Ontem à noite faltei à faculdade para ir num show. A falta valeu. Esperei exatos cinco anos para ver o cantor cujas cordas vocais e os dedos habilidosos sob as cordas da guitarra tinham o poder de me arrepiar dos pés à cabeça.
John Mayer conseguiu encher a arena do Anhembi, e eu estava lá testemunhando a sua arte enquanto "No such thing" ecoava por todos os lados.
O John - para os íntimos - tem um poder interessante sob mim. No meio daquela multidão, ouvindo um acorde atrás do outro com aquela tamanha sintonia e energia contagiante de sua paixão pela música, eu me senti transcender.
Então eu não era mais a mesma, ao menos não naquele momento. Meus dramas, problemas e dilemas haviam sumido. Não interessava mais se eu teria que trabalhar dali há cinco horas, ou que estava perdendo uma aula importantíssima na faculdade. Me permiti por duas horas e meia ser levada para onde só a música é capaz de me transportar.
Antes disso sentia meu corpo enfadado pelo cansaço do dia. Olhava ao redor e me sentia uma estranha em meio a milhares de pessoas que, apesar do que aparentavam, poderiam muito bem serem parecidas comigo em alguns aspectos - afinal, lá estávamos nós assistindo ao show de alguém que a maioria de meus amigos sequer ouviram falar. Mas mesmo que também fossemos muito diferentes ali, foi uma só voz que uniu um amontoado de pessoas distintas. Lá estávamos nós, transcendendo.
Quem sentiu, sentiu. Quem não pôde, ou não quis, que me desculpe. Foi a melhor sensação do mundo.
Então eu não era mais a mesma, ao menos não naquele momento. Meus dramas, problemas e dilemas haviam sumido. Não interessava mais se eu teria que trabalhar dali há cinco horas, ou que estava perdendo uma aula importantíssima na faculdade. Me permiti por duas horas e meia ser levada para onde só a música é capaz de me transportar.
Antes disso sentia meu corpo enfadado pelo cansaço do dia. Olhava ao redor e me sentia uma estranha em meio a milhares de pessoas que, apesar do que aparentavam, poderiam muito bem serem parecidas comigo em alguns aspectos - afinal, lá estávamos nós assistindo ao show de alguém que a maioria de meus amigos sequer ouviram falar. Mas mesmo que também fossemos muito diferentes ali, foi uma só voz que uniu um amontoado de pessoas distintas. Lá estávamos nós, transcendendo.
Quem sentiu, sentiu. Quem não pôde, ou não quis, que me desculpe. Foi a melhor sensação do mundo.
Texto de 20 de setembro de 2013.

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