sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A FOTO


 São 6 da manhã. Ela mal acordou e o despertador já estragou seu dia enquanto cantava alegre e irritantemente uma versão mais "cool" de "One Love" regravada pelo Glee. Como se não fosse o bastante, a espinha que estourou na noite passada criou vida, e uma casquinha também. Exagerada do jeito que é, já foi longo pensando que estava sofrendo de uma hemorragia, mas não importa, porque no final das contas a sua grande preocupação não era morrer sangrando e sim morrer com a marca da maldita espinha bem na ponta de seu nariz. Foi até inevitável fazer uma comparação com aquela rena famosa do Papai Noel, cujo nome não me recordo (se bem que provavelmente eu não faço ideia do nome).
 Revoltada demais pra ligar para qualquer outra coisa, seu primeiro pensamento sã ao se olhar no espelho depois da catastrófica figura de um alien nascendo em seu nariz foi "Aparência é uma droga! Vou sair baranga mesmo!". E mesmo sendo a pessoa mais vaidosa do mundo, a preguiça de estar apresentável para o mundo exterior era tão grande que se convenceu de que realmente acreditava naquilo. HAHA, pobre tola.
 Ao abrir a porta de casa, viu o tempo fechado e a chuva fina cair incessavelmente. Saiu na chuva mesmo, afinal, não era de açúcar. Também considerou o fato de seu cabelo já estar uma droga e que nada no mundo seria capaz de piorá-lo.
 Pegou carona com a moça da auto escola, torcendo para que o dia passasse rápido o bastante para voltar para sua cama quentinha. Chegou no "agradável" Detran, onde as pessoas não eram sorridentes e nem simpáticas. Na verdade, eram todas mau-humoradas. Mas as entendeu, pois naquele momento ela era uma dessas pessoas.
 Para melhorar seu humor, chegou 2 horas antes do marcado para seu cadastro. Passou as duas horas observando pessoas indo e vindo numa fila em sua frente, ouvindo reclamações da meia idade sobre a falta de respeito que rolava com o horário e tomando banho da chuva fina que insistia em ir e vir. Ela poderia muito bem ter ido para o outro lado, onde havia um teto para protegê-la contra a chuva, mas estava ocupada demais disputando o lugar da frente com qualquer um que se achasse espertinho o bastante para lhe passar a perna.
 "Depois do barraco com o segurança do shopping?? Haha, sem chances!", pensava lembrando orgulhosa de um dos momentos mais constrangedores e corajosos de sua vida ao enfrentar um segurança de shopping que havia se colocado em sua frente enquanto descia a escada rolante pelo lado que sobe. Sim, ela se orgulhava disso.
 Finalmente, havia chegado sua vez. Entrou, passou pela primeira mesa e assinou o que tinha de assinar. Mais uma senha, mais um minuto de espera. Seu nome foi chamado. Senha 26, mesa 12. Sentou-se e cumprimentou a moça, que diga-se de passagem, parecia ter levado um pé na bunda do namorado devido à sua nada agradável expressão ao dar-lhe "Bom dia".
 RG aqui, assinaturas ali, impressões digitais acolá e tudo parecia finalmente acabar. Levantou-se aliviada, mas foi repreendida. Faltava algo mais.
 "A foto, moça!".
 O desespero tomou conta. "Foto?! Que foto?!", pensou enquanto olhava para os lados neuróticamente pensando em como escapar daquilo. "Só vai levar um minuto", disse a moça. Pois bem, sentou-se novamente, olhou para a câmera que parecia sorrir diabólicamente para ela, e antes que pudesse pensar em arrumar o cabelo encolhido de chapinha rapidamente, o flash disparou.
 "Confira a foto que vai para sua habilitação", disse a mal-humorada.
 O terror tomou conta da garota. Não podia ser! Aquilo a aterrorizaria por toda a vida. Seria motivo de chacota e sua estima abaixaria sempre que alguém pedisse para ver sua habilitação. Ela não poderia tirá-la da carteira de maneira orgulhosa para esfregar na cara dos outros que TINHA uma carteira de motorista, e nem usá-la no mercado ou em outro lugar qualquer quando pedissem para ver um documento de identificação.
 Era assim que seria reconhecida ao olharem sua habilitação: rosto inchado, cara de sono, cabelo bagunçado e encolhido e uma expressão que poderia muito bem dizer "kill me, bitches!". Era a foto perfeita... Para uma ficha criminal.

P.S: Vocês NUNCA verão essa foto.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

4 anos de Break Out!




Uau, 4 anos de blog. Dá pra acreditar? Ainda lembro da época em que o Weblogger era mania e eu mudava de template 4 vezes por semana. Me achava uma gênia do computador só pelo fato de conseguir copiar e colar um código HTML só para ter um template da Sakura Card Captors (e em outras ocasiões, templates do Simple Plan, Charlie Brown e animes que nunca ouvi falar). Claro que eu sequer escrevia algo que preste. Na verdade eu não escrevia lhufas!
 Era um passatempo inútil, admito. Porém, acho que foi esta mania que eu tinha de fazer coisas inúteis como um blog sem conteúdo que preste, que me levou a fazer finalmente um blog que tinha mesmo algo de útil!
 Claro que meus primeiros posts não eram lá tão úteis. Detalhes da minha vida no fim do ensino fundamental os preencheram. Não era tão interessante, nem importante o bastante para que eu sentisse vontade de relembrar todos os anos quase miseráveis do ensino fundamental (quem diz que o ensino médio é um terror não sabe o que é estudar o fundamental no Jairo Ramos).
 Mas de lá pra cá aprendi e cresci muito. Gosto de ter toda a evolução de minha vida registrada nos posts. Foi através desse blog que comecei a sonhar em ser jornalista. Eu não era tão boa com as palavras, mas sabem como é, a prática leva à perfeição. Mesmo assim, por vezes eu sentia que escrever já era. Passava semanas e até meses sem postar. Seria motivo o bastante para excluir o blog na primeira crise de existência que aparecesse, já que nos antigos os únicos motivos que me faziam excluí-los eram os exageros que eu colocava no HTML. Mas eu não o fiz, sorte minha, diga-se de passagem.
 Quem me acompanhou me viu crescer. Recebi críticas boas, ruins e construtivas. Vibrei a cada comentário e conheci blogs de pessoas incríveis, extremamente talentosas, capazes de fazer com que eu me arrepiasse com suas palavras profundas e risse com seus textos bem humorados, seguidos de uma pitada de crítica social.
 E agora aqui estou eu, com 4 anos de blog. Chique, hã?
 Obrigado a todos que seguem e já seguiram o blog, até mesmo às pessoas que criticaram. Acredito que um escritor é movido pelas críticas, pois sem elas não há como melhorar, certo? É preciso saber onde erramos e o que as pessoas pensam sobre determinado assunto. É assim que formamos nossa própria opinião, com base no que já foi visto, considerado e analisado.
 Fico feliz em dizer que este é o capítulo que marca uma nova fase da minha vida. Este aniversário não é apenas mais um (principalmente pelo fato de eu finalmente lembrar a bendita data!). É um marco histórico, onde eu finalmente me comprometo com algo que gosto! HAHA. Isso, aliás, tornou-se freqüente, ao contrário de alguns anos atrás, onde eu só aparecia por aqui para jogar em cima dos leitores meus problemas e dramalhões adolescentes que, vendo melhor agora, não significavam quase nada.
 Esta, queridos fofuxissímos leitores, é a estrada que passo a seguir em direção à maturidade! E este blog, que me acompanhou por toda a jornada que realizei na estrada anterior (aquela cheia de espinhos, dramas adolescentes e delírios de uma garota que sempre sonhou, e ainda sonha, alto demais), vêm comigo. Não estranhem mudanças. Elas acontecem e continuarão acontecendo toda a hora.
 Mas as lembranças continuarão aqui.
FELIZ ANIVERSÁRIO, Break OUT!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Fazer o que te ASSUSTA



   A frase encontrada no começo do blog é praticamente uma das primeiras coisas a se observar ao acessar este meu simples templo de ideias. Para aqueles que me acharam genial, não achem. Ouvi a frase pela primeira vez em um filme, e tenho que dizer, adorei. Foi como encontrar uma frase genial em alguma música que parecesse definir sua vida. No meu caso, sem a parte do “definir a vida”. Eu, na verdade, sou totalmente oposta a ela. Uma cagona e covarde de primeira.
   Na verdade, eu sou tão cagona que até hoje deixo as pessoas passarem na minha frente na fila do banheiro. Não por bondade ou por não dividir do mesmo sentimento de “aperto” que elas possam estar carregando. Mas por ser ‘pacífica demais’, o que numa linguagem mais chula daria no mesmo que ser cagona.
    Mas a frase em questão parecia definir muito meu eu interior, implorando para sair. Mas a verdade é que tudo que saia de minha zona de conforto me incomoda.
   “Nossa, Dani! Você é o “único” ser humano a sentir isso”, vocês devem estar pensando. Bem, nada disso. Eu tenho completa ciência de que nós, seres humanos, temos tendência a nos incomodarmos com tudo aquilo que nos deixe consideravelmente desconfortáveis. É aí que está o perigo.
    Este maldito incômodo, que transforma pessoas adoráveis como eu em covardes cuja dignidade morre a cada dia todas as vezes em que uma ninfeta entra no banheiro que eu deveria entrar, é um atraso de vida. A solução mais fácil é fingir-se de muda e mostrar o dedo, mas até mesmo ela é um desafio.
    Por isso, caros leitores que não dispõe da maravilha do dom de “rodar a baiana”, eu proponho um desafio: transformar a frase em realidade. Fazer o que te assusta, seja andar numa montanha russa ou declarar-se para alguém.
    Tenho uma leve impressão de que os riscos desmedidos são exatamente o que fazem o mundo girar. Aquelas coisas que você faz sem pensar muito, sem esperar uma resposta exata, só para acabar de vez com as dúvidas, ou liberar a endorfina de prazer que sai ao declarar livre e alegremente: “É A MINHA VEZ DE USAR O BANHEIRO, SUA BISCATE!”.
     Liberemos a endorfina, a sensação de “dever cumprido”. Eu farei o mesmo. Tentarei fazer. Bem, quem sabe? Sou covarde, lembram?

...

domingo, 6 de novembro de 2011

Uma reflexão pessoal sobre as revoltas recentes na USP


 Um dos assuntos mais comentados tem sido a invasão do campus da USP por alunos que exigem a retirada da Polícia Militar do campus. Claro, pois servir e proteger a comunidade não significa nada se os estudantes não tiverem o direito de utilizar substâncias ilegais, certo?
 Honestamente, manifestações como essas, carregadas de hipocrisia, estão me tirando do sério. Para começar, voltemos à situação precária da educação pública. Imagino que uma universidade pública deveria, em sua maioria, ter estudantes de escolas públicas. Não desmereço outros estudantes, que apesar de possuírem um padrão alto de vida, esforçam-se para conseguirem as desejadas vagas nas melhores universidades públicas do país. Culpo, com o peito estufado, o governo brasileiro, que mesmo tendo o índice de impostos mais alto do mundo, não utiliza todo esse dinheiro na educação, e nem preciso citar o resto da coleção de falhas do “país do samba”.
 Exemplo disso é a situação absurda dos professores. Lembro de ler e ouvir em alguns lugares que a profissão de professor costumava ser uma das mais honradas e gratificantes, chegando a ficar no patamar de médicos e advogados. Mas conhecem o Brasil, certo? O tempo passa, e se por um lado a economia cresce e o país cresce junto, por outro a cada dez passos para frente, retrocedemos oito de forma contínua. Agora isso!
 Somos marionetes de um sistema que pune os pobres e beneficia os ricos, valoriza os incompetentes e menospreza a classe social de verdadeiros trabalhadores. Lutadores que enfrentam as lotações do transporte, o atendimento ruim nos hospitais públicos e outros tantos desafios de ser brasileiro.
 Que país maravilhoso, quase beirando ao caos, é esse? Onde os políticos são recompensados por sua corrupção, os humoristas são processados e presos por suas piadas e os estudantes burgueses de uma universidade pública “exigem” a retirada de PMs para que possam usufruir tranquilamente da maconha? Maconha, que é responsável por tirar a vida de milhares de jovens e adultos em todo o país, afinal, faço minhas as palavras de Matias*, “vocês não têm a menor noção de quanta criança entra pro tráfico e morre por causa de maconha e de pó”.
 Pois eis aí nossos futuros representantes, uma corja de jovens que possuem ideias e objetivos superficiais, escondendo-se atrás de “revoluções” hipócritas (Che Guevara deve estar se revirando no túmulo). E torcemos, meus caros brasileiros, para que a justiça seja feita, afinal, já chega de sustentar os burgueses mimados, cujos sonhos não são de uma revolução pacífica e libertadora, mas sim de uma vida de regalias sustentada por nós, meros mortais aqui, das classes baixas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Liberdade na nova geração


Nada é mais como há 20 anos. Em todo o momento somos bombardeados de novas informações. Criou-se uma consciência maior com o meio ambiente e certa dependência em estarmos sempre conectados nas redes sociais. A geração ganhou até nome, a chamada "Geração Z". Comparada às gerações passadas, respiramos liberdade ao mesmo tempo em que nos sentimos presos a uma sociedade cujo jovem é visto como o futuro da nação.

O Estatuto da Criança e do Adolescente é claro quando determina que o jovem tem direito à cultura, ao lazer, à dignidade, ao respeito e entre tantos outros direitos, à liberdade. Mas o modo como esta liberdade é explorada é um assunto delicado. Soltar totalmente às rédeas é dar espaço para o descontrole da sociedade. Jovens são revolucionários? Claro. O futuro? Sem dúvida. Merecem autonomia, sim, assim como qualquer outro ser humano. Mas nessa fase da vida, onde são lidadas tantas questões que parecem definir todo o resto de suas vidas, a maturidade ainda está em fase de construção. A palavra "liberdade", que define o caminho por onde passam todas as escolhas de uma pessoa, deve vir sempre seguida de disciplina.

Porém, é preciso sempre analisar o limite entre disciplina e tirania. Investir em projetos de leis que façam as pessoas sentirem-se presas é assinar um atestado de desconfiança. Muitos não entendem a cabeça dos jovens. O que passará por ela diante de medidas extremas é basicamente "Não sou confiável o bastante para tomar minhas próprias decisões?".

Dessa forma, é preciso que entendamos que a proibição não é a melhor forma de tratar aqueles cujo futuro está em mãos. A melhor maneira de construir uma nação mais desenvolvida, segura e harmoniosa está no investimento justo à educação e à cultura, despertando a paixão pela revolução que o jovem tem nas veias. Deixando de tratá-lo apenas como outro qualquer e direcionando-o no caminho certo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Expectativas, não espere por elas

John Lennon disse uma vez que a vida é o que acontece enquanto fazemos planos. E de fato, quem consegue viver sem planejar? Eu era adepta a esse clube. Ansiosa e super organizada até demais. Tinha dias que o simples fato de não riscar o calendário me incomodava. Algo fora do plano e eu enlouquecia, como se tudo tivesse ido por água abaixo. De uns tempos pra cá tenho aprendido a lição. E confesso, está sendo meio doloroso.

Sou daquelas que quando colocam algo na cabeça, inventa um mundo onde todas as possibilidades favorecem a tal coisa. Costumava ser divertido na 7ª série, quando imaginar minha vida daqui a dez anos era mais interessante do que vivê-la, de fato. Agora é complicado, frustrante e por muitas vezes decepcionante. Sim, meus caros. Eu falo dela: a expectativa.

Uma de minhas frases preferidas está na letra de uma canção da banda Paramore. “Mantenha seus pés no chão enquanto sua cabeça estiver nas nuvens” esteve em meu nickname do MSN por bastante tempo. A mensagem era inteligente, interessante e principalmente: um alerta. Claro que teimosa do jeito que sou ignorei o tal aviso por um bom tempo. Quem ligava? Era só uma frase em uma canção.

A frase fez todo sentido um tempo depois. Uma das piores coisas da vida é idealizar demais algo e logo depois decepcionar-se. E no final das contas, mesmo culpando o mundo inteiro por isso, o culpado é sempre você. Apenas você. Nunca me disseram, mas a imaginação apesar de não ter limites, deveria ter. E eu não digo isso de uma maneira melancólica, na verdade, sou totalmente fã da imaginação. O grande problema foi que eu simplesmente esqueci os limites. Faço isso às vezes. Fiz isso hoje.

Expectativas. Penso seriamente em tirar esta palavra de meu vocabulário, afinal, se você não joga não têm como perder, certo? E bem, se isso parece covarde ou deprimente, que seja. Nesse caso, prefiro dar razão ao Lennon. Por que não acreditar nesse simples e sutil estilo de vida? Parar de planejar tanto e começar a agir. Que tal?

Bem, talvez em algum momento da minha vida eu finalmente perceba que as coisas realmente acontecem quando devem acontecer. E talvez quando estas tais coisas acontecerem, eu esteja alerta o bastante para lembrar de “manter os pés no chão enquanto minha cabeça estiver nas nuvens”.

domingo, 17 de julho de 2011

Carta ao futuro dono do meu coração


Tenho pensado muito em você. Estranho, pois você não me conhece e eu também não te conheço, ainda. E mesmo assim você consegue invadir meus pensamentos, meus sonhos. Apoderar-se de parte significativa de meus desejos mais profundos.
Eu não te conheço, mas você já me tem nas mãos. Já possui a garantia de que olharei apenas para você, pois estou guardando meu olhar 43 para o homem que conquistar meu coração. Engraçado, mais uma vez você já o fez. Inconscientemente, em algum lugar, ele já está conquistado, esperando apenas um empurrãozinho do destino, um alerta de “É hora de se apegar”. Mas não pense que vai ser moleza, minha cabeça e meu coração trabalham em repartições diferentes. Não gostam de se misturar, e tendem a discutir muito. É difícil fazê-los chegar a um acordo. Mas acredito que você conseguirá, afinal, deve haver algum motivo especial que te faça ser especial.
Já te idealizei muito. Por vezes chegava a ser perfeito demais, o que te deixava entediante. Outras vezes era aquele que quebrava meu coração quase sem querer. Depois de fazê-lo em pedaços, você dava seu jeitinho de juntá-los novamente e permanecer em minha cabeça.
Agora já nem sei mais. Eu realmente não te conheço, e tenho evitado idealizações novamente. Elas sempre acabam perdendo feio para a realidade. Eu costumava cair alto demais depois de fazer de você um arranha-céu. Continuei inteira sabe lá Deus porquê. Foi por isso que parei de esperar por sua versão da perfeição. Ela não era real.
Fique sabendo que me bastará ser cuidada, pra variar. Aceitarei seu casaco quando sentir frio, seus abraços quando eu estiver triste e suas cócegas quando tentar me animar. Em troca, lhe darei o mesmo com uma porção extra de amor, carinho e paixão. Eu irei te fazer feliz, acredite.
Mas e você? Me fará feliz também? Irá segurar minha mão quando eu estiver prestes a desabar? Estará comigo quando tudo que eu precisar for um sorriso seu? Você irá me aceitar quando o mundo não conseguir?
Espere! Não me responda, ainda. Ou melhor, não me responda apenas com palavras. Responda-me com atitudes. Aqueles pequenos gestos que parecem não dizer nada, mas dizem tudo. Daí, você não precisará dizer nada, pois eu já saberei.
Ah, e não esqueça: quando nos conhecermos pessoalmente, me faça rir. É quando meu coração e minha cabeça dão uma trégua. Mas até lá, não se importe em curtir sua vida pra valer sem mim, pois farei o mesmo sem você. A verdadeira história começará quando ambos apertarmos as mãos dizendo: “Prazer em conhecê-lo”. O primeiro capítulo ainda será escrito.