"Eu
nunca esperei muito pelo melhor beijo da minha vida. Se bem que eu nunca
esperei por nada em relacionamentos que eu havia visto nos filmes, afinal havia
um motivo para as pessoas assistirem: nada daquilo acontece, certo? Caso
contrário, prefeririam gastar seu dinheiro assistindo algo com mais adrenalina,
e não em uma comédia romântica que a faz refletir por 2 horas a respeito de
como sua vida não está nem perto de parecer com a da personagem da Jennifer
Aniston.
Mas agora eu me sentia uma idiota. Quantas
coisas a vida já havia me ensinado naquele curto espaço de tempo desde que eu
conhecera Zac? Então eu estava errada sobre boa parte das minhas convicções:
Jamie não era tão perfeito, Ryan era um ótimo pai, Amy era...bem, Amy ainda era
Amy, e melhores beijos existem? As comédias românticas finalmente faziam
sentido.
Eu não podia acreditar. Lá estava eu beijando
Zac, o cara mais implicante do mundo! E eu estava gostando, na verdade, eu
finalmente sentia algo. Era como estar naqueles filmes clichês com fogos de
artifícios como os de 4 de Julho. Mas eu não ligava. Agarrei aquele momento e o
aproveitei ao máximo. Não perdi tempo pensando em como seria depois, na viagem
constrangedora de volta para casa, no dia seguinte quando nossos olhares se
cruzassem no corredor. E mesmo que pensasse, eu queria aquilo. Eu queria Zac na
mesma intensidade que ele me queria. Queria sua mão na minha, seus abraços,
seus beijos. Queria suas palavras irônicas, seu senso de humor ácido, seu
instinto protetor sob mim. Eu o queria por inteiro, com todas as qualidades e
defeitos, eu o queria (...)."
Trecho de "Salvos pelo acordo", de minha autoria.

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