domingo, 11 de agosto de 2013
A maldição dos seis meses
Eu deveria tentar parar de escrever sobre relacionamentos. Só que não consigo me desvincular de um assunto tão interessante e flexível que é este que trata das relações humanas. Isso deve começar depois do primeiro beijo. Bem, ao menos segundos meus registros - tenho este blog desde os quinze anos. Já escrevi muita baboseira romântica.
Conforme meus relacionamentos foram ficando mais intensos e, consequentemente, mais bizarros - é provado que a vida está de sacanagem comigo! - fui desenvolvendo cada vez mais repulsa por certos tipos de homens. O lado bom é que todo lado ruim destes meus casinhos são uma fonte inalterada de inspiração. Então, obrigada, cretinos!
Mas voltando ao assunto dos relacionamentos, desenvolvi mesmo esse vício em escrever bastante sobre eles. O que não significa que eu entenda muito sobre o assunto. Estas palavras não passam de resultados de experiências, conversas de bar e idealizações idiotinhas sobre o amor verdadeiro.
E por quê estou falando disto? É que ultimamente tenho pensado muito em uma das loucas teorias que rondam minha mente de tempos em tempos. A mais recente parece uma maldição, parece tanto que a denominei de "A maldição dos seis meses", que, na verdade, nada mais é do que uma síndrome bizarra que se abate sobre pessoas super legais que merecem tudo de bom mas que estão sendo constantemente sacaneadas pela vida - lê-se "eu".
A teoria consiste no seguinte: eu me relaciono - de forma romântica ou não - com um cara, que na maioria das vezes adora deixar claro sua repulsa por relacionamentos sérios. Estes caras realmente se dedicam a esfregar na minha cara que a instituição do namoro está falida - assim como a do casamento - e de que é muito mais sensato e "moderninho" curtir o momento como se o mundo fosse acabar amanhã. Óbvio que eles não colocam a situação desta maneira tão criativa, mas é o que costumo entender pelas entrelinhas.
No decorrer disso que parece um tipo de relacionamento mas que, honestamente, nem sei mais como denominar, ocorre um outro tipo de síndrome que Natália Klein já havia diagnosticado - de forma genial - em 98,8% da população masculina do mundo: a Síndrome do Mestre dos Magos (SMM). O sintoma mais característico é o déficit do coeficiente de presença que, em seu estágio mais avançado, pode chegar à invisibilidade total.
Passada esta fase, o fim está claro, e você nem precisa se preocupar em receber uma explicação, porque ela não virá - a menos que você resolva cobrá-la, o que não recomendo. Essa ideia de "revolução sexual" que é seguida da cobrança - você corre atrás, e ele não - é só uma desculpa para homens preguiçosos se sentirem justificados por sua falta de consideração, enquanto algumas mulheres acreditam estar se sentindo no controle da situação.
Só que seis meses depois - é o que dizem as minhas estatísticas - fulano aparece em "um relacionamento sério com Ciclana" - eu sei, que nome terrível.
Eu posso até parecer paranoica por isso, mas o que no começo não passou de uma brincadeira entre as amigas acabou se tornando verdade! Um dia desses beijei um amigo e, na manhã seguinte, dei um tapinha em seu ombro e lhe alertei: "Não se preocupe. Não demos certo, mas daqui a seis meses você encontra o amor da sua vida". Levou duas semanas pra ele encontrar a garota dos sonhos, o que me faz acreditar que a "Maldição dos seis meses" pode ser bem flexível e depende de fatores como, sei lá, meu nível de interesse por alguém.
Tenho esperança de que a cura pra isso é justamente o que a torna uma maldição: o tempo. Em outras palavras, eu espero que essa má sorte se esvaia algum dia, e que isso não seja alguma espécie de vodu abandonado em algum lugar inacessível, sem chances de destruição.
De resto, só desejo à esses cretinos um belo par de chifres! Pois é, também estou me sentindo no direito de ser um pouco imatura por alguns momentos.
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