Hora ou outra sou atingida pelo que gosto de chamar de “imbecilidade”.
Acredite, é uma merda! Posso resumir esse sentimento que toma conta de minhas
ações de uma maneira bem simples: basicamente sou eu ouvindo meu coração e
ignorando os fatos.
Os fatos, isso
mesmo. Meus amigos, companheiros de vida e de cerveja – a bebedeira me deixa
inspirada, mas permanece sempre atrelada a eles.
Eu acabo me dando
ao luxo de “tentar algo novo”, ignorando a realidade que me fez não tentar isso
antes: nunca deu certo. Mas o pior não é tentar, afinal como já dizia Joanna
Field: “É fraco e depreciativo
continuar querendo coisas e não tentar consegui-las”.
O orgulho de correr o risco já está aqui
preenchendo um espaço até que um tanto satisfatório em meu ego – detestaria permanecer
com a dúvida de como teria sido caso não tivesse agido fora de meus padrões
normais de consciência. Mas ao mesmo tempo em que isso me transforma em uma
pessoa diferente com toda essa coisa de mudança de hábitos e maturidade em
desenvolvimento por causa dos tais riscos que tenho ousado cometer, também
acabam me envolvendo numa estúpida teia de sentimentos que não fazem NENHUM
sentido. Ou até fazem, o que é bem
pior. É quando saio de minha adorável zona de conforto.
Lá estava eu quietinha, não conformada, apenas
desejando uma coisinha a mais que fizesse meus dias serem razoavelmente
diferentes. Era pedir demais? Bem, acho que sim. Essa “coisinha” quando vêm
nunca é uma coisinha de fato, é uma puta “coisona”! Daquele tipo que ferra a
sua cabeça, atenua sua bipolaridade e te deixa mais estúpido devido às altas
expectativas que são criadas dentro de seu subconsciente sem o seu
consentimento. De repente já está tudo ali, detalhadamente planejado para te
fazer sorrir como boba e logo depois fazê-la cair feio da nuvem de babaquice
que te levou aos céus tão facilmente nos momentos divertidos. E tudo porque em
algum momento sua natureza absurdamente realista – caso você seja como eu – que
te abandonou por um tempo volta à tona.
Eu nem sabia que era possível ferrar ainda
mais minha cabeça. Agora eu fico aqui com estes estúpidos sentimentos
tentadores numa luta contra a razão, que costumava predominar mais do que essas
babaquices que fazem as pessoas permanecerem num estado inconsciente no que
parece ser uma espécie de viagem alucinógena. E não faço ideia do que fazer.
Acho que está se tornando um vício. Me
encontro nesse dilema entre abrir mão e voltar ao ponto inicial de minha zona
de conforto, ou continuar arriscando mesmo com todas as chances parecendo
apontar para um caminho desastroso onde eu provavelmente acabo magoada – uma perda
de tempo que não quero experimentar.
O foda é ainda ter que considerar que isso
talvez me faça crescer como pessoa.
Mas não estou ligando muito para esse tipo de
sermão. São clichês até mesmo pra mim. Vou deixá-los para meu próximo romance,
onde esse tipo de coisa parece ser mais valorizado, enquanto aperto a tecla do “foda-se”.
Se partir para o desastre basta lembrar que antes as coisas já foram bem
piores.

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