O evento mais esperado do ano chegando e eu aqui com as unhas por fazer, o cabelo sem chapinha, de cara lavada e sem a menor pretensão ou possibilidade de conseguir um namorado pra assistir à uma maratona de "Friends" comigo.
Sem problemas, mesmo. Eu poderia muito bem sobreviver por anos assistindo Ross Geller e seu jeito sedutor de nerd adulto sozinha. Mas o fim está por aí, esperando acabar de vez com as putices desse mundo. Não que eu esteja em um estado melancólico de pânico e ansiedade. Destino, faça o que tiver que ser feito!
Eu só quero uma companhia para o fim, sabe? Um amigo louco
Ele não poderia me deixar pensar que tudo estava prestes a ser terminado, pelo contrário, seria aquele me incentivando a ligar o "foda-se" e fazer o que eu quero enquanto ainda houvesse tempo. E com certeza me acompanharia na hora de acabar com o carro de certas pessoas no meio da noite com um taco de beisebol, como nos filmes.
Nos sentaríamos no capô de seu Impala 67 estacionado na praia deserta às 6 da manhã, tomando milkshake de chocolate e comendo batatas fritas enquanto escutávamos "Carry on my wayward son", nos sentindo ao menos uma vez na vida como parte da família Winchester.
Tatuaríamos "Ao infinito e além" em nossos braços como uma afronta ao destino que nos aguardava e riríamos disso por horas, sem parar um minuto sequer para pensarmos no que perderíamos.
E quando este pensamento começasse a nos assombrar, recordaríamos só os momentos bons, os maravilhosos, os excitantes e os inesquecíveis. Choraríamos abraçados quando começássemos a presenciar a catástrofe, e morreríamos sorrindo de frente um para o outro enquanto a música de Ray Lamontagne ecoava no auto-falante de meu celular.
E você, o que faria com seu melhor amigo no fim do mundo?
Hesmeraldino Gomes, que o fim só nos leve de volta ao
começo com muito mais estilo. Te amo!


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