Enquanto lia pela milésima vez o livro “Lua Nova” no ônibus a caminho do meu curso em Osasco tive uma sensação.
Foi até meio estranho compreender algo daquele jeito. Quer dizer, tinha um cara todo molhado sentado ao meu lado, me apertando e cheirando esquisito. Sem falar de algumas meninas que não paravam de falar com o sujeito (que haviam acabado de conhecer).
Ás vezes pegava uma delas me encarando com cara de metida, sei lá. Na verdade, eu nem sequer liguei. Estava tão perdida no mundo fantasioso de Stephenie Meyer que dar atenção á quem me olhava feio seria patético.
Me dei conta que aquela insegurança que tomava conta da minha mente toda vez que olhavam pra mim não estava mais lá. Na verdade, eu me sentia bem, independente do que pensavam, falavam ou agiam. Me sentia realizada, nem ao menos sei o por quê, mas a sensação foi ótima.
Passei tanto tempo me incomodando com aparência e opiniões alheias que esqueci de MIM. Esquecia dos meus planos para o futuro, esquecia dos talentos que tinha, da beleza que sempre tive, mas que nunca percebi.
O fato de eu tentar impressionar tanto ás pessoas fez com que eu levasse um sermão da minha própria consciência. “Impressione a si mesma todos os dias. Os outros vão se impressionar naturalmente, sem nenhum esforço”. E sabe do quê mais? Pra quê? Impressionar aos outros, mas me sentir vazia. Era inútil.
Era inútil também pensar no passado, desenterrando mágoas passadas pra jogar na cara da vida e dizer: “A culpa é sua!”. Era inútil sempre me perguntar: “Por quê eu? Por quê não tenho sorte?”. Lamentar-se sempre. Me sentia uma fraca, incapaz de lutar pelo que quero ou de ser feliz sendo eu mesma. Shakespeare estava certo quando disse que lamentar uma dor passada no presente é criar outra dor e sofrer novamente.
Mas naquele momento eu me dei conta: E daí? Eu amo a mim mesma, amo a minha vida, minha família. Amo o que faço, amo o que sei fazer.
E ao me levantar, olhar pra aquelas garotas se esforçando tanto pra chamar atenção de um cara e ainda lançarem olhares superficiais para as pessoas, eu pensei comigo mesma: “Ainda bem que sou quem sou.”
Oh God! Tive uma epifania!
Foi até meio estranho compreender algo daquele jeito. Quer dizer, tinha um cara todo molhado sentado ao meu lado, me apertando e cheirando esquisito. Sem falar de algumas meninas que não paravam de falar com o sujeito (que haviam acabado de conhecer).
Ás vezes pegava uma delas me encarando com cara de metida, sei lá. Na verdade, eu nem sequer liguei. Estava tão perdida no mundo fantasioso de Stephenie Meyer que dar atenção á quem me olhava feio seria patético.
Me dei conta que aquela insegurança que tomava conta da minha mente toda vez que olhavam pra mim não estava mais lá. Na verdade, eu me sentia bem, independente do que pensavam, falavam ou agiam. Me sentia realizada, nem ao menos sei o por quê, mas a sensação foi ótima.
Passei tanto tempo me incomodando com aparência e opiniões alheias que esqueci de MIM. Esquecia dos meus planos para o futuro, esquecia dos talentos que tinha, da beleza que sempre tive, mas que nunca percebi.
O fato de eu tentar impressionar tanto ás pessoas fez com que eu levasse um sermão da minha própria consciência. “Impressione a si mesma todos os dias. Os outros vão se impressionar naturalmente, sem nenhum esforço”. E sabe do quê mais? Pra quê? Impressionar aos outros, mas me sentir vazia. Era inútil.
Era inútil também pensar no passado, desenterrando mágoas passadas pra jogar na cara da vida e dizer: “A culpa é sua!”. Era inútil sempre me perguntar: “Por quê eu? Por quê não tenho sorte?”. Lamentar-se sempre. Me sentia uma fraca, incapaz de lutar pelo que quero ou de ser feliz sendo eu mesma. Shakespeare estava certo quando disse que lamentar uma dor passada no presente é criar outra dor e sofrer novamente.
Mas naquele momento eu me dei conta: E daí? Eu amo a mim mesma, amo a minha vida, minha família. Amo o que faço, amo o que sei fazer.
E ao me levantar, olhar pra aquelas garotas se esforçando tanto pra chamar atenção de um cara e ainda lançarem olhares superficiais para as pessoas, eu pensei comigo mesma: “Ainda bem que sou quem sou.”
Oh God! Tive uma epifania!
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"Amar a si mesmo é o inicio de um amor para toda a vida."
Oscar Wilde
