segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Chegadas e partidas


Estou indo embora. Mais uma vez, dizer adeus se prova mais difícil do que pensei. Mesmo evitando ficar toda emocional, ainda me pego chorando por nada no meio de algum filme da netflix - pra só depois me dar conta de que as lágrimas não foram para o enredo.

Ir embora é estranho. Na primeira vez o medo era o de sair por aí sozinha para se aventurar em outro país, na segunda ainda resta um pouco dele, mas é aquele tipo que todo mundo carrega pelo menos um pouquinho dentro de si: do futuro. Mas a verdade, meu caro, é que estou me preparando para aquele inevitável momento em que eu faço minhas malas e digo adeus novamente.

Eu sou uma daquelas pessoas péssimas em dizer adeus. Tão péssima que já menti pra não ter que ver uma amiga querida partir - soa horrível, eu sei. Sinto dizer mas quanto a isso, não amadureci o suficiente. Antes de partir eu me torno esse ser estranho que tenta, inutilmente, esconder as emoções e se fazer de forte, até dar as costas e chorar sozinha no caminho solitário até a fila de embarque.

Partir faz parte, olhar para as suas malas e se dar conta de que sua vida cabe em compartimentos também. Pensar em recomeço, futuro e tudo mais é apenas um dos efeitos colaterais. Mas se consigo extrair um pouco de alegria de todo esse drama, é o fato de olhar para quem eu era quando cheguei e quem eu sou um ano depois. 

O choque de culturas, a dificuldade de se comunicar e de gerenciar a falta que a familiaridade faz me fez, de certa forma, mais forte.

Talvez ir embora fique mais fácil com o tempo, ou não. Mas também me mostra que não fui feita para ficar em apenas um lugar ou pra me conformar com a opinião alheia. Me ensina, na verdade, a absorver os bons conselhos, mas no final tomar as minhas próprias decisões. A aceitar que as pessoas pensam de forma diferente, mas não abrir mão dos meus valores. E a dizer adeus, mesmo quando dói demais. 

Porque dizer adeus também significa seguir em frente. 



- Meus melhores desejos para você em 2019! Happy New Year!

terça-feira, 27 de novembro de 2018

A vida longe das redes - Parte 1



Semana passada decidi começar um experimento. Como seria ficar sem as minhas redes sociais?

Me perguntei isso quando percebi em mim sinais claros de infelicidade - por nenhuma razão específica. 

Eu planejava escrever esse texto ao final do experimento, mas eis aqui algumas impressões que consegui até o momento:

1. Minha produtividade estava baixíssima. O instagram ocupava uma parcela enorme do meu tempo, e isso me distraía de fazer coisas realmente benéficas como ler um livro ou escrever alguma coisa.

2. Cheguei a um ponto em que, mesmo não querendo postar nada, eu postava uma foto. Eu queria ver os likes subindo, eu queria a sensação de pertencimento e de popularidade que a internet falsamente nos traz. Em certo momento, me dei conta de que estava praticamente "chorando" por likes - e isso me fez sentir uma idiota.

3. Eu estava sentindo claramente inveja de pessoas que nem eram tão próximas assim. Era aquela sensação horrível de que todo mundo está seguindo em frente menos eu. Eu me sentia injustiçada - por nada. Foi uma maneira interna de perceber que todo aquele conteúdo estava, na verdade, me impedindo de amadurecer, enquanto eu comparava a minha vida com a de outras pessoas - e não tinha frase bonita que me fazia mudar isso.

4. Me sinto mais focada. Antes não conseguia terminar nenhum livro que começava pois 10 minutos depois de começar a ler eu parava para ver as minhas notificações. Hoje estou quase terminando um livro que comecei há uma semana atrás - em inglês.

5. Eu percebi que eu não me importava tanto assim com algumas pessoas. Não me entenda mal, eu explico: existem pessoas que fizeram parte do meu ciclo social há um longo tempo atrás, e que por algum motivo não fazem mais. Elas seguiram com a vida dela, e eu segui com a minha. Mas por algum motivo, a internet me traz aquela falsa sensação de que ainda temos uma conexão - estenda isso para ex-lovers e você terá um problemão. Ficar longe disso por um tempo me fez perceber que, eu não ligo tanto assim. Na verdade, me traz uma certa positividade a respeito da minha própria vida que era difícil de enxergar com a tela do celular 24h diante dos meus olhos.

6. Depois desse período de black friday, é possível que eu estenda esse experimento para sites de compras também. A Amazon tem o dom de me falir.

Pra ser totalmente honesta, eu acessei minhas contas uma vez ou outra. Mas nada que tomasse mais de 10 minutos do meu tempo. Mas depois de perceber que na verdade, eu me sinto ligeiramente mais feliz, eu meio que vou cortar totalmente pelos próximos dias.

Te conto como foi no próximo post.

domingo, 28 de outubro de 2018

"I'm from Chicago" ops, San Francisco, oh no... wait



Viajei sozinha por uma semana.

Uma semana chegando cedo em aeroportos, torcendo pra que a companhia aérea desse comida de graça, tendo que lidar com as consequências dos fuso horários locais deste país e lutando para subir na beliche em todos os hostels que fiquei.

E eu andei bastante. Eu devo ter subido cada ladeira de San Francisco enquanto era ultrapassada por bondinhos lotados de turistas - meu contador de passos não me deixa mentir - só pra depois me dar conta de que estava indo na direção errada. Encarei o frio de um passeio de barco pela baía e ouvi Train enquanto passava por debaixo da Golden Gate iluminada.

Encontrei na minha própria companhia algo inédito: sossego e euforia. Escrevi mentalmente roteiros de um romance que nunca aconteceu, fui beijada pelo vento da Califórnia e levei pra Chicago um baita de um resfriado. Mas fui feliz.

Dessa vez, só com uma mochila. Não, não estava lotada de expectativas, mas eu provavelmente exagerei na quantidade de snacks.

Chicago me trouxe um senso de vida adulta que eu nunca experimentei. Tive vontade de dizer a todos que perguntassem que eu estava ali a negócios. Quase fingi uma reunião importante por skype. Na real? Eu me senti descolada pra caramba. Acho que tudo bem a gente se iludir um pouco fora da nossa pátria.

O vento lá é mais intenso, as ruas são mais limpas, os restaurantes iluminados, as pessoas bem vestidas e os homens um colírio para esses olhos castanhos que vos fala.

Eu andei como uma local - até eu tirar o self stick e entregar a minha condição de turista. A pizza é boa mas o hot dog é esquisito - aparentemente é uma ofensa colocar ketchup naquelas quebradas.

A cidade é toda artística. Mas nesse quesito sou uma analfabeta. Algumas pessoas olham para o Cloud Gate e conseguem fazer análises profundas de sua representatividade. Eu só consegui pensar: "Que saudades do feijão da minha mãe". Uma questão de perspectiva, eu acho.

Mais de uma vez a frase "I'm from Chicago" dita por Nick Miller em New Girl passou pela minha cabeça - e isso quase me fez comprar uma camiseta do Bears - mesmo não entendendo nada de futebol americano.

Eu viajei sozinha por uma semana. Uma semana em aeroportos, uma semana pechinchando pra comprar lembrancinhas, uma semana pra construir uma narrativa que, dessa vez, não era fictícia.

Vivi o sonho e vou pra casa com o coração cheio de gratidão - e a bolsa cheia de souvenirs, é claro.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Quando em New Orleans



Preciso te falar sobre New Orleans.

Em questão de festas, me lembra um pouco o Rio. Eu particularmente não tenho essa ânsia de conhecer a cidade do cristo redentor, e o carnaval não é minha praia. Mas se New Orleans fosse o Rio, ao invés de samba e funk tocando nas ruas, você ouviria jazz a cada esquina. Falo de jazz de raiz, tocado por alguma pessoa talentosa no meio da rua.

Um deles estava na frente do famoso "Cafe Du Monde". Ele tinha a voz de Louis Armstrong e ouso dizer, um jeitinho meio brasileiro de fazer a gente se sentir bem vindo. E por falar nas pessoas, as pessoas do sul são diferentes. Em alguns momentos você talvez se encontre parado tentando entender a rota dos bondinhos na Canal Street, e ao perceber que você está perdido, alguém vai te abordar perguntando se você precisa de ajuda - e eles não vão te cobrar nada por isso.

Se você é bom em identificar sotaques, você vai notar o sotaque do sul. O pessoal de Louisiana têm um jeito meio descontraído de falar, chega a ser charmoso dependendo do ponto de vista. Já falei de gente talentosa? Bom, tem também. De criancinhas usando baldes como baterias - e arrebentando no som - até sapateadores disputando qual lado da calçada recebe mais atenção. E caso você entre numa loja de fudge perto do centro, não se surpreenda se uma das funcionárias te receber cantando como se fosse Billie Holiday enquanto te apresenta os sabores disponíveis - isso me arrepiou.

Em algum lugar do French Quarter você vai se deparar com uma loja de vampiros. "A única loja de vampiros do mundo", a atendente de cabelos vermelhos vai dizer. Uma dica? Tente fingir levar a sério a coisa toda. A maneira como ela conta a história de cada item que nos salta os olhos na loja me faz pensar que ela realmente acredita que eles estão entre nós.

E talvez estejam. Será? New Orleans é conhecida por suas macabras histórias. Fãs de série como eu vão ser influenciados por The Originals e se sentir no meio da coisa toda, esperando Klaus aparecer com seu charmoso sotaque britânico. Spoiler: Ele não aparece. Mas é interessante passar na frente de todos esses lugares, palco de tantos horrores e superstições ligadas à pessoas desaparecidas e mortas no decorrer do tempo. Fantasmas, vampiros, Delphine LaLaurie e sua casa de horrores - assista American Horror Story: Coven - tem de tudo um pouco.

Os restaurantes escondidos nos lugares improváveis do French Quarter dão uma sensação de mergulho no passado. A comida é fantástica, e talvez você se sinta tentado a experimentar o tal drink "Hurricane", e talvez você faça isso no brunch - isso aí, às 11h da manhã - e mais tarde, enquanto curte mais jazz no barco a vapor que veleja pelo Rio Mississipi. E existe uma pequena chance de você tentar forçar a sua mente a se lembrar de alguma canção sobre o Mississipi - eu mesma não consegui.

Eu sempre vou me lembrar dessa viagem. Das longas caminhadas, dos passeios nos bondinhos, da música ao vivo na Bourbon Street. Eu vou lembrar quando olhar para o souvenir do cara tocando trompete na minha estante, quando lembrar da foto polaroid que dei pra minha amiga depois do Ghost Tour por achar que tinha um fantasma nela, e quando olhar pra tatuagem no meu braço - resultado de um de meus raros momentos sendo espontânea.

Mas vou me lembrar principalmente das pessoas.

Vou lembrar da Nadine, a especialista no Yelp e em drinks com muito gelo, da Ninian que me zuou porque eu não conseguia falar "Pigeons" direito, do Samuel, o garçom que não soube dividir nossa conta, mas que foi adorável e nos rendeu boas risadas, da mulher da loja dos vampiros e do australiano com cara de irlandês que dividiu quarto com a gente no hostel - mas esse último só porque era um colírio pros olhos.


domingo, 2 de setembro de 2018

Sobre ser o que eu bem quiser


Esse não é um protesto feminista.

De fato, não sou uma feminista.

Se eu acredito que as mulheres têm o direito de serem livres e independentes, ou de ganharem seu salário de acordo com sua função de forma justa ao invés de serem discriminadas pelo simples fato de serem mulheres? Hell, yeah!

Agora, se eu me vejo no estereótipo feminista atual? Não.

Entenda, eu acho o máximo o quão únicas somos como mulheres e como podemos ser fortes mesmo com nossas fragilidades. E acredito que é isso que nos torna tão genuínas.

O ideal de liberdade feminina me encanta. Ele coloca lá embaixo a teoria de que o papel da mulher é casar, procriar e só.  Mas eu, particularmente, não encontro compatibilidade com o discurso feminista atual que prega contra o conservadorismo e apoia o aborto com a desculpa: "meu corpo, minhas regras", mas que impõe à mulher um molde ideológico em prol de uma agenda política a ser seguida como requisito para se enquadrar no movimento.

Porém, não menosprezo o feminismo. Gigante como é, a causa feminista é digna de atenção quando sabe como escolher suas batalhas. Mas acredito que todo movimento, seja ele político ou social, tem seus lados extremos que encaram todos os outros como insignificantes. Por isso mesmo não gosto de me apegar a rótulos.

Se uso uma camiseta dizendo que o futuro é feminino, isso não significa que menosprezo o papel do homem na sociedade, mas que sou, na verdade, uma admiradora das conquistas das mulheres e reconheço seu impacto no futuro como bastante significativo. Mas isso não faz de mim uma feminista, assim como acreditar que um condenado por corrupção não tem o direito de concorrer à presidência não faz de mim uma eleitora do Bolsonaro.

Na minha concepção, abraçar um rótulo é se comprometer com todo o movimento - mesmo a sua parte corrupta. E o problema nesse ato é a maneira como o rótulo em si reduz pessoas à debates hostis quando não alinhados com suas filosofias particulares.

Então, permaneço sem ser feminista, sem partido e sem rótulos. Mas se quiser me rotular, que ao menos seja como alguém que está em busca de sensatez no meio de toda essa bagunça generalizada que virou a sociedade.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Minha afeição e medo da solidão


First things first.

Eu gosto dos meus momentos de solitude. Eu poderia passar o dia todo citando uma lista de coisas que eu amo fazer sozinha. E verdade seja dita, depois de tantos anos, eu finalmente aprendi a apreciar a minha própria companhia.

É estranho, mas eu tenho infindáveis conversas comigo mesma. Existem piadas internas que eu sei bem que ninguém mais entenderia melhor do que eu. Pensar nisso me faz questionar como tanta gente não consegue suportar passar um tempo consigo. Cara, eu queria isso todo dia!

Exceto que não, não é todo dia que eu me sinto assim.

Veja bem, assim como você, eu sou uma pessoa com sentimentos e emoções. Eu posso usar a desculpa de que sou introvertida, de que a minha personalidade requer conexões mais complexas e profundas pra sentir algo - e que na falta delas, eu me conformo comigo mesma - mas no final de alguns dias eu vou me sentir solitária, e não do jeito bom.

Percebo que isso sempre vai acontecer depois de assistir alguma comédia romântica muito boa, ou depois de passar horas no sábado à noite no instagram comparando a minha vida com a dos outros - e me perguntando como todos podem estar se divertindo tanto naquele momento enquanto eu me sinto tão miserável.

E antes que eu seja atacada com uma chuva de discursos sobre tudo no instagram ser meio fake, deixa eu te dizer: eu sei disso. Eu sei que as pessoas naquela festa voltaram aos seus celulares logo depois da foto, eu sei que aquele casal talvez nem se olhe mais nos olhos depois de tanto tempo, eu sei que aquela blogueira pode ter tirado a maquiagem lacradora logo que achou a foto perfeita e que talvez ela acabe a noite, assim como eu, assistindo à Bridge Jones com um pote de sorvete na mão.

Viver essas emoções fora do seu país torna tudo um pouco mais intenso. A falta que a familiaridade faz alguns dias é imensurável. Sentir cheiro de café no final da tarde, por exemplo, é o meu jeito particular de lembrar da minha mãe pedindo:"faz um cafézinho pra nós". Para só então eu lembrar que por mais um dia o cafézinho vai ser só pra mim mesmo.

E se o intuito desse texto é ser honesto, preciso dizer que tem dias em que eu resolvo desistir um pouquinho de tudo. São os dias em que eu me deixo sucumbir com as mentiras de que nada de bom acontece comigo, ou de que ninguém ao menos sente a minha falta. Esses são os dias em que quero reclamar e choramingar pra mim mesma sobre como a vida é injusta. Como fulana tem o corpo perfeito e eu não, ou como o ciclano me substituiu, como eu sou uma péssima amiga, ou motorista, ou profissional.

E nesses dias, eu não quero que ninguém veja a minha dor. A mulher forte que eu construí na minha cabeça não perde seu tempo choramingando. Ela chora de noite, e no outro dia se prepara pro trabalho como uma guerreira se prepara para a guerra.

Só que essa mulher ainda está aprendendo que vulnerabilidade também é força. E essa não é uma lição fácil de ser aprendida, uma vez que, na minha cabeça, esta é uma sentença questionável.

O que me faz calar todas essas questões é lembrar de que as mulheres mais fortes que conheço seguiram - e ainda seguem - em frente mesmo depois de uma noite de lágrimas. Elas pedem ajuda, elas entregam seus corações mais uma vez - não importa quantas vezes ele seja quebrado.

A solidão é confortável em certo ponto porque não existem riscos ou expectativas. Ás vezes ela é fácil e o seu silêncio é confortante. Mas quando ela grita, machuca a nossa alma.

Ultimamente eu não tenho ouvido esse grito - embora um ou outro sussurro de vez em quando. Tenho até lidado bem com suas diferentes nuances. Porém, ainda tenho uma ou outra crise pós-filme-romântico-adolescente-da-netflix.

E sim, eu ainda quero entregar meu coração de novo e ser vulnerável, só não me peça pra abrir mão das minhas idas sozinha ao cinema, ou serei obrigada a discursar sobre os motivos que levam uma introvertida a criar conexões profundas com hábitos que não envolvem terceiros.

Estamos combinados?

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Confissão dos 4 meses


Eu estou vivendo em outro país há 4 meses. E diferente do que o instagram mostra, a vida aqui nem sempre são flores.

Quando cheguei não estava em busca do "sonho americano". O que eu queria mesmo era a experiência de morar fora do país por um tempo, mesmo com medo, mesmo com todas as chances contrárias.

Já disse isso muitas vezes, mas meu maior medo é a estagnação. Eu preciso saber que, independente de onde eu esteja, eu estou indo pra algum lugar. Mas repito, nem tudo são flores. Essa semana mesmo desejei secretamente voltar pra casa mais vezes do que o normal. Nada como a nossa casa, nada como a nossa gente.

Hoje eu entendo porque brasileiro se diz o povo mais feliz da Terra (ao menos no estado de espírito se nós excluirmos a política, a inflação alta, a pobreza etc).

As pessoas que conheci são boa gente, me tratam com respeito e são pacientes. Mas não deixo de notar em outras um certo preconceito dissimulado, um senso de grandeza exagerado e algumas manias controladoras.

Deixo claro aqui que não estou generalizando. No final das contas somos todos pessoas, e pessoas tendem a vir em diferentes formas, independente dos contextos culturais.

Isso não muda o fato de que é um desafio diário escolher continuar a tentar se adaptar - ou sobreviver - a uma nova cultura, especialmente se você não concorda com algumas das coisas que essa cultura prega. Mas hoje me peguei pensando nos motivos que me trouxeram até aqui. Eu me forcei a escrever novamente os lugares que quero visitar e os objetivos que desejo alcançar.

E não só isso, mas me forcei a lembrar também das coisas boas que já vivi. Alguns desses momentos ficarão guardados na minha memória para sempre.

Pensar a longo prazo me ajuda a botar meus pensamentos em ordem, a passar por cima do que tenta me derrubar. A saudade de casa me faz lembrar onde é o meu verdadeiro lar, mas a distância me mostra que chegar até aqui e persistir é como ganhar uma batalha contra as próprias limitações, todos os dias.

Mesmo nos dias em que sinto que estou perdendo.