terça-feira, 31 de outubro de 2017
Você ainda vai conhecer o homem dos seus sonhos
Estava aqui pensando em todas as características que eu nunca quis encontrar em um homem, e em como eu acabei ignorando boa parte delas na minha trajetória de relacionamentos ao longo destes 24 anos.
Por um lado havia a pressão de simplesmente encontrar alguém, e pelo outro havia toda aquela lorota sobre o coração mandar na gente. Quando penso nisso, inclusive, me pergunto porque é que damos tanto autonomia assim para que ele escolha algo que deveria ser escolhido por nós.
Mas enfim, coração mandava, eu obedecia.
Claro que no final das contas, quem recolhia os cacos era eu. O ponto em que quero chegar é, por que nós mulheres estamos gradativamente desistindo do homem dos nossos sonhos?
Acredite ou não, sou uma especialista em relacionamentos ruins, e posso te garantir que a ruína se iniciava no exato ponto em que eu começava a aceitar as 'migalhas' do meu parceiro.
Tudo se iniciava de uma forma bem sutil. Uma ignorada básica aqui, um joguinho ali, um atraso acolá. De repente, eu estava ignorando a falta de cavalheirismo, os encontros desmarcados, as desculpas esfarrapadas.
O mais certo parecia ser aceitar que todos os inconvenientes aconteciam sempre nas mesmas ocasiões - e que coincidências existem. Mas no fundo eu sabia bem: eu estava com medo. Medo de ficar só, medo de não ser aceita e medo de descobrir que, sozinha, eu teria que me virar.
Eu aceitei muitas e muitas migalhas. E a cada uma delas, eu me distanciava mais e mais de mim mesma, porque nunca era o bastante. Eu queria ser perfeita, e eu era: perfeitamente tonta.
De um jeito meio doloroso, eu acordei da minha síndrome de bela adormecida e tive que me virar pra aprender algumas coisas. E então eu comecei a perceber quem eu era, e quer saber? Eu sou ótima!
Não é papo de livro de autoajuda, prometo! É que nós passamos tanto tempo tentando nos moldar a essa fraudulenta imagem de mulher perfeita que tentam nos impôr que prejudicamos a nossa própria visão de nós mesmas.
O que eu quero te dizer é: nós ainda vamos conhecer o homem dos nossos sonhos. Eu não sei bem quais são os itens da sua lista, e admito: no meio do caminho a gente vai ter que abrir mão de algumas coisinhas superficiais. Mas não negocie aqueles itens que são essenciais.
O homem dos meus sonhos não tem barriga tanquinho, nem é cheio da grana. Mas ele sabe me fazer rir com facilidade, gosta de me ter por perto, me acha a mulher mais incrível do mundo e é confiante no que ele quer.
Ele se esforça.
Em um mundo cheio de joguinhos de sedução e conceitos pré-definidos sobre certo e errado, quem se arrisca a aperfeiçoar o básico com destreza conquista até os corações mais duros.
Enquanto isso? Aprenda a ignorar os mimizentos e vai ser feliz. Afinal, como já dizia mamãe: antes só do que mal acompanhada.
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
O maravilhoso 'agora'
Hoje eu entrei no mercado frenética depois de ter assistido ao novo filme do Thor, mas já sentindo o corpo entrar em modo stand by depois de um dia corrido. E pra piorar, lembrando que teria que cozinhar os meus famosos brownies - não são famosos, mas eu sempre quis dizer isso - pra galera do trabalho.
Eu passava no caixa quando observei a decoração de natal já ajeitada por todos os cantos do supermercado. E então a minha ficha caiu.
Passei a maior parte do ano vivendo o privilégio de não fazer nada. Este foi o meu "ano sabático" - é o que eu vivo dizendo pra todo mundo. Depois das encrencas do ano anterior, um descanso como esse me pareceu mais do que merecido. Não seria ruim finalizá-lo na mesma vibe, mas verdade seja dita: eu preciso de dinheiro.
Voltar a trabalhar quando minha vida está tão perto de mudar drásticamente me pareceu um sacrifício, mas Deus sabe bem o que faz quando abre uma porta, não é mesmo?
Posso dizer, alegremente, que tenho passado tempos legais conhecendo gente nova. Pra quem tinha aversão a mudanças, chega a ser difícil reconhecer o quanto as dificuldades do meu passado me transformaram nesta que vos fala hoje.
Se você me conhecesse há 2 anos, diria que eu sou quieta, tímida e todos os outros adjetivos que toda pessoa introvertida odeia. Mas agora, aqui estou cozinhando brownies para pessoas que conheço há apenas 2 semanas.
Eu sei. É provável que eles não sejam meus amigos por toda a vida, mas quem liga? Aqui estou eu tirando proveito de todas as oportunidades que a vida têm colocado em meu caminho. Estou finalizando meu ano com risadas, conversas sinceras, acumulando conhecimento, conhecendo gente legal e até jogando basquete na hora do meu almoço!
E tudo está tão ótimo que é assustador ter que partir tão cedo.
Me permita usar um clichêzão: Estou partindo rumo ao desconhecido. E toda aquela decoração de natal só me fez perceber que o tempo passa rápido demais e que não dá pra ficar perdendo tempo sendo infeliz por coisas tão pequenas.
No final, vai restar uma saudade, mas a melhor coisa que podemos fazer por nós mesmos é nos permitir viver os nossos sonhos - mesmo que eles sejam loucos o bastante a ponto de nos levar pro outro lado do mundo.
Como já dizia Lulu Santos, vamos nos permitir, combinado?
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Yellow
Hoje eu me lembrei de como era fácil ser sentimental. Como era fácil se apaixonar pelas histórias que eu lia ou assistia nos filmes. Aquele sentimento de amor platônico pelo mocinho charmoso e a admiração pela protagonista sofrida, mas que tinha o "algo a mais" que tanto se fala por aí.
Eu não gostava de ser a Daniela de 13 anos, mas eu gostava dos sonhos dela. Eu amava sua facilidade em criar histórias e imaginar cenários mais positivos para sua vida.
Ela tinha um brilho raro no olhar, mas nenhuma noção de si mesma. Lá estava ela sempre em seu mundinho, rodeada de livros velhos, canções românticas de artistas desconhecidos e roteiros intermináveis em seu desktop.
Lembro quando descobriu o Google Street e passava as suas férias inteiras criando rotas de seus personagens pela cidade de San Francisco. E de quando esperava o ônibus às terças e quintas naquele ponto de ônibus perto daquela vista linda de prédios iluminados.
Era tão fácil se ver como uma pessoa diferente.
Também era mais fácil se imaginar amando, e acreditar que, por mais que a vida real não fosse tão encantadora como nos filmes, havia grandes possibilidades de encontrar um alguém disposto a amar e lutar por ela.
Hoje não é difícil concluir que aquela garota não passava de uma ingênua. Mesmo assim, não consigo evitar de sentir essa vontade de ser um pouco mais parecida com ela de novo. No jeito que ela sonhava, na fé que mantinha, no jeito que enxergava o mundo e com certeza na rapidez com que lia livros.
Eu sinto falta da sua ansiedade em viver o melhor que ela poderia se tornar.
* YELLOW porque eu estava ouvindo Coldplay :|
* YELLOW porque eu estava ouvindo Coldplay :|
quarta-feira, 12 de julho de 2017
A gente não tinha trilha sonora
Uma vez vivi um daqueles amores platônicos.
A gente demorou pra se envolver, e a coisa toda começou de um jeito muito complicado por nenhuma razão útil, aparentemente.
Ele era desapegado e tinha um jeito de cara descolado que não se dá conta do quanto é bonito.
A gente saía para os mesmos lugares. Aos fins de semana, ficávamos o dia todo buscando filmes no netflix.
A gente não tinha uma música. Eu sabia que ele gostava de um pouco de reggae. Ele não sabia bem do que eu gostava - o que eu, particularmente, achava uma pena.
Sempre achei vantajoso ter um gosto musical tão old school - e motivo de elogio. Música sempre foi importante pra mim. Então, por que foi que eu não criei nossa trilha sonora?
Por que eu não conversei por horas sobre como a música tem o poder de transformar uma situação banal em algo deslumbrante?
A gente se conheceu por um tempo, e depois estagnou.
Eu quis continuar o conhecendo, ele não estava muito interessado.
Mas a gente declarou amor um ao outro.
A gente romantizou nossos encontros na estação de trem e na praça de alimentação do shopping.
A gente falava sobre como seriam os olhos dos nossos filhos. Até ousávamos querer viajar juntos.
Acho que no fundo a gente sabia que nada daquilo iria adiante. Faltava disposição e paixão.
No fundo, eu sabia que era platônico. Devem ter sido as tatuagens e as costas largas.
Não terminou bem. Mas poderia ter sido pior.
Não foi romanticamente trágico, triste ou maduro. Foi banal.
Como nós um dia fomos.
A gente demorou pra se envolver, e a coisa toda começou de um jeito muito complicado por nenhuma razão útil, aparentemente.
Ele era desapegado e tinha um jeito de cara descolado que não se dá conta do quanto é bonito.
A gente saía para os mesmos lugares. Aos fins de semana, ficávamos o dia todo buscando filmes no netflix.
A gente não tinha uma música. Eu sabia que ele gostava de um pouco de reggae. Ele não sabia bem do que eu gostava - o que eu, particularmente, achava uma pena.
Sempre achei vantajoso ter um gosto musical tão old school - e motivo de elogio. Música sempre foi importante pra mim. Então, por que foi que eu não criei nossa trilha sonora?
Por que eu não conversei por horas sobre como a música tem o poder de transformar uma situação banal em algo deslumbrante?
A gente se conheceu por um tempo, e depois estagnou.
Eu quis continuar o conhecendo, ele não estava muito interessado.
Mas a gente declarou amor um ao outro.
A gente romantizou nossos encontros na estação de trem e na praça de alimentação do shopping.
A gente falava sobre como seriam os olhos dos nossos filhos. Até ousávamos querer viajar juntos.
Acho que no fundo a gente sabia que nada daquilo iria adiante. Faltava disposição e paixão.
No fundo, eu sabia que era platônico. Devem ter sido as tatuagens e as costas largas.
Não terminou bem. Mas poderia ter sido pior.
Não foi romanticamente trágico, triste ou maduro. Foi banal.
Como nós um dia fomos.
terça-feira, 23 de maio de 2017
Gente boa não tem fricote
Olá, caros gafanhotos!
Tenho uma lição quentinha que acabei de tirar do forno. E a lição é: conserve os seus bons amigos. Os bons, não aqueles que adoram criticar desde o seu último corte de cabelo até o nome que você escolheu para os seus futuros filhos - pois é, tem gente que também faz isso.
Saiba que pra escrever esse texto eu estou 100% disposta a usar clichês e ditados populares, como aquele do "se for embora, nunca foi seu, se voltar, já foi..." Ou algo assim.
Eu sei que essa dica é meio óbvia, mas conservar boas amizades é uma coisa que eu ainda estou aprendendo a fazer. Quando a minha realidade indicava que algumas pessoas saíram da minha vida e a minha consciência entrava num modo automático de jogar a culpa pra cima de mim, eu costumava pensar que a vida quis assim e é assim que vai ficar.
Em minha defesa, manter amizades nesta era da tecnologia é um pouco mais trabalhoso pra mim do que era quando a gente não tinha aplicativos e afins que nos impedem de nos distanciar naturalmente de alguém sem ter que dar uma justificativa.
Eu sou o que você pode chamar de preguiçosa virtual. Mas acho que ninguém liga em realmente dar um nome pra isso.
Sim, eu sou aquele ser que demora horas pra te responder no whatsapp, e que marca os rolês mas no dia perde a vontade de ir - e não vai. Eu sou aquela que sai dos grupos e odeia que isso gere uma polêmica - a vida é muito mais do que um grupo, gente. Vamos cair na real.
Mas pela divina graça de Deus eu tenho me cercado de boas pessoas. Não são tantas, mas você já deve ter ouvido falar que com o tempo qualidade passa a ser muito mais significativo do que quantidade.
Eu falo de pessoas que insistem em me mandar mensagem e me chamar pra sair mesmo quando eu tiro uma semana inteira pra ficar frustrada. E de pessoas que não sentem uma necessidade inútil de receber um "tchau" e que não se deixam ser "feridas emocionalmente" pela minha aparente "falta de consideração", que nada mais é do que um forte indício de que eu caí no sono ou de que me distraí com alguma outra coisa - não é pessoal.
São as mesmas que aceitam os meus convites pra ir a um parque as nove da manhã e que compartilham suas frustrações da dieta comigo - todos nós amamos muito comer e odiamos dieta (mas queremos ser magros).
Eles até querem ouvir os meus problemas, e quando eu não quero contar, topam ficar em silêncio sem se sentirem desconfortáveis com a falta de assunto.
Então, o meu forte abraço vai para esses guerreiros e guerreiras lindos que estão comigo, faça chuva ou faça sol, com resposta ou sem resposta no whats, com dieta ou sem dieta.
Acho que a maneira mais sincera de declarar o meu amor por vocês é através desta lindíssima e paulistana frase:
É nóis!
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Mulher de 24 anos
Eu tenho 24 anos. Passei metade da minha vida alisando o cabelo e acima do peso. Pelo mesmo período, fui de extremamente insegura para um moderado senso de segurança vez ou outra.
Eu não conseguia correr 15 minutos sem me sentir prestes a morrer. Na escola, a ideia de desamarrar meu cabelo era uma total loucura e eu não seria tão ousada assim. Maquiagem então, sem chance!
Dizer para o cara que eu estava afim que gostava dele? Era mais fácil eu jogá-lo pra cima de alguma colega.
Quando me adaptei a toda a loucura dos relacionamentos, conheci uma variedade de caras diferentes.
Vez ou outra me apaixonei - nunca pelo cara certo. Aliás, já me perguntei quem seria o cara certo mais vezes do que consigo contar. Já tive um montão de epifanias sobre as minhas más decisões e péssimos hábitos, mas menos mudanças efetivas do que eu gostaria.
Passei a maior parte da minha vida tentando ser quem as pessoas iriam gostar de ter ao lado, e me perdi. Eu me moldei ao padrão de tanta gente que nem me incomodei em descobrir qual era o meu. Quando finalmente descobri, gostei dele.
É, eu gosto da mulher que vi no espelho esta manhã. Eu gosto do cabelo cacheado e bagunçado dela. Gosto da maneira como ela pensa dançar bem quando está sozinha. Gosto quando ela ri dos próprios pensamentos, e gosto da sua capacidade de reconhecer quando é hora de entrar em cena, e também quando é a hora de sair.
Eu gosto quando ela faz algo por si, como quando corre no finalzinho da tarde enquanto ouve alguma música dos anos 80, ou quando decide ir ao cinema sozinha porque ela quer. Ou de como se sente plena quando começa a escrever algo.
Mas eu ainda odeio quando ela tenta se tornar o molde de alguém só pra agradar. E quando ela passa dias fazendo isso, eu fico ansiosa esperando que caia logo na real e veja que os outros tem mais é que aceitá-la como ela é se quiserem sua companhia. E se não quiserem, o que é que tem?
Eu agora vejo em mim, esta jovem e bela mulher de 24 anos, um alguém em potencial. Os dias que se passam sempre trazem consigo uma história e uma lição diferente. E mesmo quando essas lições fazem o meu ego doer, elas vêm acompanhadas de valiosos momentos de autodescoberta.
Você vai conseguir reconhecê-los: É como quando você corta sua franja curta demais, ou quando percebe que aquele carinha talvez não esteja tão afim de você.
Daí você segue em frente, viaja, espera a franja crescer.
E a grande magia é que quanto mais você se conhece, mais enxerga o potencial guardado aí dentro. E mesmo que as outras pessoas possam não enxergá-lo, o importante é que você o vê.
Naturalmente, ele vai se refletir em algum momento.
A diferença é que agora não há pressa.
Já pode se permitir ser feliz consigo mesma.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Porque o vitimismo mata pessoas
Vejamos o estado atual das coisas: uma grande bagunça, se quisermos resumir. Mas deixe-me falar sobre algo que não tem a ver com política ou com relacionamentos, mas ao mesmo tempo tem tudo a ver com a gente, e com aquilo que sentimos.
Sim, eu quero falar sobre o vitimismo. Mais do que isso, quero falar sobre como a vida pode ser injusta e pesarosa, mas também sobre como o nosso poder de reação - sim, nosso - é maior do que imaginamos.
Sabe, odeio ser a pessoa que tem o discurso de "Você precisa amadurecer". Acho que esse é o tipo de afirmação que, antes de ser feita, precisa ser muito bem analisada. E quando digo isso não falo de uma análise do outro, mas sim uma autoanálise. Mas qual o ponto ideal para que a gente possa jogar uma verdade dessas no próximo?
Bem, a má notícia é que você, sabichão, talvez nunca chegue ao estado completo de maturidade. A boa notícia é que isso é, na verdade, uma boa notícia.
Não estou incentivando as criancices - e algumas babaquices imaturas - entre nós. Estou tentando ver o outro lado da moeda. Que é? Você está em crescimento constante. Melhor ainda: você tem a oportunidade de estar constantemente sendo alvo de evoluções! Não é o máximo?
Veja bem, tudo aquilo o que vivemos vai nos levar a algum ponto, seja ele bom ou ruim. Ok, até aí não há nenhuma novidade. Porém, quando eu digo tudo, quero dizer tudo mesmo, e principalmente, os nossos problemas. Os nossos tantos problemas!
Acredito que o maior erro que cometemos em relação a isso é encarar o problema como o final da reta, ao invés de vê-lo como um ponto de partida.
O grande desafio é que tudo que tem a ver com um problema incita um confronto dentro de nós, e adivinha, com nós mesmos. E como você reage a isso é mais importante do que o quanto você vai se indignar com isso.
Quero dizer, meu querido leitor, que aquele poder de reação que eu citei logo no início - que, aliás, está disponível pra todos - é que vai determinar quem você é ou quem você será.
Então, quem você está se preparando para ser? Um reclamão que prefere ficar de braços cruzados e esperar que o universo conserte tudo, ou o fulano que sabe que tem todo o direito de reclamar, mas prefere usar a maior parte do seu tempo pra fazer algo a respeito?
Eu não quero soar como uma insensível que acha que pode escrever textos de autoajuda para os outros, mas por experiência própria posso garantir que não há nada que nos enfraqueça mais do que nosso vitimismo e necessidade de culpar os outros pelo o que acontece - mesmo quando a culpa é dos outros mesmo.
Aliás, há sim algo que nos enfraquece mais: não fazer nada a respeito.
Esse é o confronto que tentamos evitar no meio da crise, porque sabemos que aquilo que será exigido de nós poderá custar caro para nossas vidas e rotinas já tão 'estabilizadas'. Escolher pagar o preço é optar pelo caminho da tal maturidade.
Daí, alguma hora vamos acabar esbarrando com ela. Tenho fé nisso.
E você?
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