segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Hãn?!




Hora ou outra sou atingida pelo que gosto de chamar de “imbecilidade”. Acredite, é uma merda! Posso resumir esse sentimento que toma conta de minhas ações de uma maneira bem simples: basicamente sou eu ouvindo meu coração e ignorando os fatos.
 Os fatos, isso mesmo. Meus amigos, companheiros de vida e de cerveja – a bebedeira me deixa inspirada, mas permanece sempre atrelada a eles.
 Eu acabo me dando ao luxo de “tentar algo novo”, ignorando a realidade que me fez não tentar isso antes: nunca deu certo. Mas o pior não é tentar, afinal como já dizia Joanna Field: “É fraco e depreciativo continuar querendo coisas e não tentar consegui-las”.
 O orgulho de correr o risco já está aqui preenchendo um espaço até que um tanto satisfatório em meu ego – detestaria permanecer com a dúvida de como teria sido caso não tivesse agido fora de meus padrões normais de consciência. Mas ao mesmo tempo em que isso me transforma em uma pessoa diferente com toda essa coisa de mudança de hábitos e maturidade em desenvolvimento por causa dos tais riscos que tenho ousado cometer, também acabam me envolvendo numa estúpida teia de sentimentos que não fazem NENHUM sentido. Ou até fazem, o que é bem pior. É quando saio de minha adorável zona de conforto.
 Lá estava eu quietinha, não conformada, apenas desejando uma coisinha a mais que fizesse meus dias serem razoavelmente diferentes. Era pedir demais? Bem, acho que sim. Essa “coisinha” quando vêm nunca é uma coisinha de fato, é uma puta “coisona”! Daquele tipo que ferra a sua cabeça, atenua sua bipolaridade e te deixa mais estúpido devido às altas expectativas que são criadas dentro de seu subconsciente sem o seu consentimento. De repente já está tudo ali, detalhadamente planejado para te fazer sorrir como boba e logo depois fazê-la cair feio da nuvem de babaquice que te levou aos céus tão facilmente nos momentos divertidos. E tudo porque em algum momento sua natureza absurdamente realista – caso você seja como eu – que te abandonou por um tempo volta à tona.
 Eu nem sabia que era possível ferrar ainda mais minha cabeça. Agora eu fico aqui com estes estúpidos sentimentos tentadores numa luta contra a razão, que costumava predominar mais do que essas babaquices que fazem as pessoas permanecerem num estado inconsciente no que parece ser uma espécie de viagem alucinógena. E não faço ideia do que fazer.
 Acho que está se tornando um vício. Me encontro nesse dilema entre abrir mão e voltar ao ponto inicial de minha zona de conforto, ou continuar arriscando mesmo com todas as chances parecendo apontar para um caminho desastroso onde eu provavelmente acabo magoada – uma perda de tempo que não quero experimentar.
 O foda é ainda ter que considerar que isso talvez me faça crescer como pessoa.
 Mas não estou ligando muito para esse tipo de sermão. São clichês até mesmo pra mim. Vou deixá-los para meu próximo romance, onde esse tipo de coisa parece ser mais valorizado, enquanto aperto a tecla do “foda-se”. Se partir para o desastre basta lembrar que antes as coisas já foram bem piores.

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