domingo, 4 de janeiro de 2009

A saga continua.. Não tão dramática :)

Aqui estou eu. Escrevi o 3º capítulo, mas tenho que admitir que não é um dos meus preferidos porque não me agradou tanto. Espero que gostem, né? Caso não gostem, afirmo que os outros vão ser bem melhores. É que minha inspiração não estava muito boa, mas ela acaba de voltar.
Capítulo 3

Quando a aula acabou eu fui pra cantina e me sentei na mesa em que estava Selena e Holly. Elas discutiam sobre o namoro da Angelina Jolie com o Brad Pitt, e enquanto a Holly defendia o relacionamento, a Selena ficava pondo defeitos.
- Uau. Vocês sabem mesmo conversar sobre coisas importantes. – Eu ironizei ao sentar-me.
- Onde você esteve? Hoje é dia de pizza, devia chegar cinco minutos antes pra pegar um pedaço extra pra mim. – Disse Selena. Era um esquema entre nós. Quando fosse dia de comida boa na cantina, eu deveria entregar a comida pra elas já que eu quase nunca comia. Folgadas, não?
- É que o Sr. Kellog disse que eu tava muito aérea na aula dele e eu tive que ficar lá ouvindo ele explicar tudo de novo.
- E o que foi que ele disse?
- Eu sei lá, eu tava mais preocupada em não ser atingida pelo cuspi dele. – Eu disse.
- Urgh! – As duas soltaram.
Selena era minha melhor amiga desde a 3ª série. Nos conhecemos quando ela tentou pegar meu lanche a força e eu a empurrei. Não sei por que, mas ela gostou de mim. Quando terminamos a 8ª série, ela ficou um tempo estudando numa escola lá em Washington D.C, isso porque o pai dela tinha virado senador e ela foi obrigada a mudar. Um tempinho depois, os pais dela se separaram e ela voltou com a mãe dela, e aí o ensino médio foi ficando menos mortificante pra mim, já que eu era uma completa anti-social quando estava sozinha.
No ensino médio nós conhecemos a Holly. Ela era novata na escola e acabou que fazendo “amizade” sem querer com uns caras meio doidões. A gente acabou salvando ela de virar uma maconheira e desde então somos inseparáveis.
- Aí, quem é o cara novo? – Perguntou Selena observando o Ben sentar-se numa mesa um pouco afastada da nossa.
- Uh, ele é um gato. – Disse Holly.
- É o irmão do Ned. – Eu disse enquanto bebia a coca-cola da Selena.
- Tá falando daquele maluco que trocou a cabeça das nossas barbies por uma de dinossauro? – Perguntou Selena surpresa.
- Ele mesmo.
- Droga! Se eu soubesse que garotos problemáticos ficassem tão lindos na adolescência eu seria mais legal com eles. – Lamentou ela.
A mesa da Jamie era repleta de gente idiota. Pra começar com o trio das burrinhas, formado por Jane Lovato, Monique Stuart e a própria Jamie Cyrus. Ainda tinha os caras populares, tipo o Zac Efron e o Lucas Grabbel. Não que eu seja chata, mas esse pessoal adora pisar nos outros. Só porque são bonitos e ricos. E daí? Eu tenho um tio que é pescador e nem por isso eu fico me gabando! U,u
O caso é que a Jamie havia acabado de levantar de sua mesa de gente hipócrita e estava indo na direção do gato do Ben! Que por acaso é irmão do MEU melhor amigo, então porque ela simplesmente não dá o fora? Droga, esse cara tinha que ser tão irresistível pra atrair até a nojentinha da Cyrus?
- A cobra já vai dar o bote. – Comentou Holly quando viu Jamie sentar-se na mesa do Ben, que por acaso estava sozinho. Nós três passamos a prestar atenção na cena patética da Jamie, e eu tenho certeza que estamos prestes a presenciar a entrada de um anti-social gato no grupo de populares do James K. Polks High School.
- Oi, eu sou Jamie. Não liga pra minha voizinha de fresca não. – Imitava Selena enquanto Jamie dizia alguma coisa pra Ben. – Tipo, você é lindo e, hello, eu sou linda, combinou! Só não repara na plástica de 3 mil dólares no meu nariz, ou nas cicatrizes que o botox pirata deixou no meu rosto. – Eu dei risada. Cara, como a Selena detestava a Jamie. Tudo começou na 3ª série quando a Jamie jogou suco no chão, perto da Selena e disse que ela tinha feito xixi. Todo mundo ficou zuando ela e até hoje a Jamie ás vezes a lembra do incidente.
Nesse momento, eu via o Ben levantar-se da mesa e ir em direção á saída da lanchonete, e a Jamie ficar com uma cara incrédula que fez a Selena e a Holly gargalharem.
- Eu achei que não viveria pra presenciar um momento tão emocionante! – Disse Selena.
- Cara, ele deve ter dado um fora legal nela. – Disse Holly.
Era isso? Ben Barnes com toda aquela pinta de “eu sou o tal” deu o fora na garota mais bonita e popular da James K. Polks High School? Ah, então que chance tenho eu? Uma mera saxofonista amadora, viciada em astrologia e que curte Ray Charles?
Continua... (dãa)
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

As férias de verão...

Capítulo 2
...passaram rápido demais. Se bem que pra mim não faz muita diferença. Eu não tenho lá uma vida tão agitada.
Eu vou á aula de sax três vezes por semana durante os últimos três anos, treino em casa, como pizza com a Selena e com a Holly, minhas melhores amigas e só. E não! Eu não sou uma anti-social como intitula a senhorita “perfeitinha” (Cady). Eu tenho amigas! Acontece que eu não falo com o tipo de pessoa que a Cady se relaciona (sabe como é, esse povo metido), e então ela fica me chamando de fracassada e de anti-social. Mas tudo bem, ás vezes tranco ela no armário quando meus pais não estão por perto.
Mas voltando ao assunto “férias”, bom, as minhas foram ótimas, principalmente porque eu dormi a maior parte do tempo. As aulas já haviam começado há uma semana e não havia nada de novo na escola. Infelizmente a Jamie ainda estava lá. Ela passou a metade do ano inteiro dizendo que ia fazer fotos pro catálogo teen do Victoria’s Secrets. Ela fez, então pensei na possibilidade dela se mandar pra um lugar onde pessoas como ela vivessem em um grupo maior. Que pena que não foi bem assim.
Depois de uma semana de chatice, lá estava eu na aula de literatura. O professor citava um poema de guerra com tanta raiva que chegava a cuspir no pessoal da frente. Quando decidi dar um cochilo (sim, eu amo dormir) eis que a co-diretora entra e entrega um papel pro professor, que tinha parado de cuspir, digo, falar, para ler.
O jardim da escola estava repleto de folhas espalhadas pelo chão. É o outono. Sabe, eu não me surpreenderia se nevasse aqui em São Francisco em pleno outono. É o aquecimento global e tal né. De repente essa história aí de aquecimento global é só pra fama de alguns artistas caírem um pouco. Quer dizer, ele tá mais conhecido do que a Madonna.
O Ned é fascinado por essa história de mudanças climáticas, rotação da terra, buraco negro e tal. Na escola dele (que é a mesma que a da Cady) ele é meio que um nerd. O pessoal é meio malvado com ele. Como na vez em que um bando de garotinhos da sétima série o encurralou e o obrigou a dizer que aquecimento global era um mito. Ele chegou em casa todinho roxo. É o que dá demorar tanto pra desistir dos seus ideais.
Ei, espera aí! Eu to dopada ou aquele que acaba de entrar na sala é o Ben Barnes? Opa, acho que ele tá aí há uns 5 minutos ouvindo a imensa mensagem de boas vindas do Sr. Kellog, e eu só reparei agora? Qual é! As folhas não são tão interessantes assim! Já posso até ver a baba das garotas da sala escorrendo. Eca!
Isso é meio que moda aqui na K. Polks. Chega um cara bonito e as garotas o idolatram! Qual é, cadê a dignidade hein? E além do mais, eu o vi primeiro, deveria estar me gabando, certo? E lá vem ele.
Sabe, reparando bem, o Ben não tem mais aquela cara de psicopata mirim. Pra falar a verdade, ele parece não estar afim de se enturmar, assim como eu quando entrei no colegial. Ele passou tanto tempo naquele colégio militar que fico pensando se ele está preparado pra voltar a viver em sociedade.
O Ned me dizia que eles tinham que acordar ás quatro da manhã pra ficar fazendo abdominais e corridas, tinham que arrumar a cama e deixá-las um trinque, a comida era horrível e eles tinham que comer sem reclamar e ainda por cima não podiam receber a visita de familiares. O que me faz pensar em que crime tão grave o Benjamin (nome real) fez pra ir pra um lugar que mais parece um presídio do que uma escola. Eu jamais conseguiria arrumar a minha cama tão bem! Vai ver ele preferia viver num convento. Deveriam ter lhe dado o direito de escolha.
Epa! Porque ele está sentando do meu lado? Qual é! Esse é o único lugar vago? Hum, e não que é?
- Licensa. – Ele disse do modo oculto mais mal educado de se pedir licensa pra se sentar ao lado de alguém, e logo depois arrastou a cadeira e sentou-se, fazendo uma cara de tédio mais tediosa do que a minha. Se bem que eu não faço cara de tédio, eu apenas durmo.
- Toda. – Eu disse, evitando olhá-lo. Pra começar, ele era um arrogante e pra terminar ele é um gato. Eu fico nervosa perto de caras bonitos. Ah, mas não faz tanta diferença assim, ele está me ignorando mesmo.
Na minha primeira aula de sax há uns três anos, meu professor percebeu o meu profundo desinteresse em musica instrumental. Na verdade eu queria fazer violão, mas as vagas haviam acabado e o sax foi uma opção pra não ter que aturar a minha mãe nas quintas-feiras, dia em que ela fica bem nervosa por causa do jantar com os meus tios e acaba descontando em todo mundo sua fúria por odiar os irmãos do meu pai.
Meu professor começou uma história dele pra tentar fazer com que eu gostasse de músicas instrumentais. Ele dizia que toda vez que uma situação parecesse estranha, chata, dramática ou até engraçada ele pensava na melodia que mais combinaria com o momento, pra que tudo se encaixasse.
De principio eu achei uma coisa bem idiota. Por que isso me faria gostar de música instrumental? E além do mais, seria como assistir ao entediante filme da minha vida com música mais entediante ainda. Mas aí eu comecei a fazer isso e até que gostei. Foi daí que veio a minha mania, até agora oculta, de imaginar jazz instrumental em cenas da minha vida.
Porque eu disse isso? Eu não sei, mas o Ben me ignorava tanto que acrescentar uma trilha sonora naquele capítulo da minha vida era impossível e patético.
E se fosse pra mim acrescentar, seria You Don’t Know What Love Is do Sonny Rollins. Aquele tipo de música em que a pessoa se sente tão invisível pra pessoa amada que chega a ser triste. Não que eu ame o Ben Barnes! É só um exemplo.
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To muitoo feliz com os comentários que vocês deixaram! O que me incentivou a escrever mais e mais. :)
Que 2009 seja um ano maravilhoso pra todos vocês e que eu não me irrite tanto com essa mudança na gramática. Fazer o que, mudar faz parte, mas ainda estou tentando me convencer disso.
Beijooos

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Simplesmente Hayley

Capítulo 1

"John Coltrane é O BOM no sax. Quer dizer, o que seria do jazz sem o grande Coltrane? O que estou dizendo? Só o conheço há algumas horas. Idéia do meu professor de sax que disse que eu precisava conhecer mais os grandes nomes do sax. Acho que ele sente que está fazendo algo bom por mim nesse quesito, já que o único saxofonista que eu conheço é o Kenny G., e convenhamos que ele não gosta muito do Kenny. Sabe como é, tem essa história dele ser exibido, só porque ele gosta de ficar soprando a mesma nota durante 1 hora sem parar. Eu me pergunto como ele consegue tal proeza. Quer dizer, eu já tentei de tudo pra aumentar o meu fôlego. Desde o exercício básico de manter o papel na parede com o sopro, até o desespero de colocar a cabeça dentro de um balde d’água, o que não foi lá uma boa idéia já que minha mãe teve um surto e pensou que eu estava querendo me matar pra esquecer minha vida cretina (bom, foi assim que descreveu minha irmã).
Mas voltando ao Coltrane, aqui estou eu ouvindo sem parar o cd que meu professor me deu, quando na verdade eu deveria estar estudando biologia. Ah, pra quê eu preciso estudar isso? Eu não vou ser médica, nem bióloga e com certeza não vou precisar saber quais as células e nome dos ossos do meu corpo. Em compensação, minha mãe diz quase o mesmo do sax. Sabe como é, aquelas frases encorajadoras que só ela sabe me dizer: “Pra quê tocar isso? Você não vai virar uma grande lenda do jazz!” ou “Você devia se concentrar na matemática, pelo menos ela dá dinheiro ao contrário desse tal de saxofone que só faz eu gastar 15 dólares a cada vez que você quebra suas palhetas!”.
A única coisa que me deixa mais extasiada que o som do sax é o vizinho. Quer dizer, ele não é só um vizinho, ele é O vizinho. Na verdade, ele é o irmão mais velho do meu melhor amigo, Ned. O Ned tem treze anos e eu tenho dezesseis. O pessoal é meio maldoso é fica dizendo que eu estou tentando dar uma de pedófila pra cima dele, mas fala sério, o Ned é meu amigo desde que ele aprendeu a falar. Digamos que ele tinha 3 anos e eu 6. Minha mãe cuidava dele quando a mãe dele tinha que viajar por aí, já que ela é aeromoça, e eu acabava que tendo que ir também. E o resto é história. Uma história bem grandinha.
Bom, o fato é que eu só tinha visto o irmão do Ned quando nós dois tínhamos 9 anos. Eu nunca falei direito com ele, já que ele era meio doido. Sei lá, ficava me encarando com aquele olhar de criança homicida e comia giz de cera. Quando ele ia completar 10 anos, os pais dele o colocaram num colégio militar interno. Eu disse que ele era uma criança homicida!
Semana passada ele voltou. Agora ele é um jovem bonitão, com pinta de galã que faria as garotas da James K. Polks (escola que eu estudo) vibrarem. O nome dele é Ben, filho dos Barnes, o que o faz Ben Barnes, e que faz do Ned um Ned Barnes. Haha, que estranho.
Ah, que ótimo! Como se não bastasse minha mãe ficar reclamando do som do meu rádio, agora vem esse projeto de gente da minha irmã! Qual é o problema dessa garota? Tem treze anos e já parece uma louca batendo na minha porta como quem quer arrombar! Hum, espera aí, acho que é a intenção dela. Opa, isso não é muito bom.
- Hayley! Dá pra abaixar essa porcaria?! – Aliás, sou Hayley, prazer (:
- Dá pra parar de ser mala e dar o fora daqui?! – Eu disse depois de abrir a porta.
- Escuta aqui sua anti-social, eu tenho uma vida e estou tentando colocar ela em ordem aqui, tá legal? – Disse ela com o telefone na mão.
A Cady tem treze anos é já é a menina mais popular de sua escola. Ela conseguiu fazer em uma semana o que eu não consegui fazer em quatro anos: ser popular. Isso é meio constrangedor já que tem aquela história da irmã mais velha ser uma influência pra mais nova. A influência da Cady foi a Regina George de “Meninas Malvadas”, a influência que sobrou pra mim é a do que “nunca se deve ser”.
O Ned tem uma queda pela minha irmã, quer dizer, ele realmente é apaixonadíssimo por ela. Eu não sei bem porque, já que o que ela tem de chata, ela tem de metida. Ela é tipo assim, uma mini Jamie. Jamie é a metidona da escola. Talvez ela fizesse o tipo do Ben, ele é bonitão e ela se acha bonitona. Até na matemática, já que negativo com negativo é igual a positivo (vai saber se ele não continua sendo um garoto problemático).
- Ta! Eu baixo! – Eu disse por fim pra ver se a Cady calava a boca. Ela ainda tava falando alguma coisa mal educada enquanto eu pensava no Ben com a Jamie.
- Ótimo! – Disse ela antes de se virar e voltar a falar do “cara bonitinho da aula de química” com a Catherine, a amiga dela. E por falar nisso, como a Catherine, uma guria tão legal consegue aturar alguém tão chata como a ameba da Cady? Eis mais um mistério da vida."


Essa é uma história que andei escrevendo há um tempo. Segui a sugestão de uma leitora e aí está. Talvez tenha um 2º Capítulo. Enfim, espero que gostem.

Beijos. Feliz 2009 ;D


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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Sim...A mente humana

Eu sempre me considerei uma pessoa que pensa demais. É como se eu fosse alguém que nunca conseguisse parar de falar, só que ao invés da fala eu penso. Eu tenho certa dúvidas sobre certas coisas. Por exemplo, só eu falo comigo mesma mentalmente? Sei lá, isso é meio normal, certo?
Quando me deito pra dormir, fico pensando em tanta coisa que nem sei da onde vem tudo. Do nada surge perguntas sobre coisas sem sentido e sem valor algum. Sem falar das vezes em que eu dou uma de "adolescente sonhadora" e me imagino ao lado de Ben Barnes (o Caspian de "As crônicas de Nárnia"). Eu sei, fantasioso demais. Acho que o fato de eu pensar tanto em histórias na minha cabeça, e acredite, foram muitas histórias, fez com que eu tivesse certo gosto em inventar situações novas e diferentes através da escrita. É sério. Se meu computador não tivesse sido formatado tantas vezes, eu ainda poderia ver as tantas histórias que já criei. Agora tenho algumas ainda. O meu problema com a escrita de histórias é que eu nem sempre consigo terminá-la (ok, nunca consegui).
A minha vontade é de quem as lêsse pudesse imaginar do jeito que eu imagino. Quer dizer, na minha cabeça tudo é tão emocionante! Sem falar nas vezes em que eu estou quase terminando e me dou conta de que ela ficou muito clichê, ou talvez muito fútil, sei lá. Não que eu tenha criado personagens patricinhas. Na verdade, minhas personagens são pessoas tipo eu. A diferença é que na história elas se expressam sem medo, o que, cá entre nós, não acontece comigo.
Mas mesmo com esse meu problema de histórias com começo mas sem fim, eu adoro imaginá-las. Pra mim a história tem que ter um foco central, senão vai ser muito normal e aí a graça vai pro brejo. E eis que no começo minha inspiração era enorme! Mas fui parando e perdendo a prática. Quem sabe não a recupero, sei lá.
O caso é que a mente humana é uma coisa louca. Pelo menos a minha. Quer dizer, eu posso afirmar que me enquadro naquela comunidade do orkut: "Pessoas Pensantes". Acontece que pra mim a realidade ás vezes parece ser chata demais. A solução é imaginar... Imaginar alto.
Beijos
Feliz Natal o//
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Doce Criança dentro de Mim

Nunca deixo de pensar em como a infância é a melhor época da vida. É que as crianças têm aquela pureza e inocência que ninguém mais tem.
É como no pré, quando um simples “Oi” gera uma amizade que em menos de 5 segundos aparenta ser de anos. As crianças não ficam pensando demais para fazer algo, elas simplesmente fazem. Sempre se impressionam com coisas que nós achamos meio que insignificantes, como por exemplo, uma bolha de sabão. Elas não têm aquela ambição enorme que consome o homem, que parece nunca estar satisfeito e vivem criando “Por quês” um atrás do outro.
Elas sorriem por estarem felizes de verdade, não por ter que tirar uma foto pra pôr no Orkut. Elas aceitam umas ás outras por que entre elas não existe preconceito, e se perguntariam o quê seria isso e talvez até dariam risada ao ouvir a resposta. Claro, porque é tão pura perda de tempo, certo? Aquela risada que contagia todo mundo, até mesmo aquela pessoa cabisbaixa que vive dizendo que a vida não têm sentido, até ouvir aquele riso que a faz sorrir.
Ás vezes eu sinto falta dessa época em que eu deitava no chão e brincava de adivinhar as formas das nuvens. Essa época que eu ria por qualquer besteira e que eu não tinha a menor pressa de crescer.
Época que ainda deixou sua marquinha de saudade em mim, e aposto que em você também.
1 Ano de Blog! Êe Maravilhaa!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Aquela fase lá, sacas?

Ser adolescente é mesmo um tanto complicado. A gente fica preocupado com a escola, com o futuro, com nossos hobbys, com nossos sentimentos. Ficamos preocupados com nossa aparência e ás vezes nos tornamos meio que anti-sociais por causa dela. Tem dias que não conseguimos nos olhar num espelho que lá vem a depressão. Sim, a tal da depressão, que eu chamo de “depressão aborrecente na aborrecência”. Vendo deste ângulo, dá pra se concluir que ser adolescente só tem graça se você tiver uma beleza fenomenal. Bom, seria um problema a menos. Quer dizer, você não vê aquele tal do “grupo legal” da sua escola ir falar com você. Aquele grupo onde as meninas só andam com o nariz empinado e os caras só fazem besteiras e ficam se achando o máximo. O mais engraçado é que tem gente que quer ser como eles. Sim, porque eles são “os legais”. Mas o bom de ser adolescente, é que tem aquele pessoal que, sabe, é diferente.
Ser diferente é, em algumas vezes, uma questão de “coragem”. Tipo quando você é uma garota que raspa o cabelo dos lados e deixa um moicano roxo. A reação natural das pessoas é pensar coisas como “Eu hein”, e a reação dos tais “legais” é rir. Mas a reação do pessoal que gosta de ser diferente assim como essa garota é a de pensar coisas como “Hum, legal.” Ou talvez não pensar nada já que você sabe que cada um é cada um, e ninguém tem o direito de julgar.
Em outras ocasiões, ser diferente é uma questão de bom senso e segurança. Como se você criasse um estilo diferente das pessoas, mas ao mesmo tempo “light”. Tipo aquele pessoal que usam aquelas luvas cumpridas e com furos nos dedos. Eu acho bem legal, mas se você for andar com elas aqui onde eu moro, por exemplo, todos ficariam olhando pra você como se você fosse um extraterrestre. E o mais legal de ser diferente é que você simplesmente não liga! É, você apenas deixa rolar, leva na boa, fica suave, ou seja lá que outras formas tem de dizer isso. E a galera diferente não é apenas no estilo, é no modo de pensar. Tem uma opinião própria e não deixa que a má influência de alguém acabe com isso. E aí você se dá conta de que a tal da “galera legal” não é tão legal assim. Eu não vejo nada de legal em gente metida, você vê?
Outra das coisas que nos deixam aborrecidos na adolescência são as paixõezinhas. Tem aquele papo de “primeiro amor”. Todo mundo tem uma idéia linda disso, mas quando acontece, você tem vontade de transformar seu primeiro amor num peixe ao invés do individuo cretino. E vamos combinar que a frase “Meu primeiro amor foi um peixe” fica melhor do que “Meu primeiro amor foi um cretino” (ou talvez não fique). O fato é que se apaixonar é bom, mas sempre tem a fase do sofrimento.
Pense na sua melhor amiga que tem que ficar ouvindo você falando direto do tal cara dos seus sonhos. Agora pense na mesma melhor amiga ouvindo você xingar o cara. É meio natural.
O ruim desses lances de namoro é que se você chega atrasada nessa fase da vida, você fica meio insegura. Por exemplo, o primeiro beijo. Não há idade certa pra isso. Beijou, beijou, ora! Simples assim. Mas aí veio a tal da onda do “seja bv pelo menos até a sexta série”. Chegou na sétima, falou em beijo você acaba que mentindo automaticamente dizendo que já beijou. Não é irritante? A coisa que aparenta ser mais importante pra um jovem é o pesadelo de outro. Mas o pior é a falta de experiência. Tem aquela coisa do “deu errado uma vez, sempre dará”. Tudo bem, talvez eu já tenha pensado assim (talvez ainda pense ás vezes), mas isso é pura besteira. É como dirigir, você não vai conseguir fazer direito se não treinar. E assim como dirigir, a gente tem medo de bater num poste, se é que entende a relação entre as duas situações.
Tem também aquela situação meio rara do primeiro beijo ser tão péssimo que você se pergunta: “Qual é a graça?”. Afinal, todo mundo diz que é bom e quando você finalmente vai provar é aquela desgraça. Acho que sei por que isso. É como quando estamos tentando fazer o desenho perfeitinho, todo alinhado e do jeito que você pensou. E aí quando você vai ver ele ficou “planejado demais”. Mas aí você fica chateado e faz um desenho só por fazer, e quando você pára pra ver, olha só! Ele até que ficou bem legalzinho. O que quero dizer é que coisas espontâneas são muito melhores. Porque estamos fazendo porque gostamos, não por algum outro motivo, como impressionar alguém.
Como dizia o Dinho naquela música do Capital Inicial “Nem tudo é como você quer, nem tudo pode ser perfeito; Pode ser fácil se você ver o mundo de outro jeito”.
Enfim, ser adolescente tem lá seus momentos frustrantes, mas também tem coisas pra lá de boas! Coisas que talvez não consigamos fazer quando adultos. E é por essas e outras que dizem que adolescência é a melhor fase da vida, já que se a gente erra, temos a chance de consertar. Se queremos, podemos fazer acontecer. Temos a força de vontade do nosso lado, e nossas idéias são ouvidas por todos, querendo ou não, afinal de contas, nós somos ou não somos o futuro da nação?
Terça feira, 25 de novembro de 2008

sábado, 1 de novembro de 2008

Tudo espontâneo é mais legal!

Fala aê blogueiros e internautas de plantão! Beleza? Aqui estou eu novamente. Milagre! Soltem os fogos, depois de tempos sem postar semanalmente, aqui estou eu. Certo, tenho que confessar algo, tive essa súbita vontade de postar por... Hum, tédio.
É, sexta pra sábado é sempre um tédio pra mim. Sabe como é ruim ficar em casa sem nada pra fazer? Acho que até já assisti praticamente todos os filmes aqui de casa (inclusive O Alto da Compadecida, pela centésima vez). Me dá uma vontade danada de andar pela cidade, se divertir com os amigos, comer minha comida preferida, viajar e esquecer de todo o resto. Mas aí eu caio na realidade. Tenho 15 anos, não tenho dinheiro, meus melhores amigos moram meio longe e já deve ser meia-noite. Chato isso, não?
Tudo bem, é justamente nesses dias que ás vezes eu me sinto uma anti-social, deve ser por isso que eu gosto tanto da escola. Eu posso me divertir e rir a vontade. E fala sério, rir com os amigos é uma das melhores coisas que existem. E se quer saber, os melhores momentos do meu dia eu passo dando risadas, contando segredos, me divertindo, justamente com eles! Enfim, homenagem á vocês Leandra, Monalisa, Josy, Leandro e até mesmo você Fábio :P.
Pronto! Momento homenagem acabou. Hoje eu me dei conta de que esse mês este blog fará 1 ano! Sim! 1 ano! Emocionante! Tudo bem, você deve estar pensando "Eu não acho nem um pouco emocionante", bom, mas eu acho! Significa muito pra mim já que, desde que eu conheci o mundo dos blogueiros (Há uns 4 anos atrás) nenhum blog meu durou tanto. Isso mesmo. Eu fazia tanto blog daquele tipo de que não tem assunto algum, de colocar apenas imagens e poesias chatas, e passava a maior parte do tempo mexendo no html do layout, tudo isso pra no final não ter postagem nenhuma. Mas esse não! Esse aqui é o tipo de blog que eu tenho orgulho, e tipo, e daí que quase não tem comentário? Eu adoro escrever aqui, me sinto no meu mundo! Onde minhas idéias, meus sentimentos, minhas loucuras, onde tudo isso vale a pena! É aqui que eu liberto minha personalidade engraçada, meu jeito irônico e sonhadora de ser. Aqui eu abro minha mente e sinto que sei fazer algo certo e que ainda por cima eu gosto, eu estou escrevendo pensamentos e sentimentos meus que em algumas vezes são ocultos para os outros. Estou libertando minha mente, me sentindo livre pra poder expressar tudo que penso. É isso que esse blog significa pra mim. Pra vocês terem uma noção, nem mesmo aqueles diários de 12 reais que eu comprava em bazar durou tanto. No máximo umas 5 folhas só de coraçõezinhos e letras de músicas.
Mudando de assunto, fim do ano tá chegando. Eita, mais uma vez. Caraca, já vamos pra 2009! Ainda me lembro como se fosse ontem eu escrevendo no meu caderno aquele cabeçário todo da 4ª série "Osasco, 2 de novembro de 2003". Putz, o tempo passa rápido demais.
Ás vezes bate uma saudade daquela época boa da infância. Aquela que eu tinha que acordar cedo pra ir até o pré, aquela que eu tacava os bambolês da ed. física em cima do telhado da escola (sem querer ;), aquela em que eu brincava de pega-pega, esconde-esconde, aquela em que a manhã ficava marcada com aquela musiquinha do rádio "Vambora, vambora, vambora. Tá na hora, vambora,vambora", que de certa forma, irritava bastante. Aquela época que eu passava metade da virada do ano na igreja e a outra na casa dos vizinhos colecionando garfinhos de plástico pra brincar mais tarde, a época em que eu ia direto ao clube pra nadar e ficar brincando com meus irmãos, a época que não havia paixões para magoar meu coração, aquela em que tudo era inocência, até mesmo aquela que todos achavam que eu era muda e quando eu falava causava um impacto impressionante. A época da 5ª série, quando todos não passavam de crianças divertidas, a da 6ª quando rolava aquela guerra de branquinho, a da 7ª quando eu e minhas amigas cabulavamos aulas só pra ficar relembrando a quinta série, a da 8ª quando tínhamos medo da professora de matemática, a mesma que eu comecei a confiar nos amigos e me apaixonei pela primeira vez, e de repente, aqui estamos, na época em que tudo aconteceu e na época que meu coração sofreu mais do que nunca. A época dos meus 15 anos, onde as dúvidas percorrem em minha cabeça em busca de respostas, aquela que me dá vontade de fazer a diferença, que me faz sorrir por saber que tenho amigos verdadeiros, que me faz entristecer por me dar conta dos meus erros. Mais um ano, o que será que virá mais tarde? Quem sabe? Eu sei que algo realmente bom me espera.
Aí vem algo novo, verdadeiro, emocionante, intrigante, lindo e cheio de esperança e alegria. Bom, esse ano eu aprendi certas coisas que vão me ajudar muito no futuro. Legal né?

Pra encerrar esse post, eu coloco aqui o selo que eu ganhei do blog oohmygod - march of the revolution . Muito obrigada pra dona do blog Juujie :D


Beijoooooooos . Boa semana, galera!

P.S: Créditos dos mangás pra Juujie ;)