sexta-feira, 3 de maio de 2013

Reflexões


 Ninguém pode nos culpar por atribuir significado às coisas. Já pensou no quão seria solitário viver em um Universo onde nossa única certeza era a de que não passamos de uma parte insignificante no território sem fim em que habita a existência?
 Pois se isso torna tudo vazio e todos os fatos são meras coincidências, qual seria exatamente a graça de existir? E se por um acaso não houvesse graça alguma, por que é que somos tão contrários à ideia de dar valor ao significado que o resto das pessoas dão para certas coisas?
 É como se tudo não fosse mais do que mercadoria de consumo. "Façam um filme sobre o amor e as pessoas amarão". É como se não amássemos quase nada de verdade. Nos habituamos a transformar tudo em produto, até mesmo as pessoas. Ama-se coisas e usa-se as pessoas. Essa é a verdade.
 E porque é mesmo que aceitamos isso com tanta naturalidade mesmo? Quer dizer, por que diabos nos deixamos ser usados?! Pelo direito de também usar? E isso, por sua vez, não nos levaria à simples verdade de que realmente não passamos de uma parte insignificante no território da existência?

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