O feminismo para mim só é levado em conta a partir do momento em que trata de maneira igualitária os direitos óbvios da mulher de trabalhar, receber segundo o valor de seu trabalho e não de seu sexo, ser tratada com respeito e não ser alvo dos velhos clichês que nos deixam tão putas - "lugar de mulher é no fogão", "mulher no volante, perigo constante" e por aí vai.
Mas está bem claro que muitos homens têm se aproveitado desses "novos tempos" e levado isso também para as relações afetivas. O problema é que por isso as relações entre homens e mulheres não tem sido como eram antes. Os homens têm se acomodado nesse estado de "aceitação feminista" e têm deixado de lado as necessidades das mulheres. Eventualmente bons homens cruzam nossas vidas e nos fazem enxergar a essência do romantismo, de uma forma mais realista, mas ainda sim romântica.
Não é que nós, mulheres, estejamos sempre esperando pelo príncipe encantado. Este é um pensamento equivocado de muitos homens que, por medo da pressão de não serem o tal "príncipe", decidem arriscar-se sendo os ogros. Não, homens. A maioria de nós percebemos que ser Cinderela é o mesmo que ser a "mulher perfeita" dos séculos passados: um rostinho bonito em um corpinho submisso.
O que nós queremos é gentileza. Um homem que sabe verdadeiramente agradar uma mulher é aquele que encontra felicidade na relação a dois, pois a medida em que estamos sendo agradadas, temos vontade - e não obrigação - de agradar.
Mas a praga dos falsos "feministas" se espalhou rápido demais. Eles são como os seres ignorantes que Sócrates nos ensinou a reconhecer: pensam que entendem as mulheres, mas não entendem mesmo! E é provável que não saibam disso. Nisso, minhas queridas leitoras, podemos nos incluir como culpadas.
A partir do momento em que permitimos que um homem nos trate como meros pedaços de carne estamos assinando um atestado de que o respeito e o romantismo que tanto queremos está morto. Não podemos deixar uma baixa autoestima refletir em nossos relacionamentos e causar danos quase irreversíveis na imagem que os homens terão de nós. Antes de tudo é preciso nos agarrarmos ao mais antigo e sábio dos clichês: "Amar a si mesma".
Uma mulher que ama a si mesma mostra em todas as suas ações que merece um tratamento digno de rainha - é aquele tipo de mulher que você consciente ou inconscientemente sempre sonhou, leitor.
O que uma rainha deseja está bem longe de ser um príncipe. Não é um moderninho que não sabe priorizar o alto valor que ela tem. E aqueles tipinhos tirados dos contos de fadas então, não quer passar nem perto. Ela quer um homem de verdade. Ele pode até não abrir a porta do carro ou não lembrar a data do aniversário de namoro, mas a respeita, é protetor, sensato e sabe agradá-la nas horas certas. Ele não é perfeito - pois a perfeição entedia - mas sim real.
Não há nada mais sexy do que isso.
Daniela
Souza deixou de lado a
vontade de ser princesa e optou por ser um mulherão.


2 comentários:
Flor tem sorteio no meu blog, corre lá!
Ótima semana pra vc ;*
refugiosinsanos.blogspot.com/
Infelizmente essa é a função das redes sociais. Que pra mim deixam as pessoas cada vez menos sociais. Elas exigem de seus usuários tempo, algo que nesta época vale muito - MUITO MESMO. Como neste universo as pessoas podem ser quem elas quiserem e conhecer supostas pessoas ''perfeitas'', elas acabam trocando o tempo que podem fazer coisas importantes por horas fuçando as páginas alheias e postando coisas com pouca utilidade.
Infelizmente vivemos em uma sociedade manipuladora - isso mundialmente - e só tende a piorar.
Não é que eu não goste do face, é que eu não vejo nada de mais em desejar secretamente que ele suma.
Parabéns pelo texto.
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