terça-feira, 1 de junho de 2010

Deixe que digam, que pensem, que falem...


Acho que passei quase que toda minha pré-adolescência e adolescência preocupada demais com tudo o que os outros diziam ou pensavam sobre mim. É estranho como alguns de nós podemos sentir tanta necessidade de agradar aos outros, e pra quê mesmo?
Eu passei a tarde inteira me perguntando isso. É, isso aí: O caminho da escola, enquanto limpava a casa, passeando com minha cachorra e agora. Sério, eu não consegui achar uma resposta que valha a pena. Quem me conhece sabe que eu detesto remexer no meu passado. Hoje várias coisas dele vieram à minha cabeça. Suspeito que deve ter sido um daqueles momentos raros (pelo menos pra mim) em que você analisa a si mesmo: Como você era e como está agora. Fiquei feliz em concluir que estou bem. Ou melhor, ótima! Claro que, posso até dizer que coisas do meu passado me condenam. Era mico atrás de mico e muita, muita preocupação com o que diziam, o que achavam e o que faziam comigo.
É meio chato saber que perdi todo o ensino fundamental com algo tão idiota, mas eu devo ter aprendido. Sim, porque suponho que todos os erros que cometemos nos levam à, sei lá, o caminho certo, de repente. Aquele caminho certo que te muda e te evolui. Chega até a ser engraçado quando aquelas pessoas do seu passado te vêem e dizem: “Nossa, como você ta diferente”, ou simplesmente te olham meio abobados ou surpresos.
Eu diria que o que me mudou de verdade foi meu conceito. É, segurança é tudo mesmo (talvez quase tudo). Eu que o diga, já que percebi que muita gente não gosta de mim pelo meu humor exagerado, minhas piadas sem graça mais com graça, meu sorriso inabalável, minha vontade de aprender e do principal: minha alegria de viver.
Talvez, há uns 4 anos atrás, essa seria a minha descrição de uma realidade totalmente paralela, mas observando bem...Ela iria chegar mais cedo ou mais tarde, e chegou. Não importa o que digam, ou o que acham, não importa se eles só vêem os seus defeitos. Como dizia minha mãe na época em que eu não acreditava muito nisso, se você não gostar de si mesmo, então quem irá gostar? É, o que posso dizer? A coroa estava certa.

mãe, te amo muito!!!

domingo, 9 de maio de 2010

Estereótipo clichê

Vira e mexe você vê um casal de gordinhos com magrinhos. Vê um homem fazendo a sobrancelha e provavelmente o acha gay. Acha que todo corinthiano é bandido. E deve ter se acostumado com os ideais que a sociedade implantou. Como por exemplo o julgamento precipitado que temos de algo ou alguém.
Acho absurdo alguém achar absurdo o fato de que duas pessoas de cores diferentes estão juntas, ou são amigas. E também o fato de que só as magrinhas e os bombados tem o direito de serem felizes, porque, aparentemente, eles são os bons! Ou que toda poesia é chata e de que todo cabeleireiro é gay.
Esse estereótipo todo com o qual convivemos é ridículo. Acho que as pessoas julgam demais e conhecem de menos. É como olhar para a capa de um livro e concluir que ele é chato porque tem muitas páginas. Pensando nisso, meio veio uma ideia na cabeça.
Um montão de coisas que um montão de pessoas fizeram durante toda a história passaram de algo legal, como quebrar uma guitarra depois de um solo incrível, a clichê. Quer dizer, acho mesmo que quebrar uma guitarra é meio ridículo. Não entendo bem do assunto, mas se a ideia é mostrar o amor pela música, quebrar uma guitarra não demonstra tanto afeto assim.
A ideia é nos desapegar de todo estereótipo que nos cerca. Um estereótipo pode não ser grande coisa em alguns casos, mas em outros gera muito preconceito e nos dá uma idealização errada de como devemos ser, ou como devemos agir diante de determinadas situações. Já parou pra pensar na quantidade de distúrbios psicológicos o estereótipo de que ‘todas as mulheres para serem bonitas devem ser magras’ causou em diversas mulheres ao redor do mundo? Ou, em casos mais extremos, o fato de que todo muçulmano ou árabe em um país estrangeiro é terrorista.
Será que não podíamos viver num mundo onde a diferença fosse o que nos unisse? Eu sei, pareço estar pedindo demais. O mundo está longe de ser um lugar cor-de-rosa, com famílias como a da Britney Spears no clipe “If U Seek Amy”. Aliás, é engraçado o fato desse clipe ser uma ironia que desmascara o padrão de vida americano dos sonhos (acredite, estou longe de ser uma fã de Britney Spears, mas é verdade).
Então, se possível, deixem de lado as ideias formadas sobre o que você não conhece, e os julgamentos precipitados e preconceituosos sobre aquilo que “não se encaixa” na sociedade. E se quer saber, no final das contas, todos nós queremos ser diferentes uns dos outros. Isso é fato. Ser igual é tão...Clichê.
.

P.S: Crédito das imagens ao Liberdade Portuguesa

sábado, 8 de maio de 2010

Brigando a gente se entende?

Estava eu esses dias ouvindo as histórias que uma amiga contava sobre suas brigas. Eu ri à beça, porque a forma como ela as contava era cômica, como se fosse mesmo uma piada. Em algum momento de nossa conversa, ela me perguntou se eu me envolvi na briga que outra amiga havia se metido, para que eu a defendesse e tal. Eu disse que não, pareceu meio absurdo pra ela (ou talvez seja coisa da minha cabeça).
O fato é que eu comecei a pensar nas atitudes que tomamos por precipitação. Eu nunca fui muito de briga. Na 7ª série, agüentava provocações e insultos calada, e sempre, por mais que eu ficasse quieta e na minha, eu era um alvo fácil. Depois da minha estadia no ensino fundamental, o ensino médio pareceu melhor. Talvez por causa de uma ou outra atitude segura que passei para as outras pessoas, ou talvez seja pelo fato de eu ter conhecido pessoas que não julgam uma amizade pela aparência. A 7ª série me fez ver a escola em que eu estudava como um ‘ninho de cobras’, em que eu era constantemente picada, mas sugava o veneno e agüentava o resto dos anos.
Agora, depois de ter um pouco mais de experiências e de estar mais segura comigo mesma, provavelmente eu não aguentaria um desaforo calada, mas sou totalmente adepta ao grupo de pessoas que acha briga algo idiota demais.
Pra começar, nós somos seres humanos. A nossa ‘humanidade’ nos diferencia de todos os outros seres. Por termos um cérebro capaz de raciocinar e uma boca apta para soltar argumentos, por quê é que insistimos tanto em usar a força bruta para conseguirmos resolver nossas desavenças? Pelo que eu sei, isso nunca resolveu nada, e nunca vai resolver, mas mesmo assim insistimos mais e mais. Como já dizia alguém muito esperto, “errar é humano, insistir no erro é burrice”. Sendo assim, eu teria mesmo que concluir que alguns de nós somos bur
ros?
Sei lá, mas provavelmente foi o que eu penso que me fez não me envolver numa briga que, pra começar, nem era minha. E pro
vavelmente, ao critério de várias pessoas da minha escola, eu arreguei, sou traíra e tudo mais. Bom, ainda bem que o que as pessoas pensam de mim não me afeta tanto assim. Além do mais, eu gosto de ser a garota que é contra brigas, afinal, violência só gera violência e consequentemente mostra o quão ignorante o ser humano pode ser, mesmo sendo humano.
Só sei que toda essa falta de bom senso nos leva de volta ao tempo das cavernas: “Olho por olho, dente por dente”...Uau, e eu achando que éramos evoluídos.

domingo, 28 de março de 2010

E quando você é um novato no coral...

"...De repente, um montão de lembranças me veio à cabeça. Algumas, de certa forma, boas...Outras, não ruins, apenas episódios singelos da minha total invisibilidade daquele tempo. Minhas amizades que pareciam ser pra sempre naquele tempo, não passavam de rostos estranhos.
E aqui estou eu, deslocada. Como se eu nunca tivesse pertencido à esse lugar de fato. Nada aqui é o mesmo, afinal.
O que eu estou fazendo aqui? Testando minha fé? Não, eu não precisaria. Eu estava é tentando uma aproximação com Deus. Estou, aliás. Me prender a "isso" não me parece a melhor forma. Parecia há uma semana atrás, mas não agora..."

P.S: escrito numa folha de envelope enquanto me corroía de nervosismo.

terça-feira, 23 de março de 2010

Trilha sonora de uma vida

"I was Broken" é definitivamente a minha música de pós-fracasso. Eu sei que tenho uma mega queda por Robert Pattinson e esse foi o único motivo que me fez baixar uma de suas músicas 'não-tão-boas' pros outros (será possível que ninguém mais pode gostar de músicas lentas nesse pedaço de mundo onde eu vivo?!). Mas eu percebi que essa foi o tipo de música que algum dia eu poderia mesmo dizer que era como se fosse feita pra mim. Ou pelo menos eu esperava dizer, porque no meu plano de 'Decolar geral', I was Broken seria a música perfeita pra definir a minha fase pós-foça da vida e de mim mesma.
Pra falar a verdade, depois de "How to be", acho que Robert fez essa música justamente por causa de seu personagem super-gracinha-e-mau-amado Art. Vivendo na sociedade crítica que vivemos, tenho que mostrar o meu lado também crítico sobre o filme. Pra começar, chamá-lo de comédia é meio exagerado. "How to be" é o tipo de filme parado que algumas pessoas (muitas, talvez) não vá gostar (a não ser que seja fã do Pattinson). Na minha opinião, não foi o melhor filme já feito de modo algum, mas é bom. Mostra que Robert não é só mais um rostinho bonito, sensação de Twilight. Ele realmente sabe atuar.
Tudo bem, talvez eu seja suspeita por causa do fato de eu amar esse cara, mas...Whatever. Aparentemente, gosto de músicas e filmes que a maioria das pessoas que conheço não gostam. É estranho, mas eu amo isso. Odeio me sentir presa em rótulos e modinhas. Senão, por qual motivo meu irmão, depois de assistir meia hora do filme comigo, olhou pra minha cara e soltou: "Você não tá gostando desse filme, tá?".
Quer saber? Esse gosto super diferente me fez bem nos últimos tempos. Quer dizer, eu não fui contaminada pela febre do "Créu" e muito menos a do "Rebolatioon", o que, por sinal, é muito bom. Afinal, "I was broken" define minha vida melhor do que "Bota a mão na cabeça que vai começar!! O rebolatiooon, o rebolatioon!".

'Eu estive quebrado por um longo tempo, mas agora acabou'.


P.S: Quem foi a anta que inventou o rebolation?!

Ouvindo: I'll be your love, too - R. Pattz

domingo, 21 de março de 2010

Há certas horas...

Há certas horas, em que não precisamos de um Amor
Não precisamos da paixão desmedida
Não queremos beijo na boca
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro,
o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar,
que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente,
a brincar com a gente, a nos fazer sorrir

Alguém que ria de nossas piadas sem graça
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo
Que nos teça elogios sem fim
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável
Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado
Alguém que nos possa dizer:
“Acho que você está errado, mas estou do seu lado...”
Ou alguém que apenas diga:
Sou seu amor! E estou Aqui!

William shakespeare

domingo, 14 de março de 2010

Pressure

Você não odeia toda essa pressão? A pressão que o mundo nos põe, nos dando a ideia de como temos que seguir nossa vida, traçando um rumo todo robotizado sobre como devemos nos imaginar daqui há 10 anos. E você passa sua vida planejando seu futuro e imaginando como vai ser e como deve ser. Quer dizer, você nem pensa em coisas do tipo: “Bom, eu vou terminar a escola e depois? Ah, eu vejo como arranjo dinheiro”. Não, porque você se acostumou a sonhar com coisas difíceis e coloca na sua cabeça que vai conseguir aquilo, mas e depois? E se você não conseguir? Não dizemos isso, só pensamos, porque as pessoas vão lançar aquele papo de “Não seja pessimista”, mas não é pessimismo, é a realidade.
Eu acredito que o que queremos se deve a um fator que nos faça merecer aquilo, mas fala sério, se tudo sempre fosse assim não haveria fome, nem guerras, nem descriminação por aí. É tão fácil imaginar e dizer: “Ei, força de vontade é tudo!” ou talvez “Quer saber? Eu quero e vou conseguir!”. Acredite, é fácil demais, mas o que quero dizer é que o mundo não é aquela máquina de oportunidades que pensamos, ou que eles querem que pensamos. É só uma espécie de complô que tem como lema “Só os fortes sobrevivem!”. Até que é meio compreensível se isso fosse encarado como algo emocional ou como até mesmo a tal força de vontade, mas não é justo, não por isso, mas porque a verdade é que a definição de “fortes” que implantaram tem a ver com o poder, ou seja, dinheiro. Quanto mais dinheiro, mais rico, quanto mais rico, mais poderoso. E daí todos nós nos perguntamos o que fazer com tanto poder e a resposta é isso que nós vemos: O dinheiro corroendo as pessoas e as consumindo, transformando pessoas que deveriam ser irmãs em inimigas umas das outras.
E aí o jovem é visto como a “salvação” de todo esse “poder mal usado”. Somos o futuro, somos isso, somos aquilo, “vamos mudar o mundo”. Meus amigos, não é o mundo que precisa de mudanças, são as pessoas. Sério, já pararam pra pensar nisso? De que adianta lutar pelo meio ambiente ou lutar pela paz sem tentar mudar a sociedade? Eu mesma, por exemplo, quando trabalhava de empacotadora em um mercado, via pessoas tentando mudar o mundo, combatendo o aquecimento global, gerando ‘sustentabilidade’ para o futuro, mas por fora tratavam as pessoas de um jeito egoísta, fútil, com um sentimento de superioridade. E o que salvava tudo isso podia ser um simples “Obrigado” ou talvez a ausência de um olhar de superioridade para com os outros, afinal, devíamos ser todos irmãos! Estamos no mesmo barco.
É idiota demais defender a tese de que alguns de nós são melhores que outros. Todos somos racionais, certo? E mesmo assim cometemos erros, e acredite, erramos muito, erramos pra caramba! E depois vêem me dizer que fulano é melhor que cicrano (meu Deus, desenterrei fulano e cicrano)? Me poupe. É tudo uma questão de “Oportunidade”.
Tudo bem, o governo tenta acabar com a diferença social (não tanto quanto poderia), mas ela ainda existe e é bem grande. Ele tenta lançar mais oportunidades às pessoas, mas ainda sim falta muito.
E de repente, você se pega pensando no seu futuro e no futuro dessa sociedade “problemática” em que estamos vivendo, e talvez, alguns de nós guardem uma fé dentro de si e uma capacidade de mudar, não o mundo, mas sim as pessoas.
Se adaptar ao caos é uma escolha ruim, decidir viver no meio desse caos é uma escolha péssima, mas se decidir viver no meio do caos, lutando para mudar as pessoas com o melhor que elas têm e preocupando-se com o bem estar do próximo e não só consigo mesmo, bom, aí sim vamos estar vivendo fazendo algo que vale a pena.
E então...Já pode sentir a pressão indo embora?

“Não peço que os tires do mundo, mas que os livre do mal. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo” (Jo 17,15´16).