domingo, 28 de julho de 2013
Besteira emocional
De vez em quando, tenho vontade de declarar o que sinto pra todo mundo ver. Fazer como a Ana Carolina quando disse naquele verso "Eu vou contar pra todo mundo, eu vou pichar sua rua...". É porque abrir o coração deveria me libertar do peso que ás vezes carrego. Pois é, sentimentos pesam demais. Estou de saco cheio de ter que carregá-los.
É porque ninguém quer ouvir. Dizer "eu estou apaixonada" ou "eu sinto falta dele" parecem palavrões. Natália Klein já dizia que quando não se atribui um rótulo à um relacionamento, as pessoas não nos dão o direito de sofrer com o fim. Então aqui dentro a coisa está um pouco lotada, como você pode imaginar, afinal, faz tempo que não boto rótulos nos meus.
Então, eu não posso sofrer por algo que nunca me pertenceu. Eu tenho a obrigação de ser forte, por mim mesma. Nunca me senti no direito de fazer cobranças, nunca quis começar uma briga e nunca desejei chorar por ninguém que me magoou. Claro que já fiz essas coisas algumas vezes e logo depois me arrependi. E assim começava um sermão aqui dentro onde eu desejava ser ao menos um pouco como as mulheres barraqueiras que conheço, que se convencem de que estão cheias de razão, mesmo quando não as têm. Depois passava...Muito rápido.
O problema é que neste curto espaço de tempo entre essa minha vontade e a racionalidade, eu tentava exigir o que não me pertencia. Não sou boa nisso. Até agora ninguém bom o bastante para me dar razão, mesmo que de mentirinha, apareceu na minha vida. Eu tenho dedos apontados para mim que me chamam de irracional, de louca, e quem sabe até de iludida. Esse último é definitivamente o pior.
Mas parei de pensar que o problema é comigo. Vou abraçar de vez aquele clichê de que sou boa demais pra ele... E todos os que já passaram e foram embora.
Alguma hora aparecerá alguém que me faça acreditar de novo no que já acreditei, que me faça ter esperanças e que apague a imagem sórdida que eu desenvolvi do ser humano. Porque quanto à isso, eu quero estar errada. Não há lado bom em acreditar no mal, porque não há luz. Neste caso, sou como Renato Russo: "não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas."
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