sábado, 11 de maio de 2013

Uma vida espetacular


 Este desejo é imensurável.
 Nem as noites de sábado no bar, as luzes e o som alto da balada ou os amassos descomprometidos são capazes de substituir essa vontade de ter uma vida incrível.
 Nada do que é comum me atrai mais, pelo menos não como costumava fazê-lo. O tipo de "sobrevivência" na sociedade massificada, que inclui os sorrisos forçados, a necessidade de agradar ou os instintos físicos, vez ou outra ocasionados pelo álcool e a solidão, são parte de um mundo vazio demais para eu conseguir viver.
 Por outro lado, a arte, a literatura, as paisagens, a extremidade da sobrevivência, a endorfina que aparece na conquista e as coisas mais inacreditáveis que surgem para nos mostrar que "impossível" e "improvável" são apenas duas palavrinhas que só têm força se dermos força à elas, estas coisas sim me atraem.
 Se eu evitar os dramas inúteis e direcionar minha energia e motivação para as coisas que fazem algum sentido, mesmo que seja um sentido dado por mim mesma, então talvez eu possa alcançar o estado das melhores e mais inimagináveis coisas que há para se viver.
 Quero que meus olhos contemplem além das imagens da tv e do Google o que há de mais bonito, engenhoso e até mesmo improvável. O sentido que estou dando à minha vida não se encaixa neste pequeno mundo de desejos fúteis e programados. Por isso nunca fui capaz de me encaixar em um lugar algum. Simplesmente porque não quero pertencer à um lugar, quero conhecer todos eles. E mesmo que não possa contemplar pessoalmente as maiores maravilhas, quero tê-las guardada em corpo e alma.
 E que este sentido faça parte do meu coração. Que me complete de alguma forma e que me livre do comodismo da padronização.

 Amém.

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