domingo, 7 de abril de 2013

Esquisitice, nosso poder de cada dia



 Já disseram uma vez que mulher é bicho estranho. A frase pegou tão bem que nós, as próprias, maravilhosas e estranhíssimas, começamos a refletir nossa própria estranheza. Longe de querer dar soluções ou respostas a respeito de nossos pitis momentâneos, é claro. Afinal, nos justificamos muito bem com a tpm.   Mas parando pra pensar um pouco mais nisso, algumas coisas parecem ficar mais claras.
 Parece que fomos programadas para conseguir fazer tudo ao mesmo tempo, do mesmo modo que nosso coração foi feito para cicatrizar mais rápido do que o dos homens. Na prática, a coisa demora mais. Se alguém parte nosso coração, passamos semanas nos martirizando sobre nossos possíveis erros e acertos. Infelizmente, algumas de nós adoram se culpar pelos fins dos relacionamentos - o que faz a ressaca de amor durar um pouco mais.
 Ainda sim, quando nos recuperamos fazemos isso quase por completo. A força do "Girl Power" sempre acaba aparecendo em algum momento entre os soluços na madrugada e os novos flertes que surgem com o passar dos dias.
 Temos esse poder maravilhoso de dar a volta por cima sem precisar de muito. Basta, na verdade, amor próprio. É clichê, mas também é fato consumado que quando estamos de bem com nós mesmas a vida tende a ser mais charmosa, interessante e excitante.
 Conhecer alguém que tem a coragem de nos tirar isso nos deixa mal, mas não é o fim do mundo. Essa dor toda vai nos empurrar pra frente, daí na próxima vez você vai parar pra pensar melhor quando aquele carinha novo demonstrar sinais de babaquice. Porque toda mulher, querendo ou não, algum dia torna-se perita em idiotas. Cabe a nós aceitar isso como um dom utilitário ou apenas aceitar os idiotas.
 O fato é que uma mulher, quando gosta de si mesma, vai desejar e correr atrás do que é melhor pra ela. Nada me irrita mais do que pessoas que se contentam com o pouco porque não acreditam merecer o melhor. O melhor emprego, o melhor namorado, os melhores amigos.
 Perdi as contas de quantas vezes fui chamada de esnobe por pensar dessa maneira. E olha que nem sou do tipo que anda por aí com o nariz arrebitado, me sentindo melhor do que todo mundo. Veja bem, não é ser melhor que os outros, é acreditar ser merecedora das coisas ótimas.
 Se é pra acordar todos os dias, enfrentar os demônios diários que lutam para acabar com nossa paz e arriscar sair de nossa zona de conforto, poxa! Nada mais justo eu não me contentar com qualquer coisa.
 Sou adepta à objetividade e, principalmente, à simplicidade. O que proponho aqui não é um exercício de narcisismo, mas sim uma transformação na maneira como pensamos e enxergamos nós mesmas. Dizem que somos bichos esquisitos não só porque sangramos todo mês, como diria Rita Lee.
 Nossa esquisitice vem da arte de ser mulher: de passar por cima dos preconceitos, de surpreender, de fazer várias coisas ao mesmo tempo, de poder cicatrizar as feridas de nossos corações, de acreditar em nosso "Girl Power" e ser capaz de fazer os outros acreditarem nele também. E é por isso mesmo que essa historinha de "sexo frágil" nunca vai colar com a gente.
 Mulher poderosa não é frágil, é simplesmente...Poderosa.

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