domingo, 25 de janeiro de 2009

Cap. 4 - Primeiro contato inesquecível

Cara, como eu odeio teoria. Pra quê eu preciso aprender teoria musical sendo que eu já sei? Eu estava pensando exatamente isso no meu curso de música. Era pra eu estar tocando, mas o professor faltou e eu fui obrigada a ficar nessa aula com crianças de doze anos. Por que simplesmente não me mandaram embora? Eu poderia tocar em casa, já que nas férias meu pai me deu um saxofone novinho da Yamaha. Foi porque eu consegui notas ótimas na escola, e foi tipo uma recompensa. Papai tem sido bonzinho, porque vocês fazem alguma idéia de quanto custa um saxofone? Ainda por cima da Yamaha! Acima de mil dólares. Se bem que quem não gasta isso comigo é minha mãe. Ela prefere gastar 500 dólares todo mês com a Cady e suas roupas de grife do que comigo e minhas palhetas de sax (que por acaso são baratinhas! 15 dólares a caixa).
É que a minha mãe tem uma mania chata de que a aparência é a chave pro sucesso. Foi por isso que quando eu fiz quinze anos ela me obrigou a vestir roupas de patricinha, me levou num salão e fez tudo quanto é tipo de tortura. Desde tirar a sobrancelha até a depilação com cera quente. Naquele tempo eu conversei com ela e disse que ela estava um pouco empolgada demais com isso de eu ser uma adolescente. Ela até entendeu, mas eu tive que mudar meu jeito meio despojado de ser. Eu não ligo pra aparência em tempo integral, mas eu tenho consciência de que eu tinha que me arrumar pra me sentir bem comigo mesma. As roupas de grife que ela comprou pra mim ficaram pra Cady, e eu adotei um visual mais light e espontâneo, de acordo com o meu humor pra escolher a minha roupa de manhã.
Ótimo, a aula acabou. Agora vou é pra casa ficar fazendo nada. Eita vida boa!
Chegando em casa não tinha ninguém. Segundo o bilhete que minha mãe deixou na geladeira, Cady e ela foram ao shopping e meu pai estava numa reunião importante sobre tartarugas marinhas. Ele é publicitário, e uma ONG estava afim de fazer um comercial sobre a preservação das tartaruguinhas.
Eu abri a geladeira e peguei o pote de sorvete que estava alí esperando por mim. Quando começo a comer e sento no sofá pra assistir, meu celular toca, era o Ned.
- Fala Ned. – Disse eu, atendendo.
- O que tá fazendo?
- Devorando um pote de sorvete. – Eu disse enquanto mudava os canais da TV a cabo. – E você?
- Construindo meu novo telescópio.
- Sério? – Eu disse empolgada. – Legal! – Eu não disse que o Ned era um nerd de primeira? Quando ele resolve construir telescópios é porque tem algum planeta que vai poder ser visualizado do telhado dele. E como eu adoro essas coisas, eu fico vendo com ele. – O que vamos ver dessa vez?
- Júpiter! – Disse ele.
- Legal. Como é que você descobre essas coisas hein? Eu não consigo achar no Google.
- Haha. Minha querida, eu não preciso de Google. Só é saber o eixo de Júpiter em volta da...
- Ta bem, ta bem. Eu já entendi. – Disse eu tentando impedir que ele começasse uma enorme explicação sobre Júpiter e sua órbita.
- Você quer vim aqui em casa? A minha mãe tá preparando bolo de chocolate com calda quente.
- O seu irmão tá aí?
- Não. – Respondeu ele com estranheza – Por quê?
- Por nada não. Eu já to indo. Beijos.
Ah, eu não queria encontrar o Sr. Estranho e perfeitão.
Eu cheguei na casa do Ned em menos de cinco minutos. Ficamos conversando sobre a revista de astronomia que o Ned havia acabado de comprar enquanto comíamos o bolo de calda quente da Sra. Barnes, que por acaso estava muito bom! Então, a porta da sala se abre e adivinha quem entra na cozinha? Ele mesmo! Ben, de mochila nas costas e com um sorriso maravilhoso.
- Oi mãe. – Diz ele dando um beijo na bochecha da Sra. Barnes. – E aí moleque. – Diz agora ele cumprimentando o Ned com um aperto de mão.
- Ainda bem que já chegou. Eu guardei um pedaço do bolo pra você na geladeira. – Dizia a mãe do Ned. Mas eu estava sem graça demais pra prestar atenção. Eu fingia estar olhando a tal revista e percebi que o Ben ficava olhando pra mim com aquele sorrisinho misterioso dele. E, cara! Como ele é lindo! Pena que é um ser arrogante e desprezível.
- Veja só se não é Hayley Smith. – Disse ele soltando outro sorrisinho fatal.
- Boa memória. – Eu respondi depois de tirar os olhos da revista e olhando pra ele.
- O Ben está estudando na mesma escola que você, Hayley. – Disse o Ned.
- Eu to sabendo.
- Somos da mesma sala de história. – Disse Ben.
- Isso é ótimo! Podem estudar juntos quando tiverem um dever ou um trabalho. – Disse a Sra. Barnes empolgada. – Está vendo como o tempo é generoso, Ben? A Hayley virou uma linda menina. – Nesse momento eu fiquei vermelha que nem um pimentão. Isso porque eu sou meio moreninha hein. Cara, a Sra. Barnes sabe como deixar alguém sem graça.
- É verdade. – Disse Ben. E eu admito que isso me fez ficar ainda mais constrangida e até mesmo surpresa. O mais novo gato da escola dizendo que eu sou bonita?
- Hehe. – Eu ri sem graça – Gente, o papo tá ótimo, mas eu preciso estudar. – Eu disse me levantando meio desajeitada e acabei batendo a perna debaixo da mesa. – Shit! – Sussurrei.
- Desde quando você estuda? – Perguntou Ned rindo.
- Estudar sax. – Eu disse soltando um olhar de “cala a boca, ou te mato!”. Ele entendeu, soltou uma risadinha e voltou a comer seu bolo.
- Ah, então é do seu quarto que sai aquele som de sax. – Disse Ben, interrompendo o meu olhar de “vou matar o Ned”. – Interessante, mas acho que ele está um tanto desafinado. – Disse ele soltando um sorrisinho arrogante.
- Engraçado, pois eu acho que ele está ótimo. – Eu disse cruzando os braços e falando como se eu não ligasse pro que ele dissesse. Ned sabia bem que eu só falava daquele modo quando estava me irritando e franziu a sobrancelha, e aposto que estava torcendo para eu não xingar aquele cidadão.
- Bom, de qualquer modo seria bom você dar uma checada na boquilha dele. – Disse ele.
- Valeu pela dica. – Eu disse com um sorrisinho falso.
- Quem ele pensa que é, hein? Com aquele jeito de bonzinho na frente da mãe dele, mas longe ele é um arrogante estúpido. E que saber? Pensando bem até na frente da mãe dele ele é assim, acontece que ela não percebe! É uma tarefa pra raciocínios rápidos como o meu e o do Ned. – Eu dizia andando de um lado a outro na minha casa para Selena e Ned, que estavam sentados nos dois puffs que havia no meu quarto.
- Ei! – Exclamou Selena. – E eu?
- É uma boa amiga. – Disse Ned dando tapinhas de consolo no ombro de Selena que fez uma cara feia. – Mas Hayley, o Ben é legal.
- Eu achei que ele zoava você o tempo inteiro. – Eu disse confusa.
- E ele zoa, mas fazer o que, é tarefa de irmão.
- Hum, ele tá certo. Se eu tivesse um irmão o zoaria o tempo inteiro! – Disse Selena e eu a olhei com aquela cara do tipo “Meo, cala a boca”.
- Ainda vem falar da afinação do meu sax. Haha! Como se ele soubesse alguma coisa disso. – Então eu fui em frente á porta da minha sacada e gritei – Quem é que ficou 3 anos estudando pra aprender a tocar hein? E quem foi que ganhou o prêmio de melhor saxofonista da Harper’s?! Fui eu!
- Hum, você tá sabendo que esse agora é quarto do Ben e não meu, né? – Disse o Ned.
- Ah, droga! – Eu disse me jogando no chão. Selena e ele pensaram que eu estava louca. – Por que você não me avisou?
- Como é que eu ia saber que você ia dar uma de louca? – Disse ele.
- Quer saber Hayley? – Disse Selena levantando-se e indo até mim e me levantando a força. – Se você dá tanto importância a ele é porque você é afim dele.
- Quê?!
- E além do mais, qual o problema? Ele é um gato e você já tava pagando um pau pra ele antes mesmo de vê-lo na escola! – Disse ela da maneira mais natural e como se estivesse certa. Tá, mas o Ned não precisava saber que eu estava GAMADA PELO IRMÃO PROBLEMÁTICO DELE!
- Como é? – Perguntou ele em tom de gozação.
- São as coisas que acontecem com adolescentes normais. – Disse Selena – Talvez você saiba daqui há uns... Sei lá, 10 anos. – Caçoou ela.
- Eu tenho 13! – Reclamou o Ned.
- Ah, desculpe. Me confundi com o seu tamanho. – Logo depois, soltou um sorrisinho, deixando Ned irritado.
- Parem já com isso! – Reclamei. – A questão aqui é que eu NÃO estou gamada pelo Ben, e eu não quero dirigir a palavra á ele nem pintado de ouro.
- Você acha que agora que ele falou com você na casa dele vai falar na escola?
- Por que não? – Disse de braços cruzados.

"O tempo revela todas as respostas dentro de cada um..."


terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Crepúsculo, livros e prêmios


Esses dias tenho estado bastante viciada em um certo livro (ou 4 certos livros, como quiser). Deixa eu explicar.
Eu havia assistido o trailer do filme "Crepúsculo" no Youtube, já que todos falavam dele e aí eu fiquei curiosa. Adorei. Então decidi ler o primeiro livro, mas antes que o acabasse, eis que eu fui assisti-lo no cinema. Nem preciso dizer o quanto eu adorei, preciso? Eu sei que sou muitas vezes exagerada, mas esse é o melhor filme já feito.
Foi aí que terminei de ler o primeiro livro, depois fui pro segundo, "Lua Nova", depois pro terceiro "Eclipse" e agora estou no quarto "Amanhecer" (Breaking Dawn). Nunca tinha me interessado muito por essas histórias de vampiros, mas essa é uma exceção e tanto. Stephenie Meyer sabia o que estava fazendo. Sem falar que Edward Cullen é o sonho de consumo de qualquer garota (Haha, apaixonei :~). Resumindo, a história é linda, Bella Swan e Edward Cullen são muito fofos e eu adoro o jeito super-protetor dele.
Mas mudando de assunto, estou muito feliz pois meu blog recebeu 3 selos. Isso mesmo! Bem legal, né? O primeiro foi o Prêmio Dardos, indicado pelo blog "Rabiscos da Say". Aliás, muito obrigado! Mesmo!


Numa outra vez, também fui indicada pelo mesmo prêmio por outro blog, mas nem prestei atenção nas regras. Mas agora vou fazer certo, estamos combinados?
Segundos as regras, devo indicar 15 blogs para receber o prêmio, então aí vão eles:


Pronto. O segundo e o terceiro selo quem indicou foi Teorias Mirabolantes & Palhaçada, hein!
Valeu gente :D



6 Regras:

Linkar a pessoa que te indicou.
Escrever as regras do meme em seu blog.
Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
Deixe a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.
Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.

6 coisas sobre mim:

1. Adoro John Mayer
2. Queria saber tocar violão
3. Apaixonei pelo Edward Cullen (ele é da Bella ^^)
4. Vou ser jornalista
5. Quero viajar pelo mundo
6. Fugia do hospital quando era minha vez de tomar injeção :~

6 indicações:


É isso. Obrigado a todos que indicaram o prêmio e a todo pessoal que visita o blog. Mesmo! Isso me deixa muito feliz!
Próximo post publico outro capítulo da história.
Beijooos!


domingo, 4 de janeiro de 2009

A saga continua.. Não tão dramática :)

Aqui estou eu. Escrevi o 3º capítulo, mas tenho que admitir que não é um dos meus preferidos porque não me agradou tanto. Espero que gostem, né? Caso não gostem, afirmo que os outros vão ser bem melhores. É que minha inspiração não estava muito boa, mas ela acaba de voltar.
Capítulo 3

Quando a aula acabou eu fui pra cantina e me sentei na mesa em que estava Selena e Holly. Elas discutiam sobre o namoro da Angelina Jolie com o Brad Pitt, e enquanto a Holly defendia o relacionamento, a Selena ficava pondo defeitos.
- Uau. Vocês sabem mesmo conversar sobre coisas importantes. – Eu ironizei ao sentar-me.
- Onde você esteve? Hoje é dia de pizza, devia chegar cinco minutos antes pra pegar um pedaço extra pra mim. – Disse Selena. Era um esquema entre nós. Quando fosse dia de comida boa na cantina, eu deveria entregar a comida pra elas já que eu quase nunca comia. Folgadas, não?
- É que o Sr. Kellog disse que eu tava muito aérea na aula dele e eu tive que ficar lá ouvindo ele explicar tudo de novo.
- E o que foi que ele disse?
- Eu sei lá, eu tava mais preocupada em não ser atingida pelo cuspi dele. – Eu disse.
- Urgh! – As duas soltaram.
Selena era minha melhor amiga desde a 3ª série. Nos conhecemos quando ela tentou pegar meu lanche a força e eu a empurrei. Não sei por que, mas ela gostou de mim. Quando terminamos a 8ª série, ela ficou um tempo estudando numa escola lá em Washington D.C, isso porque o pai dela tinha virado senador e ela foi obrigada a mudar. Um tempinho depois, os pais dela se separaram e ela voltou com a mãe dela, e aí o ensino médio foi ficando menos mortificante pra mim, já que eu era uma completa anti-social quando estava sozinha.
No ensino médio nós conhecemos a Holly. Ela era novata na escola e acabou que fazendo “amizade” sem querer com uns caras meio doidões. A gente acabou salvando ela de virar uma maconheira e desde então somos inseparáveis.
- Aí, quem é o cara novo? – Perguntou Selena observando o Ben sentar-se numa mesa um pouco afastada da nossa.
- Uh, ele é um gato. – Disse Holly.
- É o irmão do Ned. – Eu disse enquanto bebia a coca-cola da Selena.
- Tá falando daquele maluco que trocou a cabeça das nossas barbies por uma de dinossauro? – Perguntou Selena surpresa.
- Ele mesmo.
- Droga! Se eu soubesse que garotos problemáticos ficassem tão lindos na adolescência eu seria mais legal com eles. – Lamentou ela.
A mesa da Jamie era repleta de gente idiota. Pra começar com o trio das burrinhas, formado por Jane Lovato, Monique Stuart e a própria Jamie Cyrus. Ainda tinha os caras populares, tipo o Zac Efron e o Lucas Grabbel. Não que eu seja chata, mas esse pessoal adora pisar nos outros. Só porque são bonitos e ricos. E daí? Eu tenho um tio que é pescador e nem por isso eu fico me gabando! U,u
O caso é que a Jamie havia acabado de levantar de sua mesa de gente hipócrita e estava indo na direção do gato do Ben! Que por acaso é irmão do MEU melhor amigo, então porque ela simplesmente não dá o fora? Droga, esse cara tinha que ser tão irresistível pra atrair até a nojentinha da Cyrus?
- A cobra já vai dar o bote. – Comentou Holly quando viu Jamie sentar-se na mesa do Ben, que por acaso estava sozinho. Nós três passamos a prestar atenção na cena patética da Jamie, e eu tenho certeza que estamos prestes a presenciar a entrada de um anti-social gato no grupo de populares do James K. Polks High School.
- Oi, eu sou Jamie. Não liga pra minha voizinha de fresca não. – Imitava Selena enquanto Jamie dizia alguma coisa pra Ben. – Tipo, você é lindo e, hello, eu sou linda, combinou! Só não repara na plástica de 3 mil dólares no meu nariz, ou nas cicatrizes que o botox pirata deixou no meu rosto. – Eu dei risada. Cara, como a Selena detestava a Jamie. Tudo começou na 3ª série quando a Jamie jogou suco no chão, perto da Selena e disse que ela tinha feito xixi. Todo mundo ficou zuando ela e até hoje a Jamie ás vezes a lembra do incidente.
Nesse momento, eu via o Ben levantar-se da mesa e ir em direção á saída da lanchonete, e a Jamie ficar com uma cara incrédula que fez a Selena e a Holly gargalharem.
- Eu achei que não viveria pra presenciar um momento tão emocionante! – Disse Selena.
- Cara, ele deve ter dado um fora legal nela. – Disse Holly.
Era isso? Ben Barnes com toda aquela pinta de “eu sou o tal” deu o fora na garota mais bonita e popular da James K. Polks High School? Ah, então que chance tenho eu? Uma mera saxofonista amadora, viciada em astrologia e que curte Ray Charles?
Continua... (dãa)
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

As férias de verão...

Capítulo 2
...passaram rápido demais. Se bem que pra mim não faz muita diferença. Eu não tenho lá uma vida tão agitada.
Eu vou á aula de sax três vezes por semana durante os últimos três anos, treino em casa, como pizza com a Selena e com a Holly, minhas melhores amigas e só. E não! Eu não sou uma anti-social como intitula a senhorita “perfeitinha” (Cady). Eu tenho amigas! Acontece que eu não falo com o tipo de pessoa que a Cady se relaciona (sabe como é, esse povo metido), e então ela fica me chamando de fracassada e de anti-social. Mas tudo bem, ás vezes tranco ela no armário quando meus pais não estão por perto.
Mas voltando ao assunto “férias”, bom, as minhas foram ótimas, principalmente porque eu dormi a maior parte do tempo. As aulas já haviam começado há uma semana e não havia nada de novo na escola. Infelizmente a Jamie ainda estava lá. Ela passou a metade do ano inteiro dizendo que ia fazer fotos pro catálogo teen do Victoria’s Secrets. Ela fez, então pensei na possibilidade dela se mandar pra um lugar onde pessoas como ela vivessem em um grupo maior. Que pena que não foi bem assim.
Depois de uma semana de chatice, lá estava eu na aula de literatura. O professor citava um poema de guerra com tanta raiva que chegava a cuspir no pessoal da frente. Quando decidi dar um cochilo (sim, eu amo dormir) eis que a co-diretora entra e entrega um papel pro professor, que tinha parado de cuspir, digo, falar, para ler.
O jardim da escola estava repleto de folhas espalhadas pelo chão. É o outono. Sabe, eu não me surpreenderia se nevasse aqui em São Francisco em pleno outono. É o aquecimento global e tal né. De repente essa história aí de aquecimento global é só pra fama de alguns artistas caírem um pouco. Quer dizer, ele tá mais conhecido do que a Madonna.
O Ned é fascinado por essa história de mudanças climáticas, rotação da terra, buraco negro e tal. Na escola dele (que é a mesma que a da Cady) ele é meio que um nerd. O pessoal é meio malvado com ele. Como na vez em que um bando de garotinhos da sétima série o encurralou e o obrigou a dizer que aquecimento global era um mito. Ele chegou em casa todinho roxo. É o que dá demorar tanto pra desistir dos seus ideais.
Ei, espera aí! Eu to dopada ou aquele que acaba de entrar na sala é o Ben Barnes? Opa, acho que ele tá aí há uns 5 minutos ouvindo a imensa mensagem de boas vindas do Sr. Kellog, e eu só reparei agora? Qual é! As folhas não são tão interessantes assim! Já posso até ver a baba das garotas da sala escorrendo. Eca!
Isso é meio que moda aqui na K. Polks. Chega um cara bonito e as garotas o idolatram! Qual é, cadê a dignidade hein? E além do mais, eu o vi primeiro, deveria estar me gabando, certo? E lá vem ele.
Sabe, reparando bem, o Ben não tem mais aquela cara de psicopata mirim. Pra falar a verdade, ele parece não estar afim de se enturmar, assim como eu quando entrei no colegial. Ele passou tanto tempo naquele colégio militar que fico pensando se ele está preparado pra voltar a viver em sociedade.
O Ned me dizia que eles tinham que acordar ás quatro da manhã pra ficar fazendo abdominais e corridas, tinham que arrumar a cama e deixá-las um trinque, a comida era horrível e eles tinham que comer sem reclamar e ainda por cima não podiam receber a visita de familiares. O que me faz pensar em que crime tão grave o Benjamin (nome real) fez pra ir pra um lugar que mais parece um presídio do que uma escola. Eu jamais conseguiria arrumar a minha cama tão bem! Vai ver ele preferia viver num convento. Deveriam ter lhe dado o direito de escolha.
Epa! Porque ele está sentando do meu lado? Qual é! Esse é o único lugar vago? Hum, e não que é?
- Licensa. – Ele disse do modo oculto mais mal educado de se pedir licensa pra se sentar ao lado de alguém, e logo depois arrastou a cadeira e sentou-se, fazendo uma cara de tédio mais tediosa do que a minha. Se bem que eu não faço cara de tédio, eu apenas durmo.
- Toda. – Eu disse, evitando olhá-lo. Pra começar, ele era um arrogante e pra terminar ele é um gato. Eu fico nervosa perto de caras bonitos. Ah, mas não faz tanta diferença assim, ele está me ignorando mesmo.
Na minha primeira aula de sax há uns três anos, meu professor percebeu o meu profundo desinteresse em musica instrumental. Na verdade eu queria fazer violão, mas as vagas haviam acabado e o sax foi uma opção pra não ter que aturar a minha mãe nas quintas-feiras, dia em que ela fica bem nervosa por causa do jantar com os meus tios e acaba descontando em todo mundo sua fúria por odiar os irmãos do meu pai.
Meu professor começou uma história dele pra tentar fazer com que eu gostasse de músicas instrumentais. Ele dizia que toda vez que uma situação parecesse estranha, chata, dramática ou até engraçada ele pensava na melodia que mais combinaria com o momento, pra que tudo se encaixasse.
De principio eu achei uma coisa bem idiota. Por que isso me faria gostar de música instrumental? E além do mais, seria como assistir ao entediante filme da minha vida com música mais entediante ainda. Mas aí eu comecei a fazer isso e até que gostei. Foi daí que veio a minha mania, até agora oculta, de imaginar jazz instrumental em cenas da minha vida.
Porque eu disse isso? Eu não sei, mas o Ben me ignorava tanto que acrescentar uma trilha sonora naquele capítulo da minha vida era impossível e patético.
E se fosse pra mim acrescentar, seria You Don’t Know What Love Is do Sonny Rollins. Aquele tipo de música em que a pessoa se sente tão invisível pra pessoa amada que chega a ser triste. Não que eu ame o Ben Barnes! É só um exemplo.
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To muitoo feliz com os comentários que vocês deixaram! O que me incentivou a escrever mais e mais. :)
Que 2009 seja um ano maravilhoso pra todos vocês e que eu não me irrite tanto com essa mudança na gramática. Fazer o que, mudar faz parte, mas ainda estou tentando me convencer disso.
Beijooos

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Simplesmente Hayley

Capítulo 1

"John Coltrane é O BOM no sax. Quer dizer, o que seria do jazz sem o grande Coltrane? O que estou dizendo? Só o conheço há algumas horas. Idéia do meu professor de sax que disse que eu precisava conhecer mais os grandes nomes do sax. Acho que ele sente que está fazendo algo bom por mim nesse quesito, já que o único saxofonista que eu conheço é o Kenny G., e convenhamos que ele não gosta muito do Kenny. Sabe como é, tem essa história dele ser exibido, só porque ele gosta de ficar soprando a mesma nota durante 1 hora sem parar. Eu me pergunto como ele consegue tal proeza. Quer dizer, eu já tentei de tudo pra aumentar o meu fôlego. Desde o exercício básico de manter o papel na parede com o sopro, até o desespero de colocar a cabeça dentro de um balde d’água, o que não foi lá uma boa idéia já que minha mãe teve um surto e pensou que eu estava querendo me matar pra esquecer minha vida cretina (bom, foi assim que descreveu minha irmã).
Mas voltando ao Coltrane, aqui estou eu ouvindo sem parar o cd que meu professor me deu, quando na verdade eu deveria estar estudando biologia. Ah, pra quê eu preciso estudar isso? Eu não vou ser médica, nem bióloga e com certeza não vou precisar saber quais as células e nome dos ossos do meu corpo. Em compensação, minha mãe diz quase o mesmo do sax. Sabe como é, aquelas frases encorajadoras que só ela sabe me dizer: “Pra quê tocar isso? Você não vai virar uma grande lenda do jazz!” ou “Você devia se concentrar na matemática, pelo menos ela dá dinheiro ao contrário desse tal de saxofone que só faz eu gastar 15 dólares a cada vez que você quebra suas palhetas!”.
A única coisa que me deixa mais extasiada que o som do sax é o vizinho. Quer dizer, ele não é só um vizinho, ele é O vizinho. Na verdade, ele é o irmão mais velho do meu melhor amigo, Ned. O Ned tem treze anos e eu tenho dezesseis. O pessoal é meio maldoso é fica dizendo que eu estou tentando dar uma de pedófila pra cima dele, mas fala sério, o Ned é meu amigo desde que ele aprendeu a falar. Digamos que ele tinha 3 anos e eu 6. Minha mãe cuidava dele quando a mãe dele tinha que viajar por aí, já que ela é aeromoça, e eu acabava que tendo que ir também. E o resto é história. Uma história bem grandinha.
Bom, o fato é que eu só tinha visto o irmão do Ned quando nós dois tínhamos 9 anos. Eu nunca falei direito com ele, já que ele era meio doido. Sei lá, ficava me encarando com aquele olhar de criança homicida e comia giz de cera. Quando ele ia completar 10 anos, os pais dele o colocaram num colégio militar interno. Eu disse que ele era uma criança homicida!
Semana passada ele voltou. Agora ele é um jovem bonitão, com pinta de galã que faria as garotas da James K. Polks (escola que eu estudo) vibrarem. O nome dele é Ben, filho dos Barnes, o que o faz Ben Barnes, e que faz do Ned um Ned Barnes. Haha, que estranho.
Ah, que ótimo! Como se não bastasse minha mãe ficar reclamando do som do meu rádio, agora vem esse projeto de gente da minha irmã! Qual é o problema dessa garota? Tem treze anos e já parece uma louca batendo na minha porta como quem quer arrombar! Hum, espera aí, acho que é a intenção dela. Opa, isso não é muito bom.
- Hayley! Dá pra abaixar essa porcaria?! – Aliás, sou Hayley, prazer (:
- Dá pra parar de ser mala e dar o fora daqui?! – Eu disse depois de abrir a porta.
- Escuta aqui sua anti-social, eu tenho uma vida e estou tentando colocar ela em ordem aqui, tá legal? – Disse ela com o telefone na mão.
A Cady tem treze anos é já é a menina mais popular de sua escola. Ela conseguiu fazer em uma semana o que eu não consegui fazer em quatro anos: ser popular. Isso é meio constrangedor já que tem aquela história da irmã mais velha ser uma influência pra mais nova. A influência da Cady foi a Regina George de “Meninas Malvadas”, a influência que sobrou pra mim é a do que “nunca se deve ser”.
O Ned tem uma queda pela minha irmã, quer dizer, ele realmente é apaixonadíssimo por ela. Eu não sei bem porque, já que o que ela tem de chata, ela tem de metida. Ela é tipo assim, uma mini Jamie. Jamie é a metidona da escola. Talvez ela fizesse o tipo do Ben, ele é bonitão e ela se acha bonitona. Até na matemática, já que negativo com negativo é igual a positivo (vai saber se ele não continua sendo um garoto problemático).
- Ta! Eu baixo! – Eu disse por fim pra ver se a Cady calava a boca. Ela ainda tava falando alguma coisa mal educada enquanto eu pensava no Ben com a Jamie.
- Ótimo! – Disse ela antes de se virar e voltar a falar do “cara bonitinho da aula de química” com a Catherine, a amiga dela. E por falar nisso, como a Catherine, uma guria tão legal consegue aturar alguém tão chata como a ameba da Cady? Eis mais um mistério da vida."


Essa é uma história que andei escrevendo há um tempo. Segui a sugestão de uma leitora e aí está. Talvez tenha um 2º Capítulo. Enfim, espero que gostem.

Beijos. Feliz 2009 ;D


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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Sim...A mente humana

Eu sempre me considerei uma pessoa que pensa demais. É como se eu fosse alguém que nunca conseguisse parar de falar, só que ao invés da fala eu penso. Eu tenho certa dúvidas sobre certas coisas. Por exemplo, só eu falo comigo mesma mentalmente? Sei lá, isso é meio normal, certo?
Quando me deito pra dormir, fico pensando em tanta coisa que nem sei da onde vem tudo. Do nada surge perguntas sobre coisas sem sentido e sem valor algum. Sem falar das vezes em que eu dou uma de "adolescente sonhadora" e me imagino ao lado de Ben Barnes (o Caspian de "As crônicas de Nárnia"). Eu sei, fantasioso demais. Acho que o fato de eu pensar tanto em histórias na minha cabeça, e acredite, foram muitas histórias, fez com que eu tivesse certo gosto em inventar situações novas e diferentes através da escrita. É sério. Se meu computador não tivesse sido formatado tantas vezes, eu ainda poderia ver as tantas histórias que já criei. Agora tenho algumas ainda. O meu problema com a escrita de histórias é que eu nem sempre consigo terminá-la (ok, nunca consegui).
A minha vontade é de quem as lêsse pudesse imaginar do jeito que eu imagino. Quer dizer, na minha cabeça tudo é tão emocionante! Sem falar nas vezes em que eu estou quase terminando e me dou conta de que ela ficou muito clichê, ou talvez muito fútil, sei lá. Não que eu tenha criado personagens patricinhas. Na verdade, minhas personagens são pessoas tipo eu. A diferença é que na história elas se expressam sem medo, o que, cá entre nós, não acontece comigo.
Mas mesmo com esse meu problema de histórias com começo mas sem fim, eu adoro imaginá-las. Pra mim a história tem que ter um foco central, senão vai ser muito normal e aí a graça vai pro brejo. E eis que no começo minha inspiração era enorme! Mas fui parando e perdendo a prática. Quem sabe não a recupero, sei lá.
O caso é que a mente humana é uma coisa louca. Pelo menos a minha. Quer dizer, eu posso afirmar que me enquadro naquela comunidade do orkut: "Pessoas Pensantes". Acontece que pra mim a realidade ás vezes parece ser chata demais. A solução é imaginar... Imaginar alto.
Beijos
Feliz Natal o//
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