela insegurança que tomava conta da minha mente toda vez que olhavam pra mim não estava mais lá. Na verdade, eu me sentia bem, independente do que pensavam, falavam ou agiam. Me sentia realizada, nem ao menos sei o por quê, mas a sensação foi ótima.
Passei tanto tempo me incomodando com aparência e opiniões alheias que esqueci de MIM. Esquecia dos meus planos para o futuro, esquecia dos talentos que tinha, da beleza que sempre tive, mas que nunca percebi.
O fato de eu tentar impressionar tanto ás pessoas fez com que eu levasse um sermão da minha própria consciência. “Impressione a si mesma todos os dias. Os outros vão se impressionar naturalmente, sem nenhum esforço”. E sabe do quê mais? Pra quê? Impressionar aos outros, mas me sentir vazia. Era inútil.
Era inútil também pensar no passado, desenterrando mágoas passadas pra jogar na cara da vida e dizer: “A culpa é sua!”. Era inútil sempre me perguntar: “Por quê eu? Por quê não tenho sorte?”. Lamentar-se sempre. Me sentia uma fraca, incapaz de lutar pelo que quero ou de ser feliz sendo eu mesma. Shakespeare estava certo quando disse que lamentar uma dor passada no presente é criar outra dor e sofrer novamente.
Mas naquele momento eu me dei conta: E daí? Eu amo a mim mesma, amo a minha vida, minha família. Amo o que faço, amo o que sei fazer.
E ao me levantar, olhar pra aquelas garotas se esforçando tanto pra chamar atenção de um cara e ainda lançarem olhares superficiais para as pessoas, eu pensei comigo mesma: “Ainda bem que sou quem sou.”
Oh God! Tive uma epifania!
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"Amar a si mesmo é o inicio de um amor para toda a vida."
Oscar Wilde

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Yeah! I'm back

Voltando firme e forte. Sim senhores, aqui estou eu. Mudei a imagem do blog. Quer dizer, eu já estava ficando meio irritada com o mesmo template. Parecia que o texto ficava apertado, sei lá. Acredite, eu me irritei muito tentando achar um template que eu gostasse, mas aí está.
E justo hoje que eu decido postar, faço 16 anos. Sim, os 15 já se foram. Pra falar a verdade, muitas coisas já se foram. 16 anos deve ser a idade em que as responsabilidades começam a bater na nossa porta. Eu mal fiz e já estou esperando pra fazer um estágio em alguma empresa.
Tem a ver com uma história aí, que eu comecei a fazer um curso de Gestão Empresarial (totalmente nada a vê com jornalismo e ser escritora, mas enfim), afim de conseguir um estágio e trabalhar. Até que é bem legalzinho, considerando que tem vários cálculos (fáceis, pelo menos até agora). Estudar agora é prioridade. Estudar pra escola, estudar pro curso e aperfeiçoar meu modo de escrita. Eu sei que tudo vai valer a pena algum dia desses, basta paciência.
Mudando de assunto, eu tenho percebido os textos muito grandes. Na verdade, eu me empolguei com a história de fazer uma estória e comecei a fazer capítulos mais longos ainda (tenho 21 capitulos já escritos). Então pra não ficar aquela coisa cansativa, eu meio que vou postá-los em parte, cada um com um titulo diferente (relacionado á situação da vez).
Eu tenho recebido alguns prêmio, como do blog Rabiscos da Say. E tipo, é muito bom receber prêmios, mas quero pedir desculpas a ela por não ter colocado os selos aqui. É que há algumas semanas atrás eu estava totalmente desanimada pra postar e admito que estava com preguiça de ficar indicando vários blogs (sério). Mas, sei lá, prêmios são sempre bem vindos (lógico), principalmente agora que animei novamente.
É isso. Beijos, uma ótima semana pra todos vocês, muitos mais anos de vida pra mim (Lógico) e a continuação da história (que por acaso está sem nome. Adoraria receber sugestões.) logo a seguir:

A vingança dos nerds - partes do cap. 5
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Grande engano. Não sei se ele é um completo anti-social ou se não gosta de mim mesmo. Acho que fico com a segunda hipótese, já que ele começou a falar com a galera do time de futebol e com os músicos. Espera aí, com os músicos?! Qual é! Como vou aparecer pra tocar com os caras toda sexta-feira se essa criatura estiver por lá? Ah, tanto faz, acabei de me lembrar que fui expulsa na sexta-feira passada por derrubar a guitarra preciosa do Steve. Que besteira, só porque ela era do cara do Aerosmith. Grande coisa.
Ah, quer saber? Por que me preocupar tanto com esse cara? Quer dizer, ele sempre foi um esquisito problemático quando criança e só porque agora ele é um esquisito problemático muito gato não quer dizer nada, só que ele é muito gato.
- Eu espero que já esteja providenciando a minha nova guitarra autografada. – Disse o Steve logo depois de eu fechar meu armário e ir em direção á aula de biologia. Por zueira do destino lá no meio dele e do povão da música estava o Ben.
- Sonha. – Eu disse passando direto, mas não é o que bendito puxou meu braço?
- Eu to falando sério. Aquela guitarra é uma relíquia.
- Tem que aprender a tocar primeiro pra depois ter uma. – Eu disse irônica.
- Eu sei tocar!
- Borboletinha na cozinha não é lá uma música muito rock’ and roll. – Disse eu soltando um leve sorriso sarcástico. Os amigos dele deram risada, mas se calaram depois do olhar de reprovação.
- Eu não sei como te aceitei no clube de músicos há 3 anos atrás.
- Foi só porque você tava apaixonado por ela. – Disse um dos amigos burros dele. Eu arregalei os olhos.
- Quê?!
- Hun, é claro que não. Eu não sou louco. – Disse Steve. – Vambora! – Disse ele virando-se pra ir pra aula, mas antes disso despediu-se de Ben com um toque de mão, logo depois todos os outros músicos o seguiam.
- Eu hein. – Disse á mim mesma antes de virar-me e ir pra sala até Holly ir correndo em minha direção, parecia desesperada.
- Hayley! Cuidado!
- Que foi?
- Os Matletas estão procurando você pra se juntar á eles! – Eu me espantei. Era puro suicido social, como diziam em “meninas malvadas”. Eu sei que não pareço nada nerd, mas por trás dessa figura descolada que é a minha pessoa tem uma garota que adora matemática, biologia, química e astrologia. Tanto que só tiro A.
- Eu não posso me juntar á eles!
- Tenta uma manobra chamada “dizer não” – Intrometeu-se Ben com arrogância e desprezo, enquanto arrumava seu novo armário, que por acaso, era quase do lado do meu.
- Eu posso tentar outra manobra chamada “Quebrar a sua cara” – Respondi brava e ele deu risada, virou-se e ficou encostado no armário de braços cruzados prestando atenção na nossa conversa. – Não vou entrar nisso coisa nenhuma. Os caras são malucos! E além do mais, qual é a graça em ficar vegetando numa sala de aula, com as calças acima do umbigo, conversas idiotas sobre números e vendo um garoto ter uma crise de asma a cada cinco minutos? – Quando percebi, vi a cara da Holly que não era muito boa. – Eles estão atrás de mim, não estão? – Perguntei.
- Estão sim. – Respondeu. Me virei com uma cara de pessoa simpática, mas vi os nerds me olhando feio e de braços cruzados.
- E aí gente?
Eis uma lição valiosa: Nunca mexa com os nerds. Quer dizer, nunca mexa com os nerds da James K. Polks. Melhor: Nunca mexa com os nerds da galera dos Matletas. Não é só na matemática que eles são bons. São bons em se vingarem virtualmente. Quer dizer, eles têm o seu lado hacker.
Por isso odeio a tecnologia. Antes todos estavam satisfeitos com a boa e velha vingança cara-a-cara. Aquela em que se podia se vingar sem ter certeza do ponto fraco da pessoa. Espera, acho que acabei de inventar isso. Tanto faz. O fato é que os nerds me fizeram pensar que não ligavam pro fato de eu ofendê-los pelas costas (o que não faria muita diferença se fosse cara-a-cara). Então eu me esqueci do acontecimento do corredor e segui a minha vida. Mas naquele mesmo dia, na aula de filosofia, algo aconteceu.
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domingo, 25 de janeiro de 2009

Cap. 4 - Primeiro contato inesquecível

Cara, como eu odeio teoria. Pra quê eu preciso aprender teoria musical sendo que eu já sei? Eu estava pensando exatamente isso no meu curso de música. Era pra eu estar tocando, mas o professor faltou e eu fui obrigada a ficar nessa aula com crianças de doze anos. Por que simplesmente não me mandaram embora? Eu poderia tocar em casa, já que nas férias meu pai me deu um saxofone novinho da Yamaha. Foi porque eu consegui notas ótimas na escola, e foi tipo uma recompensa. Papai tem sido bonzinho, porque vocês fazem alguma idéia de quanto custa um saxofone? Ainda por cima da Yamaha! Acima de mil dólares. Se bem que quem não gasta isso comigo é minha mãe. Ela prefere gastar 500 dólares todo mês com a Cady e suas roupas de grife do que comigo e minhas palhetas de sax (que por acaso são baratinhas! 15 dólares a caixa).
É que a minha mãe tem uma mania chata de que a aparência é a chave pro sucesso. Foi por isso que quando eu fiz quinze anos ela me obrigou a vestir roupas de patricinha, me levou num salão e fez tudo quanto é tipo de tortura. Desde tirar a sobrancelha até a depilação com cera quente. Naquele tempo eu conversei com ela e disse que ela estava um pouco empolgada demais com isso de eu ser uma adolescente. Ela até entendeu, mas eu tive que mudar meu jeito meio despojado de ser. Eu não ligo pra aparência em tempo integral, mas eu tenho consciência de que eu tinha que me arrumar pra me sentir bem comigo mesma. As roupas de grife que ela comprou pra mim ficaram pra Cady, e eu adotei um visual mais light e espontâneo, de acordo com o meu humor pra escolher a minha roupa de manhã.
Ótimo, a aula acabou. Agora vou é pra casa ficar fazendo nada. Eita vida boa!
Chegando em casa não tinha ninguém. Segundo o bilhete que minha mãe deixou na geladeira, Cady e ela foram ao shopping e meu pai estava numa reunião importante sobre tartarugas marinhas. Ele é publicitário, e uma ONG estava afim de fazer um comercial sobre a preservação das tartaruguinhas.
Eu abri a geladeira e peguei o pote de sorvete que estava alí esperando por mim. Quando começo a comer e sento no sofá pra assistir, meu celular toca, era o Ned.
- Fala Ned. – Disse eu, atendendo.
- O que tá fazendo?
- Devorando um pote de sorvete. – Eu disse enquanto mudava os canais da TV a cabo. – E você?
- Construindo meu novo telescópio.
- Sério? – Eu disse empolgada. – Legal! – Eu não disse que o Ned era um nerd de primeira? Quando ele resolve construir telescópios é porque tem algum planeta que vai poder ser visualizado do telhado dele. E como eu adoro essas coisas, eu fico vendo com ele. – O que vamos ver dessa vez?
- Júpiter! – Disse ele.
- Legal. Como é que você descobre essas coisas hein? Eu não consigo achar no Google.
- Haha. Minha querida, eu não preciso de Google. Só é saber o eixo de Júpiter em volta da...
- Ta bem, ta bem. Eu já entendi. – Disse eu tentando impedir que ele começasse uma enorme explicação sobre Júpiter e sua órbita.
- Você quer vim aqui em casa? A minha mãe tá preparando bolo de chocolate com calda quente.
- O seu irmão tá aí?
- Não. – Respondeu ele com estranheza – Por quê?
- Por nada não. Eu já to indo. Beijos.
Ah, eu não queria encontrar o Sr. Estranho e perfeitão.
Eu cheguei na casa do Ned em menos de cinco minutos. Ficamos conversando sobre a revista de astronomia que o Ned havia acabado de comprar enquanto comíamos o bolo de calda quente da Sra. Barnes, que por acaso estava muito bom! Então, a porta da sala se abre e adivinha quem entra na cozinha? Ele mesmo! Ben, de mochila nas costas e com um sorriso maravilhoso.
- Oi mãe. – Diz ele dando um beijo na bochecha da Sra. Barnes. – E aí moleque. – Diz agora ele cumprimentando o Ned com um aperto de mão.
- Ainda bem que já chegou. Eu guardei um pedaço do bolo pra você na geladeira. – Dizia a mãe do Ned. Mas eu estava sem graça demais pra prestar atenção. Eu fingia estar olhando a tal revista e percebi que o Ben ficava olhando pra mim com aquele sorrisinho misterioso dele. E, cara! Como ele é lindo! Pena que é um ser arrogante e desprezível.
- Veja só se não é Hayley Smith. – Disse ele soltando outro sorrisinho fatal.
- Boa memória. – Eu respondi depois de tirar os olhos da revista e olhando pra ele.
- O Ben está estudando na mesma escola que você, Hayley. – Disse o Ned.
- Eu to sabendo.
- Somos da mesma sala de história. – Disse Ben.
- Isso é ótimo! Podem estudar juntos quando tiverem um dever ou um trabalho. – Disse a Sra. Barnes empolgada. – Está vendo como o tempo é generoso, Ben? A Hayley virou uma linda menina. – Nesse momento eu fiquei vermelha que nem um pimentão. Isso porque eu sou meio moreninha hein. Cara, a Sra. Barnes sabe como deixar alguém sem graça.
- É verdade. – Disse Ben. E eu admito que isso me fez ficar ainda mais constrangida e até mesmo surpresa. O mais novo gato da escola dizendo que eu sou bonita?
- Hehe. – Eu ri sem graça – Gente, o papo tá ótimo, mas eu preciso estudar. – Eu disse me levantando meio desajeitada e acabei batendo a perna debaixo da mesa. – Shit! – Sussurrei.
- Desde quando você estuda? – Perguntou Ned rindo.
- Estudar sax. – Eu disse soltando um olhar de “cala a boca, ou te mato!”. Ele entendeu, soltou uma risadinha e voltou a comer seu bolo.
- Ah, então é do seu quarto que sai aquele som de sax. – Disse Ben, interrompendo o meu olhar de “vou matar o Ned”. – Interessante, mas acho que ele está um tanto desafinado. – Disse ele soltando um sorrisinho arrogante.
- Engraçado, pois eu acho que ele está ótimo. – Eu disse cruzando os braços e falando como se eu não ligasse pro que ele dissesse. Ned sabia bem que eu só falava daquele modo quando estava me irritando e franziu a sobrancelha, e aposto que estava torcendo para eu não xingar aquele cidadão.
- Bom, de qualquer modo seria bom você dar uma checada na boquilha dele. – Disse ele.
- Valeu pela dica. – Eu disse com um sorrisinho falso.
- Quem ele pensa que é, hein? Com aquele jeito de bonzinho na frente da mãe dele, mas longe ele é um arrogante estúpido. E que saber? Pensando bem até na frente da mãe dele ele é assim, acontece que ela não percebe! É uma tarefa pra raciocínios rápidos como o meu e o do Ned. – Eu dizia andando de um lado a outro na minha casa para Selena e Ned, que estavam sentados nos dois puffs que havia no meu quarto.
- Ei! – Exclamou Selena. – E eu?
- É uma boa amiga. – Disse Ned dando tapinhas de consolo no ombro de Selena que fez uma cara feia. – Mas Hayley, o Ben é legal.
- Eu achei que ele zoava você o tempo inteiro. – Eu disse confusa.
- E ele zoa, mas fazer o que, é tarefa de irmão.
- Hum, ele tá certo. Se eu tivesse um irmão o zoaria o tempo inteiro! – Disse Selena e eu a olhei com aquela cara do tipo “Meo, cala a boca”.
- Ainda vem falar da afinação do meu sax. Haha! Como se ele soubesse alguma coisa disso. – Então eu fui em frente á porta da minha sacada e gritei – Quem é que ficou 3 anos estudando pra aprender a tocar hein? E quem foi que ganhou o prêmio de melhor saxofonista da Harper’s?! Fui eu!
- Hum, você tá sabendo que esse agora é quarto do Ben e não meu, né? – Disse o Ned.
- Ah, droga! – Eu disse me jogando no chão. Selena e ele pensaram que eu estava louca. – Por que você não me avisou?
- Como é que eu ia saber que você ia dar uma de louca? – Disse ele.
- Quer saber Hayley? – Disse Selena levantando-se e indo até mim e me levantando a força. – Se você dá tanto importância a ele é porque você é afim dele.
- Quê?!
- E além do mais, qual o problema? Ele é um gato e você já tava pagando um pau pra ele antes mesmo de vê-lo na escola! – Disse ela da maneira mais natural e como se estivesse certa. Tá, mas o Ned não precisava saber que eu estava GAMADA PELO IRMÃO PROBLEMÁTICO DELE!
- Como é? – Perguntou ele em tom de gozação.
- São as coisas que acontecem com adolescentes normais. – Disse Selena – Talvez você saiba daqui há uns... Sei lá, 10 anos. – Caçoou ela.
- Eu tenho 13! – Reclamou o Ned.
- Ah, desculpe. Me confundi com o seu tamanho. – Logo depois, soltou um sorrisinho, deixando Ned irritado.
- Parem já com isso! – Reclamei. – A questão aqui é que eu NÃO estou gamada pelo Ben, e eu não quero dirigir a palavra á ele nem pintado de ouro.
- Você acha que agora que ele falou com você na casa dele vai falar na escola?
- Por que não? – Disse de braços cruzados.

"O tempo revela todas as respostas dentro de cada um..."


terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Crepúsculo, livros e prêmios


Esses dias tenho estado bastante viciada em um certo livro (ou 4 certos livros, como quiser). Deixa eu explicar.
Eu havia assistido o trailer do filme "Crepúsculo" no Youtube, já que todos falavam dele e aí eu fiquei curiosa. Adorei. Então decidi ler o primeiro livro, mas antes que o acabasse, eis que eu fui assisti-lo no cinema. Nem preciso dizer o quanto eu adorei, preciso? Eu sei que sou muitas vezes exagerada, mas esse é o melhor filme já feito.
Foi aí que terminei de ler o primeiro livro, depois fui pro segundo, "Lua Nova", depois pro terceiro "Eclipse" e agora estou no quarto "Amanhecer" (Breaking Dawn). Nunca tinha me interessado muito por essas histórias de vampiros, mas essa é uma exceção e tanto. Stephenie Meyer sabia o que estava fazendo. Sem falar que Edward Cullen é o sonho de consumo de qualquer garota (Haha, apaixonei :~). Resumindo, a história é linda, Bella Swan e Edward Cullen são muito fofos e eu adoro o jeito super-protetor dele.
Mas mudando de assunto, estou muito feliz pois meu blog recebeu 3 selos. Isso mesmo! Bem legal, né? O primeiro foi o Prêmio Dardos, indicado pelo blog "Rabiscos da Say". Aliás, muito obrigado! Mesmo!


Numa outra vez, também fui indicada pelo mesmo prêmio por outro blog, mas nem prestei atenção nas regras. Mas agora vou fazer certo, estamos combinados?
Segundos as regras, devo indicar 15 blogs para receber o prêmio, então aí vão eles:


Pronto. O segundo e o terceiro selo quem indicou foi Teorias Mirabolantes & Palhaçada, hein!
Valeu gente :D



6 Regras:

Linkar a pessoa que te indicou.
Escrever as regras do meme em seu blog.
Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
Deixe a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.
Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.

6 coisas sobre mim:

1. Adoro John Mayer
2. Queria saber tocar violão
3. Apaixonei pelo Edward Cullen (ele é da Bella ^^)
4. Vou ser jornalista
5. Quero viajar pelo mundo
6. Fugia do hospital quando era minha vez de tomar injeção :~

6 indicações:


É isso. Obrigado a todos que indicaram o prêmio e a todo pessoal que visita o blog. Mesmo! Isso me deixa muito feliz!
Próximo post publico outro capítulo da história.
Beijooos!