terça-feira, 9 de julho de 2013

Ain't nothing like the real thing, babyy


 Desculpe se eu falo tanto de amor. É que, sejamos honestos, o amor rende. Rende filmes, livros, seriados e um montão de músicas. Eu chego a achar impossível a tarefa de contabilizar quantos músicas à seu respeito foram feitas. O fato é que, se o amor fosse um cara, todas as mulheres estariam obcecadas por ele.
 É por isso que é tão comum vermos o amor como mercadoria. A pessoa que tivesse o copyright desta magnífica palavra seria definitivamente bilionária.
 Penso que, atualmente, nos sentimos invariavelmente sós, e não importa quantas pessoas possam estar ao nosso redor ou online no chat do Facebook, o sentimento será o mesmo no âmago. O que me faz pensar que a solidão é a principal responsável pela popularidade do amor. Ninguém quer estar sozinho. É chato, doloroso e assustador. É como estar em um quarto escuro ouvindo apenas o sussurrar do vento lá fora enquanto deseja ir até lá e, sei lá, falar com alguém? Ok, péssima metáfora - preciso trabalhar isso.
 O mais engraçado é que estamos neste estado constante de solidão - consciente ou inconsciente - por culpa nossa. Porque por algum motivo idiota, alguém decidiu inventar que somos bons demais para precisar de alguém - e a ideia pegou! Agora fazemos parte da era mais individualista que há e estamos presos a isso. Parece até uma espécie de regra social idiota que insistimos em seguir à risca.
 Nós buscamos o amor porque estamos cansados de nossa individualidade, e ao mesmo tempo não conseguimos abrir mão dela. É porque o amor é aquele estado de espírito que te coloca em xeque entre quem você é e quem você pode ser. Ele te desafia a ser melhor, e adivinha: não por você! Porque amar é dar sem esperar nada em troca. É piegas, mas é verdade.
 Mas como eu já disse, o amor rende, por isso ele é moldado e distorcido da maneira que mais for conveniente. Mal sabemos que isso nos machuca mais do que podemos imaginar. É consequência daquela solidão criarmos um mundinho onde o amor está em toda parte, sendo ele o mocinho ou o vilão.
 Se ao menos nos dessemos conta de que quando se diz respeito à ele, nada é tão complicado assim, talvez puséssemos fim à essa comercialização exacerbada do amor. E tudo porque sem todos estes rótulos dados à ele, só nos restaria...Amar.

P.S: Aretha Franklin inspirou este post com sua música maravilhosa.

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